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República do Caústico

A maior crise da Igreja

29.03.10, João Maria Condeixa

Inequivocamente repleto de qualidade, o texto de António Marujo apresenta a solução para este momento vivido na Igreja sob a forma de uma purga assumida, aberta e despida de hipocrisia. Assim deveriam também reagir todos os membros, que outrora acusaram outros enquanto fingiam não assistir ao que se passava no interior, para de uma vez aproveitarem a oportunidade para limpar a casa destes vidros provenientes do telhado:

 

"Convém não esquecer que foi a preocupação pela defesa da honra da instituição que levou ao actual estado de coisas. Só uma atitude purificadora e aberta à mudança permitirá à Igreja recuperar a credibilidade perdida nesta crise. Os cristãos chamam a esse acontecimento ressurreição. E celebram-na no próximo domingo."

 

O Jacobinismo de outros que, representando 30 aqui e mais 70 pessoas acolá, só fechará a matraca e deixará de esboçar sorrisos pueris no dia em que não tiver razões para o fazer. Não que a purga desejável hoje, cure os males para toda a eternidade. Numa estrutura com a dimensão da Igreja e os seus propósitos, inquestionavelmente louváveis, só por cegueria intelectual se poderia lançar um "para nunca mais se repetir" e acreditar piamente nisso. Mas casos massivos como os da Irlanda deixariam de existir seguramente e tendo feito tudo ao seu alcance a Igreja poderia dormir muito mais tranquila sem temer que os telhados se partissem.   

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