Segunda-feira, 19 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/7/10

 

Não me aguentei até ao fim do concerto do Prince. No dia seguinte seria dia de trabalho, a viagem prometia ser longa e o trânsito poderia vir a agravar a coisa, pelo que saí à francesa, por entre uma tempestade de areia, assim que acabou o bem falsetado "Purple Rain". Para trás deixava "o artista, outrora conhecido como Prince" a animar uma multidão de gente como se fosse um mutante entre um instrutor de step e um assistente de realização.

 

Prince é, como ele próprio se intitula, mais um artista que um cantor. Não por falta de voz, mas por excesso de confraternização com o público. Fosse ele português e teria passado noite a gritar: "Amarante, quero ouvir!"; "Bombarral, quero ver esses braços no ar!" Como é made in USA grita "ooohhhh, Portugal!" durante 28 minutos e "now, jump!" e "now, clap your hands" durante outra meia hora, por entre, esses sim, magníficos acordes de guitarra. Foi, como digo, uma aula de aeróbica interrompida aqui e ali por um dos seus êxitos e por Ana Moura que, com sorte, será lançada lá fora pelo artista que gosta de atirar pessoas para o estrelato.

 

Vim-me embora a pensar como será possível existir quem, baseado fundamentalmente em 4 temas, mantenha 30 anos de carreira com tanto sucesso. Olhei para trás e a resposta estava no pó que subia por entre os pinheiros resultante de uns 30 mil espectadores entusiasmados.


publicado por João Maria Condeixa às 14:29
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