Quarta-feira, 16 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/3/11

Ando com medo de escrever posts maiores que este. E se enquanto escrevo o governo cai?


publicado por João Maria Condeixa às 09:17
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Segunda-feira, 14 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 14/3/11

"Os partidos da oposição estão sôfregos" diz Santos Silva. E tem razão. Este PSD ainda só apoiou 3 PECs. Podia muito bem continuar a fazê-lo até o PS não querer governar mais...


publicado por João Maria Condeixa às 22:25
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Sábado, 12 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 12/3/11

Um TGV vale quantas reformas?


publicado por João Maria Condeixa às 13:07
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/3/11

Com os reformados a juntarem-se agora à "geração à rasca", os protestos de sábado passam a um 2 em 1: manif + marcha lenta.

Temas: , ,

publicado por João Maria Condeixa às 15:38
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por João Maria Condeixa, em 11/3/11

A manif de Sábado já mudou de nome. Passou de "geração à rasca" para "gerações à rasca", depois das novas medidas anunciadas hoje pelo governo.

Temas: , ,

publicado por João Maria Condeixa às 15:21
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por João Maria Condeixa, em 11/3/11

Depois de Cavaco, Sócrates tem mais motivos para ir à manif. "À rasca" e com o lugar mais precário do momento, Sócrates já só pensa em chegar a casa para pintar a faixa com Teixeira dos Santos.


publicado por João Maria Condeixa às 11:03
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Quinta-feira, 10 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/3/11

Depois de Cavaco, a moção de censura do bloco pareceu uma história de embalar. Um conto da carochinha para adormecer o menino. Só que o menino despejou a ira do dia anterior em cima de Louçã. Caso contrário, nem se tinha dado por ela!

 

PS - aquele que disse que esta não era uma moção para ser aprovada pela direita, reclama agora as abstenções. Digam lá se o senhor não é um pândego?


publicado por João Maria Condeixa às 18:43
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Quarta-feira, 9 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 9/3/11

 O país está boquiaberto com o discurso duro de Cavaco Silva. Acho até que se o senhor tivesse feito uma página do mesmo, no facebook, teria mais "likes" que a sua página pessoal. Ele bem tinha chamado a atenção que a partir de agora seria diferente, mas pelos vistos os incrédulos - aqueles que estiveram, como eu, 5 anos a vê-lo assistir de camarote, de braços cruzados, ao enterro do país - não quiseram acreditar que faria tal coisa. Ou pelo menos não assim tão de repente.

 

Foi vê-lo, num misto de aula de finanças e programa de governo, a enterrar o sorriso a Sócrates ao dizer que o comboiozinho de brinquedo dele iria hipotecar o país. Que não havia guita para lho comprar e que o emprego que ele teima em dizer que irá gerar, se evaporará no segundo a seguir. Que o contribuinte não é uma teta sem fundo e que no seu limite - ao contrário do que os boys todos pensam - mora a morte da economia de um país. Que o flagelo do desemprego deverá ser combatido privilegiando políticas que potenciem as empresas - fascista! berrou o PC -, e com iniciativas que criem emprego ou permitam defender postos de trabalho. Que a mentira - acho que Sócrates nunca teve as orelhas tão quentes - tem os dias contados e que há que tomar as opções correctas - ao que o executivo perguntou em uníssono para si como se faria tal coisa -.

 

De lamentar nesta tarde histórica, só mesmo o facto de não ter acontecido mais cedo e de ter sido guardada, como é apanágio calculista de Cavaco, para o momento político que mais lhe convém e em que a sua liberdade não lhe hipoteca o futuro.

 

Para nota vinte fica a imagem ao sair da sala, daqueles alunos socialistas, cabisbaixos e enraivecidos, que, sem terem levado boas notas para casa encheram as câmaras de televisão com perdigotos insultuosos ou anedóticos. Até Carlos César apelidou de "demasiado cruel" o discurso do PR. Coitado, logo ele!

 

Em suma, foi óptimo. O país precisava deste abanão e se não se importam vou para ali rezar por mais. Se ficarem atentos, os mercados amanhã vão reagir bem à coisa, vos garanto...


publicado por João Maria Condeixa às 22:26
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por João Maria Condeixa, em 9/3/11

Efeito regularis a partir do 14º dia. Apesar da entrada ter tido muito pouco de bom, a saída vai ser de facto um alívio..


publicado por João Maria Condeixa às 10:34
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por João Maria Condeixa, em 9/3/11

 Efeito regularis a partir do 14º dia.


publicado por João Maria Condeixa às 10:14
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 7/3/11

Sócrates já veio dizer aos portugueses que, apesar de ser contra as ideias do governo, a derrota ontem do Benfica era inevitável e que a culpa é do PSD que assim o exigiu nas negociações!


publicado por João Maria Condeixa às 15:44
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Sexta-feira, 4 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 4/3/11

 

O governo sofre de dois males para os quais nem o melhor druída deste mundo tem a cura: a falta de noção das suas responsabilidades e competências - insistentemente mantém a presunção de se fazer substituir à economia nas promessas que traça - e a comprovada incapacidade em executar as reformas - que é um defeito de nascença que se agravou com a maioria relativa, facilmente, comprovável através de todos aqueles recuos, derrapagens e reavaliações que até agora só resultaram em nados-mortos -.

