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República do Caústico

A burrocracia do Estado

15.06.11, João Maria Condeixa
Andava eu na faculdade e Portugal nos primórdios da reciclagem quando num dia como outro qualquer fui enxovalhado por não saber fazer, tão bem quanto um chimpanzé que entretanto viria a aparecer nos anúncios televisivos, a separação das embalagens. Fui gozado, rotulado de retrógrado, irresponsável e criticado pela minha falta de pontualidade - nunca percebi esta parte da crítica. Será que a malta da Quercus é de uma pontualidade britânica? -.   Mas a verdade é que passado (...)

As mais belas fardas do Hospital de São João

28.11.10, João Maria Condeixa
  O fetiche é grande e praticamente universal. Não há homem que não sonhe entrar, combalido, num hospital perto de si para ser atendido, auscultado, encaminhado, apaparicado por uma enfermeira loira, esbelta, sorridente, inteligente e de seios comprimidos sob a farda que parece querer explodir a qualquer instante.   E se os momentos de crise não apagam estes laivos de predador sexual Neandertalensis, deviam apagar os hábitos despesistas que desde então o homem foi adoptando para (...)

Para grandes males, grandes manteigas

02.08.10, João Maria Condeixa
Sinto-me hipertenso. Tenho uma ligeira dor de cabeça e um zumbido nos ouvidos. Estou com uma espécie de tontura e um bocejo persistente. Não por ser segunda-feira, estou certo, mas sim por ter comido ao pequeno-almoço pão duro de Sábado à tarde. Ainda com sal, pois claro! Acabado o stock antigo, hoje já sei o que me espera: uma insonsa carcaça.   Rapaziada de Product Development da Lactogal, (...)

A bipolaridade do Estado Social

30.03.10, João Maria Condeixa
  É por aqui que as pessoas julgam o governo como "desnorteado". Quando o vêem assumir com convicção a máxima socialista de que temos de estar junto com a população a suportar-lhes as dores, custe o que custar, pese embora ao contribuinte que já está esfalfado, etc.etc, porque é esse o dever do Estado de proteger tudo e todos e sustentar-lhes a crise, etc., etc. (...)