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República do Caústico

O Onze de Passos Coelho

18.06.11, João Maria Condeixa

Este nosso estádio está cheio de velhos do Restelo que irão estranhar antes de entranhar. E por isso faltou compôr o ramalhete com um jogador reverencial. As claques reclamam mudanças, mas não gostam quando elas se fazem. As claques queixam-se de paternalismos, mas apavoram-se quando eles desaparecem. As claques pedem novos jogadores e tácticas - dizem mesmo que esse é um dos grandes males do país - mas amedrontam-se quando eles surgem. Para as satisfazer, faltou apenas esse pormenor na equipa. Alguém que não os fizesse temer a queda do céu sobre as cabeças.

 

Este é um onze inteiramente composto por rapaziada arejada e descomprometida de anteriores governos, corporações e, em grande parte, livre de partidarites - inflamação que é pior que uma ruptura do menisco -.

 

As ideias velhas já se tinham provado esgotadas e responsáveis pelas derrotas acumuladas. Esta rapaziada, que ainda não sofre de vícios - nem de estrelatos -, pode muito bem trazer as ideias que nos podem tirar do atoleiro onde nos acomodámos (talvez Nuno Crato e o eduquês sejam disso o melhor exemplo).

 

Além do mais, não herdando a camisola de ninguém, nem mesmo de Cavaco, é perfeita para implementar a táctica da Troika - pelo menos têm a desculpa para o fazer - e ousar ir mais além.

 

Falta ainda conhecer a equipa técnica, mas estou com vontade de os ver ir a jogo.