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República do Caústico

Calma, Vasco

08.06.11, João Maria Condeixa

Obrigado pela importância que atribuis a este blog, mas julgo que é desmesurada, Vasco. Estou longe de com um post colocar em perigo a vida de um governo ou fragilizar uma negociação. E acho até que a grande maioria da blogosfera também não tem esse poder, embora pense o contrário, mas adiante:

 

Com este post não fico ao mesmo nível de Ana Gomes. O meu post tem sentido de humor, coisa que a senhora não tem e deveria ter. O meu post não insinua nada sobre o seu percurso profissional, capacidades políticas ou aparência física. Versa apenas sobre o seu feitio, coisa que é manifestamente pública - julgo que ela também faz questão que assim seja -  e até depreciada internamente dentro do seio socialista. O meu post em nada belisca o PS, a esquerda ou outra força que esteja desejosa de encontrar motivos para derrubar o governo que ainda nem posse tomou. Mas ainda que o meu post tivesse conteúdo nesse sentido, lamento informar, mas este é um blogue pessoal, escrito por alguém que, por acaso, para além de ser de direita, também é filiado no CDS. Qualquer letra aqui publicada não vincula em nada o partido que subscrevo nem a minha acção dentro do mesmo.

 

Acho é que antes de me responsabilizares a mim, devias olhar para o lado, pois há quem tenha uma intervenção bem mais importante e influente que a minha, mas nem por isso tenha perdido o sentido de humor e a liberdade para, com espírito crítico e sem temer todas e quaisquer consequências, fazer uma coisa do género.

 

Por isso, calma, Vasco! A única que aqui se pode sentir beliscada é a minha mãe que, coitada, nada tem a ver com estes meios político-blogosféricos.

Não são todas a Ana Gomes. Também as temos simpáticas.

08.06.11, João Maria Condeixa

A menopausa deve ser tramada. Lembro-me que avariou por completo o termóstato à minha mãe. Podia estar um frio de rachar, os nossos dentes a bater castanholas, neves siberianas a atravessar a casa e o vento Norte a respirar calotes polares que ela se virava para nós, já Yetis latinos, e dizia: Meninos, abram as janelas que está aqui um calor que não se aguenta! - e "trás", lá sacava do leque que a partir dali se tornara um adereço imprescindível à sensualidade feminina.

 

Mas nem por isso se tornou carrancuda, mal humorada e histérica. Não ficou com os nervos à flor da pele, nem sempre cheia de vontade de enfiar as suas frustrações pela goela daquele que lhe estivesse mais à mão. Nunca. Aliás, como em todos os seus percursos na vida, manteve sempre um sorriso e uma gargalhada, exemplo que tento seguir.

 

Mas a menopausa não deve bater em todas da mesma maneira.  Veja-se o exemplo de Ana Gomes. Como fala e age de há uns anos para cá, ficamos com a ideia que atravessa a menopausa mais longa de que a humanidade tem memória, coitada. É só raiva, mau génio e bílis que lhe sai da boca. Ataca o líder do seu próprio partido, ralha - adora ralhar - com os seus colegas socialistas, vocifera contra a oposição e ainda mete o Strauss-Kahn ao barulho.

 

É má publicidade para o sexo feminino. Uma espécie de sogra da nação que com tão mau feitio retrai qualquer libido, interesse ou desejo de casar no sexo masculino só deste pensar que a mulher que quer para a vida pode muito bem ficar assim. É de arrepiar caminho!

 

Ana Gomes faz mais contra o casamento e a natalidade que o fim das cerimónias de Santo António ou do abono de família o que é péssimo para a sustentabilidade da segurança social. E quanto à imagem externa, por favor, caros eurodeputados dos restantes países, as nossas mulheres não são todas assim. Também as temos simpáticas.