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República do Caústico

Um ano a mandar postais (2)

19.01.11, João Maria Condeixa

Sr. Primeiro-Ministro estou cansado: 365 dias depois, lavraram-se 4 PECs, gamaram 2 gravadores à Sábado, mudaram 365 000 vezes de opinião - coisa pouca: cerca de 1000 por dia -, injectaram 5 mil milhões de euros no BPN que é qualquer coisa como 500 euros a cada contribuinte - antes limpar os bolsos de todos, que deixar cair os daqueles que lá o tinham! -, aumentaram em 3,3% o número de desempregados face ao início do ano, já de si negro, de 2010 - preferia quando criava 150 000 empregos numa frase - e fizeram-me escrever 618 posts sobre tudo isto e receber 576 comentários dos mais diversos quadrantes.

 

Tudo somado resultou em quase 62 mil visitantes que, como eu, ao se dedicarem a estas coisas desperdiçam tempo - and time is money - e não reerguem Portugal das cinzas. Mas antes mil portugueses deste género, que mil daqueles que ao trabalharem nos atiram para o precipício - não que eu conheça algum ou me esteja a referir a alguém em particular -.

 

Por tudo isto, ando cansado. Pare lá um bocadinho.

Um ano a mandar postais

19.01.11, João Maria Condeixa

É verdade, 365 dias passam a correr, sobretudo quando o mundo muda a cada 15 dias. E, quem não é um às a dançar o vira, nem o corridinho, depois de tentar acompanhar tanta volta e reviravolta, tanta contradição e diz-que-disse, já se deve dar por contente por ter chegado ao fim de um ano sem ter de parar a meio para bolsar.

 

Foi o que aconteceu com esta República - a verdadeira bolsou mais que uma vez! - que neste seu primero ano de vida andou num virote a tentar perceber o rumo que levava o país real. Uns dias andou agoniada, outros mais aliviada, mas quase sempre encontrou nos disparates que na política se foram fazendo, motivos para se rir a bandeiras despregadas - expressão que só um dia entendi graças ao Ciberdúvidas -. A esses pranksters de serviço, o meu muito obrigado. Sem vocês isto não durava tanto, nem seria tão fácil.

 

PS - obrigado à Jonas e ao Pedro Neves que ajudaram a implantar a República - esta pelo menos -.