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República do Caústico

Corta-se na despesa quando...

03.07.11, João Maria Condeixa

...se extingue o cargo de director adjunto da Segurança Social. São 18 que deixarão de existir. É 1 milhão e cem mil euros que se passa a poupar.

 

Depois do imposto anunciado quinta-feira era natural que as pessoas dissessem que vinha aí "mais do mesmo", que já tinham visto isto antes e que "são sempre os mesmos a pagar". Afinal de contas foram anos seguidos a ver impostos resolverem coisa nenhuma e a precederem mais impostos sem que cortes na despesa se verificassem.

 

Mas é por isso, e porque os contribuintes têm o tal limite de que falou Cavaco, que este Governo tem agora de mostrar que não está cá para continuar essa senda. Tem de mostrar que, ainda que tenha lançado este sacrifício sobre o subsídio de Natal, a sua principal vocação é cortar na despesa. No gordurento e seboso Estado.

 

O encaixe de 800 milhões resultante do imposto extraordinário é pequeno face às obrigações que Portugal contraiu. Mas irá coadjuvar os 1000 milhões que serão cortados na despesa, exercício que até agora não me lembro de ter visto praticado e que por isso vou passar a tentar enumerar. Depois dos cortes com os governos civis, este exemplo da extinção dos directores adjuntos da SS foi o segundo.

 

Espero, esperamos, que venham mais!

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