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República do Caústico

Na altura da conta, um "Obrigado!"

06.05.11, João Maria Condeixa

Enquanto não recorríamos à ajuda externa - que hoje já sabemos ter vindo tardiamente - andámos entretidos em leilões sucessivos de dívida pública a ponto do PM deixar de vender Magalhães para passar a vender títulos mundo fora. De balão em balãozinho de oxigénio fomos protelando o resgate, mesmo que o oxigénio estivesse a preços insustentáveis. Entretanto os interessados - viemos a saber - foram quase sempre os mesmos. Apesar das deslocações às Arábias e das vindas dos senhores do Sol posto, a dívida acabou por ser comprada, sobretudo pelos da casa: a banca portuguesa. E a história terminou onde já sabemos, quando estes disseram "Basta!".

 

Só que agora temos mais dados. E comparando os juros de hoje - ‎3,25% nos 3 primeiros anos e 4,25% a partir do quarto ano - com os juros de então, ficamos a saber que este atraso no pedido de ajuda, não só obrigou a um remédio mais severo, como se mostrou a solução mais dispendiosa. A teimosia de Sócrates - Teixeira dos Santos, por si, talvez até tivesse atirado a toalha aos 7%, como disse - representa, assim, sacrifícios  acrescidos e financeiramente a opção mais dolorosa.

 

Obrigado, Senhor Primeiro-Ministro!