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República do Caústico

Próximo passo: largar a agência de viagens

22.06.11, João Maria Condeixa

Meio mundo histérico de alegria com o exemplo dado por PPC, que é meritório. Há muito tempo que os portugueses não viam um gesto nesse sentido - dos políticos serem compartilhadores das dificuldades vividas - e por isso espantam-se e batem palmas efusivamente. Em 24 horas vêem um a andar de Vespa e outro a passar de "cavalo para burro". Sinceramente, Portugal precisava deste tipo de sinais.

 

Mas a mim ainda me falta perceber por que raio precisa o Estado que seja a Top Atlântico a tratar-lhe dos bilhetes, se a TAP até é sua!

Alguém se lembra de Sócrates?

22.06.11, João Maria Condeixa

Mais impressionante que uma Montblanc não deitar tinta, é um ex-Primeiro-Ministro não botar faladura. Sócrates ontem na cerimónia da tomada de posse entrou mudo e saiu calado e ninguém se espantou com isso. O ex-PM malhou uns acepipes e de resto andou colado às paredes para ver se ninguém dava por ele. O momento de maior exposição foi mesmo indirecto, por via das filmagens que faziam à actual primeira-dama e que, em segundo plano, o apanhavam a ele. De resto, poucos quiseram saber dele e foi para o lado que o senhor dormiu melhor. No fim, todos os outros ex-membros do governo se pronunciaram, mas Sócrates preferiu sair de fininho, quase pelas portas dos fundos - e olhem que as portas dos fundos no Palácio da Ajuda são lá muito ao fundo! -.

 

Esta estratégia não é inocente. Sócrates quer sair da memória dos portugueses o mais depressa possível e o PS saberá ser conivente com esta atitude daquele que, neste momento, é uma péssima lembrança dos socialista junto do eleitorado.

 

Mas mal estará a democracia portuguesa se tão depressa se esquecer daquele que tantas vezes lhe mentiu para que ela lhe fosse favorável.