Lembro-me de estudar para os exames de 12º como se não houvesse amanhã. Lembro-me de ter tido uma ou outra crise de sonambulismo cómico, em resultado da ansiedade vivida. Lembro-me de me matar a várias disciplinas no meio de um calor que apertava - até isso este ano mudou -. Lembro-me de entrar para o exame, fumar dois cigarros com um grupo de amigos depois da prova - o cigarro do after sempre foi bom! - e depois ir a correr para casa preparar o próximo que seria daí por 48 horas.
Hoje, no pós-socialismo-socrático tudo isso desapareceu. O homem conseguiu acabar com o inferno de gerações: faz-se um exame; não se fuma tanto porque não há stress, nem provas no dia seguinte. Começa-se a estudar aos 23 para acabar antes dos 24 - o que poupa imenso e permite que até lá as famílias possam ter os seus júniores a trabalhar e a contribuir para o orçamento lá de casa -. E se formos bons a inglês - que não técnico, pois claro! - entramos na faculdade com uma média de 20 valores.
Quem sabe, sabe. E o Tomás sabe!
E o que chove lá fora?
Quiosque da D.Web