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República do Caústico

2 em 1

11.03.11, João Maria Condeixa

Com os reformados a juntarem-se agora à "geração à rasca", os protestos de sábado passam a um 2 em 1: manif + marcha lenta.

A moção de embalar do Bloco

10.03.11, João Maria Condeixa

Depois de Cavaco, a moção de censura do bloco pareceu uma história de embalar. Um conto da carochinha para adormecer o menino. Só que o menino despejou a ira do dia anterior em cima de Louçã. Caso contrário, nem se tinha dado por ela!

 

PS - aquele que disse que esta não era uma moção para ser aprovada pela direita, reclama agora as abstenções. Digam lá se o senhor não é um pândego?

O tiro de Cavaco

09.03.11, João Maria Condeixa

 O país está boquiaberto com o discurso duro de Cavaco Silva. Acho até que se o senhor tivesse feito uma página do mesmo, no facebook, teria mais "likes" que a sua página pessoal. Ele bem tinha chamado a atenção que a partir de agora seria diferente, mas pelos vistos os incrédulos - aqueles que estiveram, como eu, 5 anos a vê-lo assistir de camarote, de braços cruzados, ao enterro do país - não quiseram acreditar que faria tal coisa. Ou pelo menos não assim tão de repente.

 

Foi vê-lo, num misto de aula de finanças e programa de governo, a enterrar o sorriso a Sócrates ao dizer que o comboiozinho de brinquedo dele iria hipotecar o país. Que não havia guita para lho comprar e que o emprego que ele teima em dizer que irá gerar, se evaporará no segundo a seguir. Que o contribuinte não é uma teta sem fundo e que no seu limite - ao contrário do que os boys todos pensam - mora a morte da economia de um país. Que o flagelo do desemprego deverá ser combatido privilegiando políticas que potenciem as empresas - fascista! berrou o PC -, e com iniciativas que criem emprego ou permitam defender postos de trabalho. Que a mentira - acho que Sócrates nunca teve as orelhas tão quentes - tem os dias contados e que há que tomar as opções correctas - ao que o executivo perguntou em uníssono para si como se faria tal coisa -.

 

De lamentar nesta tarde histórica, só mesmo o facto de não ter acontecido mais cedo e de ter sido guardada, como é apanágio calculista de Cavaco, para o momento político que mais lhe convém e em que a sua liberdade não lhe hipoteca o futuro.

 

Para nota vinte fica a imagem ao sair da sala, daqueles alunos socialistas, cabisbaixos e enraivecidos, que, sem terem levado boas notas para casa encheram as câmaras de televisão com perdigotos insultuosos ou anedóticos. Até Carlos César apelidou de "demasiado cruel" o discurso do PR. Coitado, logo ele!

 

Em suma, foi óptimo. O país precisava deste abanão e se não se importam vou para ali rezar por mais. Se ficarem atentos, os mercados amanhã vão reagir bem à coisa, vos garanto...