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República do Caústico

Acabe-se com o recenseamento, já!

23.01.11, João Maria Condeixa

Esta trapalhada toda com os cartões de cidadão traz-me à memória aquela história anedótica dos inventores que queriam criar qualquer coisa tecnológica que escrevesse debaixo de água. Enquanto uns puxavam pela cabeça e resolviam integrais, derivadas e equações complexas, outro foi pelo caminho mais fácil e lembrou-se do lápis. Sim, a grafite escreve debaixo de água, pasmem-se!

 

O recenseamento eleitoral e o método por nós utilizado lembra-me os primeiros cientistas. Sob o culto da burocracia tudo inventamos para complicar as coisas. Verdadeiro simplex - já que fazem tanta questão de darem nomes pomposos às coisas - seria aos 18 anos transformar automaticamente todo e qualquer cidadão em eleitores de pleno direito e dever - que já existe - e abdicar-se do cartão, nº de eleitor e registo de cidadão para esse efeito. Assim, com a mera apresentação do BI - ou Cartão de Cidadão - qualquer um poderia votar na sua área de residência.

 

Eu sei que assim estamos todos mais "contadinhos" e controlados e que estatisticamente o número de abstencionistas não é tão expressivo, mas esse é para o lado que durmo melhor. Ando farto de engenharias e sem paciência para burocracias. Acabe-se com o recenseamento, faxavor!