Quando o plágio é positivo

Pedro Passos Coelho é novidade e só por isso se entende esta euforia mediática para com as ideias apresentadas sob o síndrome de Clara Pinto Correia - mais conhecida pelos seus plágios do que pelas suas fotografias orgásmicas -. Agora a comunicação social atribui a invenção da roda - de todas, inclusive as quadradas - a PPC, libertando espantados "Ah, mas isso é impopular, sabe?", "Ah, mas isso para já?", "Ah, mas parece-lhe a resposta?", "ah, pois!!" a cada desabafo do líder laranja.
Há anos que o CDS-PP exige a retirada do Estado da esfera económica e do mercado e em vez do espanto, apenas lhe sobra um mix de vitupérios:"capitalistas!", "privatizadores do bem público!", etc... que servem igualmente sempre que o CDS-PP aborda (no pretérito era mais indicado, pois hoje em dia a ideia já vai estando generalizada) a falta de rigor no RSI, o fomento à subsidiodependência e a criação de um engano social. Para quem não se lembra de ser assim, aqui fica o registo no programa eleitoral apresentado:
Já sobre a CRP, o único partido que votou contra em 76, tem sido incansável nas revisões que se sucederam, com vista a atingir uma constituição mais liberta e abrangente no espírito. E também no programa eleitoral já existia esse compromisso de encontrar uma solução que sirva a todos:
Estes são dois exemplos, mas mais houve no discurso de domingo que foi uma autêntica adopção de uma visão que o CDS-PP nos tem trazido. É um óptimo sinal que assim seja. Não me sinto indignado, só estranho o espanto e a admiração, nada mais...