Há uns quantos meses atrás, numa reunião com um grego em ele me confessava o estado para que a Grécia caminhava, comentei-lhe em tom de desabafo que muitas das suas angústias eram também as minhas enquanto português. Longe de pensar que viesse a ser crime equipararmo-nos à Grécia neste ou naquele aspecto - e espero que as agências de rating não me estejam a ler -, troquei com ele as minhas preocupações sobre o crescimento do Estado despesista e a fraca massa produtiva, sobre a terrível carga burocrática em que vivemos, sobre a complicada e survedoura política fiscal, sobre o futuro da dívida pública e, claro, sobre o que se ouvia dizer dos políticos no futebol e nos táxis.
Respondia-me ele que Portugal devia direccionar-se totalmente para o Turismo como única alternativa.
Hoje, segundo dois políticos alemães, a alternativa que resta à Grécia é tornar-se um protectorado germânico vendendo parte do seu território para exploração com fins turísiticos.
Não tendo feito essa aposta a seu tempo, agora outros a farão como contrapartida de salvar um país que não pode sair do Euro e que está totalmente dependente das acções e próximas decisões externas.
Portugal não poderá ser o próximo. Até porque não tem tantas ilhas.

E o que chove lá fora?
Quiosque da D.Web