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República do Caústico

Mourinho pé-de-salsa

26.05.10, João Maria Condeixa

 

Os homens não choram! - dizem-nos os mais velhos, insistentemente, enquanto somos miúdos, tentando garantir elevados índices de masculinidade, de barba rija e de pêlos no peito. Pois cedo ficamos a saber que quem choram são as meninas, as flores de estufa e os maricas - julgo que esta última não tem conotação homofóbica -.

E é nessa lógica de seres abrutalhados e insensíveis que vamos, estoicamente, crescendo e ganhando sentido do papel do homem na sociedade. O problema é quando, passados uns anos da puberdade, nos deparamos com o discurso contrário: "És um insensível, um bruto! És frio, não tens sentimentos e não percebes nada do que me afecta! - dirão 98% das mulheres portuguesas aos seus respectivos, esquecendo que a culpa não é deles - não é nossa! - mas sim de uma formatação que recebemos quando crianças e que elas agora tentam mudar.

Há quem entenda este percurso? E há quem entenda este post?

 

Eu explico: É que Mourinho, essa máquina infernal de vitórias, de liderança e mau-feitio, ao que parece, também chora. E com isso - babem mulheres portuguesas - parece ter conseguido o melhor de dois mundos. "O homem é perfeito", dirão elas "e ainda para mais tem cabelos brancos que lhe dão imenso charme e também chora! Se ao menos o meu Manel fosse assim..."

 

E a verdade é que, com tanta reviravolta na educação e formação masculina e com tantas vitórias e pormenores do Mourinho, quem fica mal na fotografia é o homem mediano, essa espécie de grande qualidade que já vai sendo rara e que as mulheres vão desdenhando.

 

Restando-lhes, a esses, como a mim, o refúgio na sabedoria popular: quem desdenha, quer comprar! E o Mourinho é um mariquinhas pé-de-salsa!!! 

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