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República do Caústico

À sombra da bananeira

17.11.10, João Maria Condeixa
"Quando as pessoas não recebem nada são mais activas a procurar trabalho. O tempo médio de permanência no desemprego das pessoas que não são subsidiadas (...) é inferior a um ano, enquanto nas pessoas que recebem é superior a dois. É um facto que cerca de 70% das pessoas que não arranjam trabalho durante os dois anos e tal em que receberam subsídio acabam por o conseguir menos de um ano depois de terem deixado de receber. E isso, no mínimo, é estranho."   Francisco (...)

Ao cuidado do Estado

07.09.10, João Maria Condeixa
  Hoje à tarde, fora de Lisboa, petisquei a meio da tarde um salgado presunto caseiro embrulhado em pão, também ele caseiro, pepitado por cloreto de sódio à moda antiga. Estou vivo, sem temer o amanhã e radiante por ter saboreado qualquer coisa sem aditivos, conservantes, mercúrios e estabilizantes, indutores de cheiro e sabores, quartzo, feldspato, mica e monóxido de carbono.   PS - o senhor que me serviu que, desconfio, sempre se alimentou daquilo, tinha 83 anos e sorria mais (...)

A sorte do Farmville é não estar na UE

30.04.10, João Maria Condeixa
Experimentem registar um bezerro. Sim, é isso que estão a pensar, experimentem registar um animal cujo o nascimento desperte curiosidade junto da Direcção Geral de Veterinária e da União Europeia. A seguir experimentem registar um bebé, um ser humano pequenino e de pele rosada. O primeiro deu-vos mil vezes mais trabalho, obrigou-vos a recorrer a 3 sítios diferentes, a recolher e preencher diferentes formulários e a prestar declarações anuais para receber uma pequena (...)

A bipolaridade do Estado Social

30.03.10, João Maria Condeixa
  É por aqui que as pessoas julgam o governo como "desnorteado". Quando o vêem assumir com convicção a máxima socialista de que temos de estar junto com a população a suportar-lhes as dores, custe o que custar, pese embora ao contribuinte que já está esfalfado, etc.etc, porque é esse o dever do Estado de proteger tudo e todos e sustentar-lhes a crise, etc., etc. (...)

Sinais da crise

01.03.10, João Maria Condeixa
As crises também se medem nos pequenos pormenores e hoje vejo, no restaurante onde almoço, diariamente, que a corrida às mesas já não é a mesma de há um ano atrás. É com relativa descontracção e calma que consigo ir até à esquina enfiar um bifinho cheio de molho de natas goela abaixo, para depois o rematar com um tradicional pastel de nata. A crise de uns, a oportunidade de outros.   Mas a verdade é que, em dominó, a economia vai perdendo força. Retraíram-se os (...)