Quinta-feira, 6 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/5/10

Ou como diria o nosso amigo Laurodérmio: Dia do Camarão!


publicado por João Maria Condeixa às 15:56
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por João Maria Condeixa, em 6/5/10

 

A propósito deste último post, em que a imagem espelha apenas um pouco da violência que se vive na Grécia, lembrei-me que a minha geração e a seguinte talvez não estejam preparadas para uma UE falível a este ponto:

Hoje de manhã, à minha frente, seguia um autocarro cheio de putos numa viagem de estudo. Ao contrário da rebaldaria nos bancos de trás e dos pacotes matutano a voar de um flanco para o outro do meu tempo, a maioria estava muito arrumadinha nos seus bancos. Presos às PSP2 e aos telemóveis nem se faziam ouvir cá fora. Para eles a crise ainda não lhes chegou aos ouvidos e ainda bem. Quando tinha a idade deles também andava absorto dos problemas do mundo.

 

Mas lembro-me de alguns detalhes que entretanto se modificaram: a poupança fazia com que o meu almoço viesse sempre cozido pelo termo e que as joelheiras fizessem parte das calças que tinha herdado do meu irmão mais velho. Ninguém andava na rua mascarado de Cristiano Ronaldo miniatura, primeiro porque o bom senso e gosto imperavam, mas sobretudo porque isso significava um custo extra para lá do que a mentalidade não consumista permitia.

 

Depois choveram os milhões e milhões da Europa e num abrir e fechar de olhos as mentalidades passaram para um consumismo desenfreado. Vivendo para além das suas posses, de um dia para o outro todos quiseram ser patrões: quantos saíram de fábricas - que tiveram de procurar mão-de-obra estrangeira - para abrirem um café ou outro tipo de serviço? Quantos passaram a comprar tudo o que viam para si e para os filhos com recurso a crédito dourado? Sentiam a necessidade de dar aquilo que não tinham tido sem perceberem que no fundo estavam a entrar na espiral da hipoteca que hoje vivemos. 

O dinheiro chovia e sentiam as costas aquecidas pela União Europeia, mas quem ficou mal habituada foi a minha geração e a seguinte. Daí que diga que talvez não estejamos preparados para um eventual falhanço. Mas e se ela falhar?

 

PS- o resto não pode mesmo ser igual à grécia


publicado por João Maria Condeixa às 13:46
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por João Maria Condeixa, em 6/5/10
Is it a third world country in South America? Is it a rebelion against a terrible dictator? Is it a political crisis in poor South East Asia?
No, it's the birth of democracy, one of developed EU's first members, Greece!

publicado por João Maria Condeixa às 11:00
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Quarta-feira, 5 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 5/5/10

Ricardo Rodrigues assume ter tido os seus azares e pelos vistos, sexta passada, teve outro. Desenquadrados do resto da entrevista, ficamos sem saber que outras perguntas incómodas terão levado à crispação do deputado. Mas se forem como a última que faz precipitar o entrevistado, então apoio a decisão de saída.

Obviamente que é um erro ter levado os gravadores que não lhe pertenciam e que tinham já outros conteúdos da entrevista, mas de resto julgo que saíria com a mesma indignação.

De que serve responder sobre boatos - a forma como o jornalista confunde esta palavra com "processo" é, no mínimo, cómica -, sob o risco de ser desvirtuada a resposta se, como o próprio entrevistador disse, nunca chegou a ser acusado ou investigado sequer? Quanto ao jornalista, faz sentido abordar um tema tão facilmente inflamador da honra de qualquer um, se estamos apenas apoiados num burburinho infundado? Faz sentido colocar uma questão sem ter estudado o assunto ou tido pelo menos o cuidado de perceber como apareceu o nome do entrevistado à baila?

 

Alguém perguntou ao jornalista se ele é competente? É que ouvi dizer que não! O azar foi ter ficado sem gravador..


publicado por João Maria Condeixa às 21:13
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por João Maria Condeixa, em 5/5/10

Sócrates está muito confiante com a evolução da economia portuguesa. Eu também estava. Hoje de manhã com as previsões da Comissão Europeia até vi ali um raio de sol, mas depois ele disse isto...

E se percorrermos a história deste governo, sempre que disseram bem do nosso país ou anunciaram o fim da crise, o país acabou por se enterrar um pouco mais. Quando lançaram os números do desemprego, da dívida pública, do défice, aconteceu o mesmo. Não creio que sejam incompetentes a fazer contas. Começo a acreditar que alguém lhes inverteu o toque de midas.

 


publicado por João Maria Condeixa às 16:54
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por João Maria Condeixa, em 5/5/10

 

Os poetas vêem as balas de outra forma, talvez por isso lhes dêem tão facilmente o peito, o que normalmente lhes sai caro. A Manuel Alegre não, dar o peito às balas tem-lo feito sorrir e ainda lhe trará a rosa aos pés. Mais poético? Impossível...

Outros, talvez por pertencerem ao domínios das economias, perderam o coração pela razão e escolhem outros caminhos. Mais tortuosos, mais calculistas, mas igualmente legítimos:

"Descuidam-se" nas intenções de veto que deixam transparecer cá para fora e medem o pulso ao eleitorado. Dão avisos sobre o TGV e as grandes obras públicas, mas depois dizem estar a generalizar para qualquer caso e país da Europa. Vigilantes e astutos não se assumem, nem criam ondas. Estudam terrenos. Partindo da direita assegurada, a dúvida é só uma: até que ponto da esquerda lhe é possível penetrar. E por isso vão fazendo testes, prospecção até que saia petróleo ou bata em rocha dura.

