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República do Caústico

As mentiras, foram as mentiras..

23.03.11, João Maria Condeixa

Estas são notícias de hoje de Espanha:

El déficit público de Portugal, que según los datos del Gobierno de Lisboa cerró 2010 por debajo del 7%, está en riesgo de ser revisado al alza por Bruselas. La razón, que no contabiliza los gastos derivados de la nacionalización del Banco Portugués de Negocios y las aportaciones con dinero del Estado en las empresas de transporte público. Según informan los medios locales, si se suman estas partidas, el dato final podría irse al 8,2% del Producto Interior Bruto del país.

[...]

La denuncia de Bruselas trae a la memoria el caso de Grecia, que mintió a sabiendas en sus cuentas públicas para ocultar un déficit que, finalmente, fue del 15,4% en 2009. Totalmente insostenible.

É por este tipo de mentiras que atravessamos esta crise política e não pela acção ou falta de colaboração da oposição. É por este tipo de mentiras que o senhor se demitiu e não pelas palavras de Cavaco Silva. É por este tipo de mentiras que os mercados, esses que vivem da confiança, se mantêm intransigentes e a aumentar o risco. É também por este tipo de mentiras que espero que não voltem a votar no senhor.

Como iludir o povo

23.03.11, João Maria Condeixa

 

Meu caro José Manuel Pureza,

 

isto de apagar a história e de a tentar reescrever com o intuito de poder apontar armas ao PSD ou à direita, na perspectiva de garantir votos para si nas eleições que se aproximam, é um acto de um purismo troskista de que se pode orgulhar. Eu sei que até lhe pode parecer estranho, mas esta crise política não é causada pelas medidas que o FMI impõe. Este governo cai por ter ignorado a crise e lhe ter tardado a responder; por insistir, teimosamente, no projecto do TGV ao mesmo tempo que corta os salários da função pública e estirpa fiscalmente os portugueses; por ter o mais baixo grau de execução de medidas anunciadas, de que assim de repente me lembro, o que abala por completo a confiança que nele se possa depositar; por ter respondido à crise a prestações e a cada PEC que anunciava ter jurado de pés juntos que seria o último - ao que parece Sócrates fazia figas atrás das costas.

 

Aquilo que hoje vivemos resulta de tudo isto e da acção de um primeiro ministro, que desejando ir a eleições, chutou a responsabilidade das SCUTS para cima do PSD provocando este e avançou com um PEC na Europa sem ter ouvido nenhum parceiro social, partido de oposição ou morador de Belém. Estas foram as gotas de água que cairam sobre a mentira, essa sim, a verdadeira razão para esta crise política e a queda do governo. Sim, a mentira!

 

E o senhor, ao dizer isto, também está a mentir. Veja lá não caia, também.