Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 17/12/10

Freitas não se candidatou a Belém em 2001 porque o PSD não lhe garantiu apoio para 2005. Como sabia que a partir daí o lugar estaria preenchido por Cavaco Silva, pensou em alinhar mais à esquerda, talvez na esperança de se seguir a ele como candidato de mudança de ciclo. Vai daí embarcou, em 2005, na aventura de Ministro dos Negócios Estrangeiros com o PS, pela esquerda. "Seria ela a ter o Presidente da República seguinte!" - pensou.

Mas pelo caminho foi atraiçoado pela coluna. É natural. Ela não foi feita para tanta reviravolta.

Em 2016 terá 75 anos e Cavaco estará de saída. Terá o PS candidato para essa data? E será ele ainda presidenciável? Osteopata precisa-se...


publicado por João Maria Condeixa às 17:12
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 15/12/10

Diz que ontem houve uma espécie de debate sobre as presidenciais. Nada de extraordinário e que não possa ser equiparado a uma discussão corriqueira numa qualquer praça de táxis deste país ou barbearia mais habituada a este tipo de assuntos - sim, porque as barbearias fazem-se pelo tipo de assuntos que tratam e não tanto pela forma como por lá se corta o pêlo -, mas ainda assim foi um debate, uma troca de palavras.

 

Mas também trocaram conceitos. Errados, mas trocaram:

 

O primeiro foi aquele velho conceito de que só quem viu pobreza, a poderá tratar. E quanto mais pobreza tiver visto, melhor será o seu desempenho. Os dois candidatos lá compararam as suas pilinhas mais paupérrimas, tendo-se chegado à conclusão que Fernando Nobre, por ter visto uma criança a correr atrás de uma galinha, não para a comer - veja-se a estupidez! - mas para lhe roubar o pouco alimento que ela levava no bico, era mais merecedor do cargo que o candidato do PCP - de seu nome, de seu nome...ai...aaahh...Francisco Lopes - que tudo o que tinha visto era um rapaz descalço e analfabeto filho de uma família que passava fome em Coimbra.

 

Meus senhores, se fôssemos abraçar esta vossa lógica politicamente correcta, enternecedora e romântica, teríamos já posto etíopes ou rapaziada do Chade a dirigir quase todos os países do mundo, mas, como sabem, tirando a contribuição para a construção de um vosso perfil mais humanista e sensível, essa solução não serve para mais nada! Por isso vejam lá se despem esses fatos com que vos vejo há 30 anos!

 

O segundo conceito, que se tem vindo a tornar cada vez mais banal ao ponto de qualquer dia a política ser a arte do vazio é o do "candidato do sistema". É um rótulo que já extrapolou a política, tendo chegado à bola, mas nem por isso deixa de ser uma tremenda falácia, embora colha cada vez mais simpatias.

Ser-se político, ser-se do "sistema", deveria ser um elogio e não uma arma de arremesso ou um telhado de vidro. Não se devia generalizar, com base no comportamento daqueles que da política retiram dividendos pessoais, abusam do poder ou que da política descartam quaisquer responsabilidades que não sejam louros, ao ponto de transformar o "ser-se político" numa pedra no currículo. Sob pena de um dia destes podermos apenas contar com pára-quedistas apanhados em qualquer esquina e empurrados, justamente por aqueles que se encontram perversamente nas máquinas partidárias e que importa combater.

Fernando Nobre tentou atirar com esta pedra a Chico Lopes. Chico Lopes tentou atirar-lhe com a pedra de volta. Mas nem um, nem outro, foi capaz de pensar que era ao expoente máximo da política que se estavam a candidatar e que, só por isso, lhe deviam algum respeito.

 

Faz, de facto, falta que alguém com tomates e mãos limpas - ah que imagem bonita! - possa dar um murro na mesa e afirmar com convicção que é político, tem um percurso reconhecido e que não está ali para papar grupos!

 

PS - relativamente ao resultado concordo com o Pedro Correia: ganhou Nobre.


publicado por João Maria Condeixa às 11:29
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Sábado, 11 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 11/12/10

 

 

Todos os dias vejo Cavaco nos Telejornais. De repente, tem sempre algo a dizer sobre e para o país. Aquele que Alegre acusou -  e bem  - como um "gestor de silêncios" utiliza agora a presidência como um meio para promover a sua candidatura e fala até que a voz lhe doa. Qualquer outro faria o mesmo, inclusive aquele que sabe desde pequeno quantos cantos tem Os Lusíadas. De lamentar é Cavaco não ter utilizado o palco da mesma forma durante o resto do seu mandato para algumas crises por onde fomos passando, nomeadamente, a da Justiça que para mim foi a mais gritante e com maior repercusssões na confiança que este país não inspira.

 

Mas enfim, pelo menos, agora que descobriu o palco, teve a razoabilidade e decência de nos poupar os outdoors. Dificilmente outro Socialista faria o mesmo..


publicado por João Maria Condeixa às 14:14
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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 1/11/10

Cavaco sabe que não vai precisar de outdoors, nem de grandes campanhas, porque até à sua eleição, e graças a Sócrates e Passos Coelho, terá todo o tempo de antena do mundo. É só vê-lo a aparecer "todo o final de semana". E de entre aqueles dois, Cavaco sabe como sobressair na figura de salvador da pátria.


publicado por João Maria Condeixa às 22:42
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/10/10

Cavaco ontem apresentou a sua candidatura ou esteve a prestar contas em adiantado ao FMI? É que pelo auto-elogio, pareceu.


publicado por João Maria Condeixa às 15:35
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 11/10/10

Cavaco fixou hoje as presidenciais para dia 23 de Janeiro e tudo fará para que até ao orçamento nada mais se discuta sobre esse assunto.

