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República do Caústico

Derrapanços na recta final

20.01.11, João Maria Condeixa

Nem os mercados são a tal coisa abstracta, nem a democracia deixou de existir por causa deles. Julgava que já todos tínhamos aprendido esta lição depois de repetida vezes termos tido que corrigir José Sócrates.

Daí que argumentar ou instigar medo com base nas consequências que as nossas decisões possam vir a ter sobre eles, me surpreenda e me faça discordar, sobretudo quando vejo que é alguém como Cavaco a dizê-lo - alguém que tem mantido alguma sensatez sobre o assunto.

Só que pelos vistos as eleições dão a volta à cabeça de qualquer um.

Não podemos entrar a pés juntos como tem feito Teixeira dos Santos, aka Paulinho Santos do governo, mas também não podemos ficar  seus reféns. E ameaçar nesse sentido é um mau princípio. Sobretudo para quem não tem necessidade de o fazer, pois com alguma segurança ganhará à primeira volta.

 

Hoje veio Fernando Nobre com a conversa do tiro na cabeça - ridícula, mas inocente -. Já o tiro nos pés foi dado por Cavaco Silva.

Quando "Maria" está muito batido..

20.01.11, João Maria Condeixa

A Luciana Abreu teve um bebé - acho eu que é um bebé. Pelo nome é bem capaz de ladrar - e correu tudo bem. Esta parte é a boa notícia. A gravidez é que parece que foi atribulada. A criança sofreu do síndrome de Maria Albertina em último grau, que é como quem diz "em matéria de nomes de filhos nem as novelas brasileiras têm tão mau gosto". Não ponderaram sequer exemplos tão tradicionais como Vanessa ou Cátia Andreia e saltaram logo para os exóticos "Lucianny" - a fusão dos nomes dos pais - e coisas do género. Uma tômbola de parolice da boa, portanto. Finalmente, lá se decidiram com um - original seria um eufemismo - no mínimo estranho, "Lyonce Viktória", que em caracteres estrangeiros só encontra paralelo no nome do pai!

 

Os progenitores estão muitos felizes e a senhora da fotografia vestida de ferrero rocher - quer pelo tom do embrulho , quer pela avelã que leva no interior - já terá dito à comunicação social que se encontra muito feliz com a "menina muito branquinha e de olhos azuis" - que é quase o mesmo que dizer que a filha é do padeiro lá do bairro e não de Yannick!

 

Os portugueses, para desgosto dos pais da bebé, estão muito críticos em relação ao nome escolhido, o que também não se percebe já que o que não faltam por aí são erros de casting em matéria de toponomia humana. Até lá para os lados de Cascais a coisa não anda muito famosa: quem no seu perfeito juízo chama Pureza a uma filha, se a sua validade são apenas 15 anos - o tempo exacto até à rapariga encontrar o Bernardo, forcado de Montemor ou Santarém que lhe dará cabo do nome - ?

 

Como vêem isto de dar nome aos filhos não está fácil. Eu que o diga que sobrevivi ao terror da Primária com o nome que me deram...