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República do Caústico

Dos estilhaços dos telhados de vidro

27.07.11, João Maria Condeixa

Envolto em trabalho, não tenho tido muito tempo para teclar. Nem sequer para comentar a recente vitória de António José Seguro. Imagino que já muito tenha sido escrito - imagino, pois nem os outros consigo ler como gostaria - mas ainda assim não podia deixar de escrever uma coisa óbvia que serve para o passado e o futuro.

 

Os anticorpos que se levantam contra carreiristas políticos, mais concretamente, contra rapaziada das jotas, são, muitas vezes, pedradas atiradas bem alto que só mais tarde caem sobre telhados que se tranformaram em vidro. Explico, mas não sem antes ressalvar que, embora o percurso faça o Homem político, nem por isso assenta a todos da mesma forma, muito menos como mácula. Mas adiante:

 

Teve a sua piada ver que aqueles que acusaram Passos Coelho de jotinha carreirista, de estratega do silêncio e de paciência calculista - ao aguardar que a sorte lhe batesse à porta, sem que desse provas noutras áreas - tenham sido os mesmos que elegeram António José Seguro para líder do partido, cujos atributos conhecidos são, segundo dizem, semelhantes.

 

Os estigmas que se colocam condicionam os nossos próprios movimentos. Daí que, para a política, como para tudo na vida, sejam de evitar, mesmo que os hábitos de alcoviteirismo e maldicência falem mais forte. Quanto mais não seja porque nos podem vir parar estilhaços às pernas..

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