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República do Caústico

Reforma e para ontem

09.08.11, João Maria Condeixa
Perante a ameaça de uma nova crise mundial - se é que saimos da de 2008/2009 - , importa mais do que nunca reformar e reestruturar um país para se preparar para um embate na balança comercial com a diminuição das exportações. O que aí vem não é macio:   se por um lado sofremos cortes no crédito com os cortes no nosso rating e nos embrulhamos na nossa (in)sustentabilidade financeira, por outro passamos as passinhas do Algarve sempre que os outros sofrem cortes nos (...)

Um rating de comportamentos

14.07.11, João Maria Condeixa
Agora que todos percebem de economia e sabem, tão bem, avaliar os comportamentos das agências de rating, parecem esquecer-se que nos pusemos a jeito ao gastar para lá das nossas capacidades e ao ignorar a necessária estruturação da economia - foi mais apetecível assentar tudo em frágeis tijolos de serviços que nasciam que nem cogumelos -.   Não quero dizer que as agências não revelem um comportamento tendencioso, mas não podemos agora preferir tapar o Sol com a (...)

Um pavão na pateira

16.02.11, João Maria Condeixa
Eu vivo num país onde, entre a ida de Durão Barroso à Presidência da República e a chamada de urgência de Teixeira dos Santos ao Palácio de Belém, há tempo para um Primeiro-Ministro encher o peito e vangloriar-se com os números de 2010 ignorando por completo a retracção do último trimestre, que é prenúncio da recessão anunciada por muitos especialistas para o ano de 2011.   Como se as razões que levaram as outras 3 personalidades políticas a reunir não fossem (...)

2010: Momentos Únicos! (3)

31.12.10, João Maria Condeixa
2010 foi o ano em que o mundo mudou a cada 3 dias. O ano em que um governo já de si inábil no cumprimento de promessas eleitorais - José Sócrates disse-me que prefere o termo "objectivos" - passou a navegar sem rumo, sem cumprir sequer o que dissera 48 horas antes. Um ano cavalgado por PEcs sucessivos: um em Março, que rapidamente se mostrou insuficiente; outro em Maio, que teve a colaboração do PSD e que se propunha mais adequado à realidade difícil que Sócrates teimava em não (...)

FMI faz-me um filho!

14.12.10, João Maria Condeixa
Quinta-feira passada no BCP não pagaram as reformas a quem lá as foi tentar levantar. Segundo o banco, por falha informática. Passados dois dias não deixavam levantar açúcar nos hiper e supermercados sem que existisse um racionamento, graças, segundo os responsáveis, aos biocombustíveis - aqueles que são sempre responsabilizados em anos de subida, mas nunca lembrados como preciosos sorvedouros em anos de descida -.   A desculpa utilizada é irrelevante quando aquilo que lhe (...)

Efeitos positivos da crise

13.12.10, João Maria Condeixa
O mundo vive de mitos urbanos e foi um deles que levou a que António Costa Pereira tivesse de recorrer a partidos políticos, Governo, Presidência da República - de quem durante dois anos levou sopa e não foi sobras - para pôr em prática a sua ideia de distribuir as refeições sobrantes de cantinas e restaurantes pelos mais necessitados. Dizia-se que isso não era possível por causa da Lei de Saúde (...)

Europa: entre China e EUA sem almoços grátis

09.11.10, João Maria Condeixa
Enquanto o presidente chinês reunia com Sócrates e prometia ajudar Portugal a recuperar da crise económica, a Primeira-Dama Chinesa passeava por Lisboa. Com a sua comitiva trataram de comprar tudo o que viam, com especial carinho pelo artesanato português que irão seguramente copiar, replicar, produzir a melhor preço e tornar a sua importação extremamente apetecível. Por isso, não estranhem se o próximo Galo de Barcelos que virem numa loja Lisboeta disser "Made in China".   Co (...)