Anunciar uma candidatura a meio deste turbilhão seria um erro crasso:

a) Poderia calar todos, o que não é vantajoso para Cavaco pois precisa que desta esgrima saia alguém enfraquecido.

b) Passaria despercebido o que não é manifestamente desejável num lançamento deste género.

 

Se se segurar até ao orçamento o cenário torna-se-lhe bastante mais favorável:

a) caso o orçamento passe terá tido a ponderação de não trazer entropia à negociação e terá um mar-espelho para o seu anúncio.

b) caso o orçamento seja chumbado, será chamado a segurar as pontas, tomará uma decisão difícil, mas que lhe poderá valer o epíteto de "Salvador da pátria", facilitando-lhe bastante a vida, ao ponto do seu anúncio se tornar quase numa aclamação. Caso tivesse já anunciado a sua candidatura na altura deste cenário, estaria sempre fragilizado, pois qualquer decisão que viesse a tomar seria sempre vista como interesseira, agendada e tendenciosa. O que reforça a vantagem de se guardar um pouco mais.

 

E nisso Cavaco tem jeito para a coisa.


publicado por João Maria Condeixa às 19:05
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Quarta-feira, 25 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 25/8/10

Os nossos espiões têm mais exposição que o candidato dos Comunistas a Belém.


publicado por João Maria Condeixa às 11:08
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por João Maria Condeixa, em 25/8/10

Dão-se alvíssaras a quem conseguir arrancar o nome deste senhor de um qualquer militante do PCP no Alentejo. Ou na Beira Baixa. Ou no Algarve. Ou na Beira Interior. Ou até mesmo fora do PCP.


publicado por João Maria Condeixa às 09:15
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Domingo, 30 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 30/5/10

O inevitável Alegre estava díficil de engolir, mas acabou por ser tragado, tal como se esperava. De côdea para empurrar o sapo serviu parte da direita que nestes últimos dias desencadeou uma birra com Cavaco, o impuro. Com a ajuda deles, José Sócrates - pese a falta de apetite, ainda para mais contra Soares - conseguiu libertar um sorriso e encontrar espaço para enviar um recado ao actual Presidente da República: "agradecemos, mas o esforço feito para agradar a Gregos e Troianos não foi suficiente. Precisamos de um progressista dos nossos!"

 

E da mesma forma que Sócrates teve de engolir um sapo para fortalecer uma candidatura de esquerda, também parte da direita portuguesa terá de enfiar a viola no saco caso queira continuar a dizer que tem um presidente que é seu. É que ainda para mais, por culpa do próprio, a reeleição de Cavaco já não está tão certa quanto isso...


publicado por João Maria Condeixa às 21:29
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/5/10

Monárquicos há, que escrevem um vincado "Viva o Rei" no boletim de voto para as presidenciais. Mário Soares está visto que fará algo do género, mas mais "laico e republicano", pois claro. Está condenado a um "Viva Eu". Afinal, sempre se sentiu o pequeno monarca aqui do burgo.


publicado por João Maria Condeixa às 11:46
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 5/5/10

 

Os poetas vêem as balas de outra forma, talvez por isso lhes dêem tão facilmente o peito, o que normalmente lhes sai caro. A Manuel Alegre não, dar o peito às balas tem-lo feito sorrir e ainda lhe trará a rosa aos pés. Mais poético? Impossível...

Outros, talvez por pertencerem ao domínios das economias, perderam o coração pela razão e escolhem outros caminhos. Mais tortuosos, mais calculistas, mas igualmente legítimos:

"Descuidam-se" nas intenções de veto que deixam transparecer cá para fora e medem o pulso ao eleitorado. Dão avisos sobre o TGV e as grandes obras públicas, mas depois dizem estar a generalizar para qualquer caso e país da Europa. Vigilantes e astutos não se assumem, nem criam ondas. Estudam terrenos. Partindo da direita assegurada, a dúvida é só uma: até que ponto da esquerda lhe é possível penetrar. E por isso vão fazendo testes, prospecção até que saia petróleo ou bata em rocha dura.

Cavaco não fala sobre eleições, mas já ninguém acredita que esteja a presidir sem segundas intenções. Logo quem...

Alegre tem, como Cavaco, uma candidatura suprapartidária. A diferença é que do primeiro se conhece melhor os seus limites que do segundo, que ainda os anda a estudar.


publicado por João Maria Condeixa às 09:55
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Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/1/10

Enquanto uns discutem ainda se o timing de Manuel Alegre terá sido o melhor, António José Seguro, talvez fazendo jus ao nome, adiantou-se e cravou-se já naquele que será o candidato da esquerda. Estou convicto que não haverá espaço, nem tempo para outros perfis e que, agora, serão apenas apoios, compassadamente, a aparecer.

E já se sabe, nestas coisas, os primeiros a aparecer normalmente rapam a cobertura do bolo!

A pergunta é: quem se segue?


publicado por João Maria Condeixa às 00:01
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/1/10

Ao que parece a pretensa boa moeda condecorou a ex-(se a condecorou é porque já não o é, certo?) má moeda com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Que o tempo em política é quase tão relativo como na geologia, isso já se sabia, mas daí a reciclar moeda com esta velocidade só pelas mãos do economista que, sempre despretensiosamente, um dia também foi fazer a rodagem de um carro a um congresso do PSD e o acabou por ganhar!

 

Cavaco Silva é dos poucos políticos que "raramente se engana" e ainda mais raramente dá ponto sem nó. Alegre está aí a tentar unir a esquerda e o centro-direita, onde se inclui o PSD, tem de estar todo preparado para o combate. Todo mesmo, incluíndo aqueles a quem ele um dia chamou má moeda!

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 16:00
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