Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 8/7/11

O murro na mesa de Trichet resulta do compromisso que Portugal estabeleceu com a troika e da ousadia de ter ido "mais além". Ficou-nos bem essa proactividade e colhemos aliados importantes ao ponto de aparentemente se atravessarem.

 

Fosse a alternativa do BE ou do PCP a imperar e eu gostava de saber a que porta bateriam para tirar o país do "lixo" ou que caminho "orgulhosamente sós" seguiriam. 


publicado por João Maria Condeixa às 12:12
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/2/11

O BE quer capitalizar votos à esquerda com a queda do governo, logo não poderá ser aquele que directamente faz cair o poder nas mãos da direita - isto partindo do pressuposto que, qual bola de ping-pong, o poder lá irá voltar -. Mas na verdade também sabe que com este governo a situação está insustentável e que a qualquer momento poderá ruir. Ora como não pode ficar fora da corrida das moções de censura, o BE faz este semi-ultimato para colocar em cheque o PSD, obrigando os sociais-democratas a ficar com a decisão final e com esse ónus e responsabilidade.

 

O PSD, enquanto principal partido de oposição e vendo a pre-disposição geral do outros partidos, deixará de falar em esquizofrenia política e apresentará a moção de censura - e quando o fizer, o seu conteúdo terá de ser abrangente o suficiente para passar - e o BE poderá dedicar-se por completo à conquista dos votos da esquerda como não tendo sido o partido responsável pela viragem do país à direita, mas sem nunca ter saído da crista da onda!

 

Foi isto que o BE percebeu. Foi isto que o fez mudar tão repentinamente de ideias.


publicado por João Maria Condeixa às 18:13
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Segunda-feira, 1 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 1/3/10

Em proporção a outros países da Europa, de maiores dimensões, Portugal tem deputados a mais. Cenário este que é agravado em termos qualitativos, por quanto vão crescendo os grupos parlamentares. Da esquerda à direita, quanto maior for o crescimento, a partir de determinado nível, como todas as entradas que se dão são de reservas, piora a qualidade individual de cada deputado e o espaço de intervenção que lhe é reservado para crescer. Generalizando, é isto que acontece, o que leva a que os eleitores, que olham também para o panorama global, não se revejam naquelas filas mais atrás que adormecem vítimas de pouca utilidade. 

 

Se juntarmos a isto, a vontade do eleitorado em aumentar a sua participação directa, que tem sido ignorada nos últimos anos e sobretudo atraiçoada (o exemplo serve para toda a Europa) dependendo dos resultados obtidos nos referendos, é natural que se classifiquem os portugueses como democratas insatisfeitos.

 

Mas diria mais, equivocados nas escolhas que fazem, por culpa própria, por razões históricas, clubismos ou razões de empregabilidade, o eleitorado foge do seu enquadramento sendo que "as maiores diferenças são no PSD. Os deputados "laranja" estão mais à esquerda do que o seu eleitorado." . Este facto promove ainda mais a insatisfação que o estudo parece apontar e deixa claro, pelo exemplo dado, o potencial de crescimento para o CDS-PP ao conquistar o seu eleitorado natural. Mas terá de o fazer rapidamente, pois se o caminho for a de redução do nº de deputados como aponto lá em cima, o CDS da guerra com os deputados de reserva das grandes massas socialistas e social-democratas poderá, injustamente, sair perdedor.

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publicado por João Maria Condeixa às 18:00
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 23/1/10

Não deixa de ser curioso ver como uma notícia que deveria ser uma conquista da direita, do CDS-PP, uma vez que o projecto ontem aprovado é da sua autoria, se torna numa conquista do Bloco de Esquerda, liderado por Louçã, esse "virtuoso da política", como tendo sido a força parlamentar a quebrar o "vício" das negociações para o OE2010.

 

Se razões existissem para manobras do género, elas poderiam significar o reservar de margem para negociação e nunca uma traição à proposta inicial e Louçã sabe-o, mas só assim, com esta "malandrice", termo que utilizou, é que assegurava aparecer num trabalho que não foi seu.

 

Mas enfim, a ideia do CDS em majorar em 20% o subsídio de desemprego para casais desempregados lá avançou e a negociação para o OE2010 lá prosseguiu. O resultado é apresentado hoje à tarde.

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 16:23
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