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República do Caústico

Será a vinda do FMI evitável?

10.01.11, João Maria Condeixa

Enquanto Portugal vai apurando o seu pedido de ajuda ao FMI numa panela de pressão - devagar, devagarinho, até a coisa apitar no limite da explosão - a Europa vai-se desdobrando, num acto solidário e no egoísmo legítimo de quem quer minorar o número de membros a reclamar ajuda, em declarações e desmentidos que visam ajudar o nosso país.

 

Mas e se Portugal não o conseguir evitar? Merkel e a Europa ficarão com a reputação de Teixeira dos Santos - que ignorava a crise e a desmentia - ou com a do ministro da propaganda de Saddam, o que não serve de modo nenhum a uma Europa que se quer sólida, mas também realista. E se não querem pôr os Europeus a pensar o que pensam os Portugueses de quem os dirige, então é mesmo aconselhável que não sigam por esse caminho.

 

Igualmente importante é o braço de ferro que se propõem a travar com os especuladores quando vêm em auxílio de países como Portugal, isto é: quando a Europa, contra os especuladores, se propõe a dar garantias e tranquilidade aos mercados, é bom que  se assegure que vence essa batalha, caso contrário poderá mesmo perder a guerra e no futuro ficar nas suas mãos.

 

Disclaimer: esta não é uma opinião derrotista, mas sim a posição de quem quer ver Portugal resolvido e a Europa sem mazelas.