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República do Caústico

A reforma agrária do Estado

13.08.10, João Maria Condeixa

"A terra a quem a trabalha!". Foi este o mote em que a reforma agrária se refugiou, desvirtuando o conceito de propriedade, para reclamar para os trabalhadores o solo que não lhes pertencia.  Longe de querer discutir esse conceito, por saber, à partida, que jamais chegaríamos a um entendimento, a diferença, Tiago, é que hoje, aquele que se propõe a ficar com a terra, é justamente aquele que nela nada faz.

 

Um Ministro ao pretender que o Estado reclame para si as terras abandonadas dá a entender que não conhece a sua própria casa, nem as capacidades que tem para a arrumar. É que a bandalheira, que aqui denuncias, é muito maior por parte do Estado do que por parte dos privados. Basta ver aqueles que diariamente têm saído sacrificados, a apontarem o dedo ao seu vizinho "Estado" como co-responsável pelo cenário que agora vivemos, ao não cuidar daquilo que já é seu. Imagino o que seria se ainda tivesse mais.

El secreto de sus ojos

12.08.10, João Maria Condeixa

Veja o trailer, repita para si dez vezes que não gosta de filmes argentinos, desconfie da recomendação que aqui lhe deixo, mas teime e vá na mesma ver o filme. Depois volte a passar por aqui a agradecer e a deixar dez euros pelo serviço prestado. Não aceitamos cheques e muito menos agradecimentos pendurados nas pernas.

 

Se mesmo depois destas linhas achar por bem não ir ver o filme, nada tema: a Paris Hilton continua à procura de amigos. Juan José Campanella não fez uma obra-prima para a gastar em pessoas assim.

E eu é que ando a Leste?

11.08.10, João Maria Condeixa

O país arde e nas prisões não há playstations

11.08.10, João Maria Condeixa

O Estado obriga os proprietários à desmatação e limpeza de biomassa como medida de prevenção a incêndios. Quem não o faça poderá incorrer numa coima por negligência. Enquanto os fogos lavravam, quantos foram aqueles que apareceram a queixar-se do seu vizinho - o Estado - por não ter limpo aquilo que lhe pertence e por isso ter favorecido o descalabro que está a acontecer país fora?

 

Bem prega Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz.

 

E ainda assim, por incrível que pareça, o Estado prefere negociar com os presidiários uma playstation 2- que originou há semanas uma greve de fome - do que os aproveitar para a limpeza de matas, terrenos e florestas, com medo que os meninos partam uma unha e se queixem a Ana Gomes de viverem em Guantânamo.

That's what friends (and foundations) are for...

10.08.10, João Maria Condeixa

Foi por via deste post do João Carvalho no Delito de Opinião, que cheguei à mais recente novidade socialista: ninguém sabe ao certo quantas fundações existem e que montante sorvem do Estado!

 

O rigor das finanças - normalmente braço armado de qualquer governação socialista - em ir buscar ao contribuinte aquilo que lhe é devido por usurpação fiscal, não condiz com a displicência e desleixo em controlar e cuidar daquilo que amealhou. Pode parecer anedótico, mas não é. É grave!

 

Por outras palavras, o Estado Socialista não se importa muito em saber com quem e onde gasta, pois tem sempre o contribuinte que lhe ampara os golpes sem que ninguém lhe peça satisfações.

 

Um Estado assim não cresce, não melhora, nem se torna eficiente. E, generalizando, alimenta uma trupe que percebeu que a forma mais fácil de ganhar dinheiro, fazendo pouco e sem responsabilidades, é longe da política depois de por lá ter passado. Esse compadrio, conhece-se e vive em grande parte a alimentar-se dos resquícios, contactos e heranças do bloco central. É tempo das suas actividades serem auditadas.