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República do Caústico

Os moralistas da liberdade e da cidadania

18.04.11, João Maria Condeixa

 

Ficámos a saber pela entrevista de ontem, que aprende rápido, que tem experiência em liderar equipas e gerar consensos. Um chorrilho de lugares comuns que qualquer gestor de recursos humanos está habituado a engolir em entrevistas de emprego. Faltou explicar que independência é essa que o faz pular de partido em partido sempre sob a prerrogativa de um conceito que vai desvirtuando ao ponto de já me estar a enjoar: a cidadania.

 

A forma como o usa para justificar uma independência que parece uma dependência ou para apregoar uma liberdade impoluta que para ser atingida por qualquer outro homem, obrigará este a nascer duas vezes, insulta a política e, indiscriminadamente, qualquer político. Pela forma como o faz, mais parece que qualquer outro que tenha tido contacto com o poder político, por ele terá ficado para todo o sempre conspurcado.

 

Desconfio deste tipo de moralistas e de homens romanticamente livres e mais ainda daqueles que se dizem mais livres que qualquer outro ser. Desconfio, sobretudo, quando os vejo, desesperadamente, a tentar chegar à prateleira de vasos que tanto criticam.

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