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República do Caústico

Pessoa, o incompreendido

14.06.11, João Maria Condeixa

Os portugueses não entendem Fernando Pessoa. Eu falo por mim e pela dificuldade que tenho em entender tudo o que dele vou lendo. Escapa-me. É triste termos tamanho génio sem que o compreendamos. Pior é com isso nos darmos por satisfeitos. Faz falta uma cultura pessoana, um motor que fomente a sua leitura e compreensão. E não a reclamem ao Estado:

 

Ontem ao entrar na Bertrand para comprar um qualquer livro passei pela estante da poesia sem que nada me saltasse à vista. Nem um único livro ou lembrete sobre o aniversário do poeta. A verdade é que muitas vezes o marketing falha onde mais nos faz falta. Nisso, o Google fez mais num dia que um grupo de professores numa década.

 

E com esta postura não é de estranhar que não o celebremos como devíamos ou que não o compreendamos. Enquanto isso o Brasil vai por ele se enamorando ao ponto de me espantar com o número de pessoas que o citam, conhecem e já o percebem. Por cá seguimos antes a máxima: casa de ferreiro, espeto de pau. 

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