Cavaco não fala sobre eleições, mas já ninguém acredita que esteja a presidir sem segundas intenções. Logo quem...

Alegre tem, como Cavaco, uma candidatura suprapartidária. A diferença é que do primeiro se conhece melhor os seus limites que do segundo, que ainda os anda a estudar.


publicado por João Maria Condeixa às 09:55
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Terça-feira, 4 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/5/10

Experimentem andar por Lisboa por esta altura e digam-me lá se não se sentem capazes de apresentar uma reclamação ao criador de tão bela e chata árvore: os Plátanos! Quem os inventou devia ser obrigado a limpar as ruas, a sacudir-me as camisolas, a lavar-me o carro, diariamente, e a assoar-me o nariz. Lisboa parece a capital da neve amarela em pó. Ficando especialmente atraente quando lhe dá o vento no sentido dos ponteiros do relógio.


publicado por João Maria Condeixa às 19:16
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por João Maria Condeixa, em 4/5/10

 

Após ter atado o burro a uma árvore e ter batido o pé o mais que pôde, foi um "demagógico" - como ela lhe chama - sopapo político que a fez sair da birra em que se encontrava. Descruzou os braços lentamente enquanto todos à sua volta a criticavam. A opinião pública estava contra ela, mas a teimosia prevalecia e não poderia dar agora parte fraca. Não, sem pelo menos, encontrar uma escapatória:

E se eu chamasse demagógicos àqueles e dissesse que não estou para contribuir para uma política de baixaria (sic) e para um episódio triste? - pensou -.

Dito e feito. Agarrou essa oportunidade para emendar a mão, atacou outros em vez de assumir a triste figura que fizera e, espelhando mais uma vez a mimada que é, fingiu ir à sua vida como defensora da instituição e de todos nós!


publicado por João Maria Condeixa às 11:53
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Segunda-feira, 3 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 3/5/10

Depois de tão afamada reserva, o Benfica não apareceu pelo Marquês. Dizem que ficou para o próximo fim-de-semana. Mas dizem mal. Quem reserva para hoje e não aparece, não é bem-vindo amanhã. São regras básicas da restauração. E quem não janta fora, já se sabe, come em casa. Será?


publicado por João Maria Condeixa às 00:28
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Domingo, 2 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 2/5/10

Que o Benfica se mostre indiferente ainda é como o outro. Mas parece-me uma postura de bom senso, ainda que demasiado cavalheiresca para um clube como o da Luz - com esta já me condenei ao insulto - e que pode evitar o agravamento de problemas.

 

Que as forças policiais perante um grupo de Neandertais a apedrejar mamutes autocarros se contente com dois tiros de shot-gun para os dispersar, é que já não acho normal. Da última vez, nos Algarves, orgulharam-se de não ter detido mais de 2 ou 3 pessoas. Agora isto. Enquanto não avançarem para eles com a clara intenção de os pôr atrás das grades, nunca os outros adeptos ou as respectivas equipas poderão viajar descansadas, não condicionadas pelos ataques que possam vir a sofrer.

 

Ainda que possa parecer mal perguntar: será que se contentam por os dispersar, porque se os prenderem, é mais o tempo que demoram a preencher a papelada do que aquele que os vândalos ficam lá dentro?


publicado por João Maria Condeixa às 13:46
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Sábado, 1 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 1/5/10

Este São Pedro está como o Vítor Constâncio: regular não é com ele.


publicado por João Maria Condeixa às 15:23
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por João Maria Condeixa, em 1/5/10

 

 

 

Os medos do nuclear são mais que muitos desde o acidente de Chernobyl. O Nuclear é perigosíssimo e o petróleo é uma paz d'alma. Não recorrendo a dados científicos, tal como a maioria que se assusta com o nuclear, diria que esta opinião generalizada não é mais que um mito urbano.

 

Somem-se os desastres ocorridos no mar - que rapidamente se esquecem, porque o que se passa debaixo de água pouco nos interessa e "olhos que não vêem, coração que não sente" - aos conflitos tidos pelos poços de petróleo - lembram-se daqueles a arder no Iraque/Kuwait/etc.? - aos conflitos tidos pelos gasodutos e pelas flutuações do barril de brent. Somem-se os poluentes cargueiros que muitas vezes espalham as suas entranhas pelas nossas águas, às emissões poluentes dos nossos bólides e digam-me se o nuclear é assim tão nefasto e perigoso...


publicado por João Maria Condeixa às 14:25
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por João Maria Condeixa, em 1/5/10

 

 

Estou a ficar velho. Há uns anos atrás, o senhor no vídeo ter-me-ia feito rir. Hoje, estupefacto, lamento que se esteja a fabricar parte de uma geração que prefere ridicularizar os seus defeitos para obter algumas audiências e efémera fama, em vez de optar por os corrigir ou atenuar, passando a evidenciar aquilo que têm de bom, que, neste caso, seria a sua capacidade autocrítica, em vez dos dentes saltitantes que qualquer geronte da nossa praça consegue reproduzir.

 

Mas, lá está, sou eu que estou a ficar velho, não liguem, e isso vê-se pelo uso da palavra "geração" com base em dois ou três tristes. Mas de facto preferia que não se deixassem tentar pela passadeira vermelha dos "razzies".


publicado por João Maria Condeixa às 12:05
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