Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 9/8/10
Lopes da Mota, ex-Secretário de Estado da Justiça de José Sócrates - então na presidência da Eurojust - alertou as autoridades portuguesas para a constituição de uma equipa mista, composta por portugueses e ingleses, de investigação ao caso freeport.
Cândida Almeida, que até então não queria para si o caso freeport, advoca-o de imediato para o DCIAP, impedindo a constituição da referida equipa.
Do Serious Fraud Office - um órgão de investigação do Estado Britânico - aparecem agora notas alertando que "os magistrados portugueses estão a bloquear o rumo das investigações que a PJ pretendia" e que e que era notória a preocupação de Cândida Almeida com o facto de o inquérito visar o possível envolvimento do primeiro-ministro.
Ao Serious Fraud Office foi confidenciado, pelos dois procuradores envolvidos no processo freeport, não existir confiança na sua superior hierárquica (Cândida Almeida).
Sexta-feira, 6 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/8/10
A 29/01/2009
A procuradora-geral adjunta Cândida Almeida admitiu que José Sócrates poderá ser chamado no âmbito do processo Freeport se houver suspeitas que o justifiquem.
A 12/06/2010
os procuradores responsáveis pelo Freeport pediram a Cândida Almeida para ouvirem José Sócrates e Silva Pereira "por terem sido referidos em diversos momentos do inquérito, por alguns intervenientes, bem como em documentos apreendidos, designadamente José Sócrates, importa que se proceda à inquirição de ambos, não obstante a ausência de qualquer proposta da PJ nesse sentido".
A 27/07/2010
Cândida Almeida diz que até poderia ter interesse inquirir José Sócrates e Pedro Silva Pereira, no âmbito do processo Freeport, mas de nada adiantaria à investigação, por ser certo que "das suas respostas eventualmente obtidas, não resultariam alterações de fundo aos juízos indiciários, próprios desta fase, que subjazem ao despacho de arquivamento e de acusação ora deduzidos”.