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República do Caústico

E ainda pede o voto aos portugueses..

01.06.11, João Maria Condeixa

Os partidos quase não falaram do memorando durante a campanha. Fugiram dele como o diabo da cruz, como se não tivessem de o executar. Foi de todos, sem excepção, a grande falha. Mas houve um partido que falou menos que os outros, ou antes, falou, mas sempre que o fez faltou à verdade, ou seja, é como se tivesse falado em valor negativo.

 

O PSD e o CDS, pouco falaram, mas quando o fizeram acrescentaram conhecimento esclarecendo o país e os portugueses. O PS, mais concretamente José Sócrates, sempre que o fez roubou-nos conhecimento,  ludibriando cada um de nós. Basicamente o que tem feito no governo até hoje sobre as contas públicas.

 

A pergunta é: e ainda tem o descaramento de pedir o voto aos portugueses?

A desfaçatez dos últimos dias

01.06.11, João Maria Condeixa

O tempo de antena do PS é farto em ideias para o país. Fala em preservar a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde. Não diz como, nem a que custo, mas isso não interessa nada: as miss Universo também querem sempre a paz no mundo e nunca explicam como lá chegamos e acabam por ser eleitas.

 

Além de que estes temas servem de pretexto para atacar o PSD, esses neo-liberais-radicais-sociais-democratas-coisa-que-não-combina-nada-nem-faz-sentido-mas-que-é-o-único-argumento-de-campanha-de-José-Sócrates.

 

E como a Educação e a Saúde representam tanto e estão tão bem explicados, o resto do tempo de antena pode muito bem ser a bater, para variar só um bocadinho, nos outros: na culpa do PSD, na irresponsabilidade da oposição, na inexperiência de PPC, nas propostas incoerentes e irresponsáveis da oposição, etc..

De resto, nada que espante muito, pois Sócrates tem construído toda uma campanha baseada nos outros: naquilo que fizeram, que propõem e sobre o que disseram. Nisso e em apanhar chuva, Sócrates tem sido imbatível, pois de resto, de concreto para o país nada apresenta desde o PECIV!

 

E apesar deste comportamento gratuito e insistente, António Costa ainda acha que é o PS o único partido capaz de promover a união, o entendimento e o compromisso. Dizer isso e que "só o PS saberá consolidar as finanças públicas" é viver vítima de cegueira partidária e de um descaramento atroz. Será que é capaz de o fazer na quadratura do círculo sem temer que os outros dois lhe caiam em cima ou se desmanchem a rir?