 

Hoje até a maioria do eleitorado português, inclusive aquele que caiu na esparrela da promessa dos 150 000 empregos, sabe e reconhece esses males, pelo que é de estranhar que a senhorita Merkel se constitua refém da ilusão, à imagem da inocência angelical de um PSD em vésperas de PEC. Se fez aquele número de "spin" á la Sócrates para "os mercados" e para consumo interno português, foi porque alguma coisa ganhou em troca. Merkel ganhou poder e um trunfo fatal:

 

Merkel sabe que residirá na execução das reformas o ponto-chave para Portugal melhorar, mas também sabe que este governo não tem essa capacidade. Ao alertar para isso, basicamente, terá dito: têm tudo para o fazer e contam com todos para dar a volta. Não conseguindo, escusam de vir novamente bater a esta porta.

E Sócrates, por mais um balãozinho de oxigénio hipotecou novamente o país.


publicado por João Maria Condeixa às 15:29
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Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/2/11

"Ah mas a direita também não seria capaz de evitar a escalada do desemprego!"

 

Falso. Para dar cabo das empresas e do emprego já basta a crise, não é preciso pedir ajuda ao Estado. Mas, ao optar por esta política orçamental o governo escolheu matar a economia, aniquilar o consumo e a procura interna. Preferiu esbulhar por via da receita fiscal os contribuintes apagando os erros e escamoteando a despesa pública pela qual é responsável, sem perceber que o que arrecadava para os cofres do Estado iria sair pelo lado dos apoios ao desempregados a curto e médio prazo e por outros apoios sociais.

 

Quando, já no limite, as PMEs se deparam com o crédito mais restritivo - também resultante do clima de retracção de que os bancos se previnem - com uma sobrecarga fiscal agravada e uma consequente descida na procura, nada lhes resta muita vezes senão despedir e/ou fechar portas.

 

Daí que a direita queira poupar as empresas. Pois reconhece que cada uma que "poupa" é, pelo menos, um emprego que salva, um potencial - por microscópica que  seja a empresa - motor  quer está a preservar para ajudar o país no momento da recuperação e um apoio que o Estado evita dar.

 

O desemprego seria alto, mas não chegaria aos níveis a que iremos assistir durante o próximo semestre, fosse a direita que estivesse no poder.


publicado por João Maria Condeixa às 17:27
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Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/2/11

O BE quer capitalizar votos à esquerda com a queda do governo, logo não poderá ser aquele que directamente faz cair o poder nas mãos da direita - isto partindo do pressuposto que, qual bola de ping-pong, o poder lá irá voltar -. Mas na verdade também sabe que com este governo a situação está insustentável e que a qualquer momento poderá ruir. Ora como não pode ficar fora da corrida das moções de censura, o BE faz este semi-ultimato para colocar em cheque o PSD, obrigando os sociais-democratas a ficar com a decisão final e com esse ónus e responsabilidade.

 

O PSD, enquanto principal partido de oposição e vendo a pre-disposição geral do outros partidos, deixará de falar em esquizofrenia política e apresentará a moção de censura - e quando o fizer, o seu conteúdo terá de ser abrangente o suficiente para passar - e o BE poderá dedicar-se por completo à conquista dos votos da esquerda como não tendo sido o partido responsável pela viragem do país à direita, mas sem nunca ter saído da crista da onda!

 

Foi isto que o BE percebeu. Foi isto que o fez mudar tão repentinamente de ideias.


publicado por João Maria Condeixa às 18:13
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 2/2/11

Enquanto as revoltas não dão a volta ao Mediterrâneo e chegam a Portugal para o povo começar a reclamar uma mudança de rumo - tenho essa leve esperança que isso aconteça antes da vinda do FMI - resta-nos ir assistindo com cara de muito parvos às diarreias que cada um vai tendo sobre o Egipto - também gosto do serviço público que a RTP está a prestar ao chamar-lhe Egito - e os seus restantes vizinhos.

 

É bom perceber que todos sabem imenso sobre aquela zona do globo e os regimes que por lá se respiram, quando até há bem pouco tempo a Tunísia era apenas uma estância de férias, o Egipto um enorme sarcófago a visitar - que muitos desconheciam ser uma ditadura - e a Jordânia e a Síria meros vizinhos de Israel, um com uma rainha gira e o outro com um armamento digno de registo.

 

Deixem de se armar em especialistas e em Nuno Rogeiros de segunda categoria - o que tem mais piada é que a maioria até gozava com o seu excesso de opinião antes dele se recolher - e passem antes para os assuntos internos. Ou já se esqueceram que por cá as coisas também estão a arder e que este mês já se começou a sentir a redução salarial e o aumento de impostos, o corte no dinheiro disponível para o consumo e consequente falta de circulação de moeda que, em conjunto com a falta de crédito para as poucas empresas produzirem, rebentará com a nossa saudável economia, tudo para alimentar a monstruosidade de uma despesa que teimosamente continua sem querer emagrecer, enquanto o vosso PM apregoa as 7 maravilhas do seu reinado com todos os ministros de que dispõe aterefados a inaugurarem escolas na tentativa quase alcançada de fazer esquecer os protestos - mais um, but who's counting? - na educação?

 

Isso, preocupem-se muito com os de fora e qualquer dia temos um a imolar-se na Praça da Figueira e só aí é que se vão lembrar que por cá imperava a ditadura da mentira.


publicado por João Maria Condeixa às 09:10
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