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República do Caústico

Aumentados os impostos, que continue a pândega

21.08.10, João Maria Condeixa

 

 

 

Infinitamente mais guloso do que endinheirado, o Estado continua a atafolhar-se de bolos depois de ter enganado os tolos!

 

A despesa pública dispara 40% acima do estimado no Orçamento de Estado - o que poderia hipotecar a meta de redução em 2% do défice até ao final do ano - mas isso não é matéria que preocupe Teixeira dos Santos. O Ministro diz saber que até lá poderá contar com a receita vinda do aumento do IVA, IRS e IRC para pagar essa derrapagem orçamental.

 

O que resultará, inevitavelmente, no costume: o governo pede mais ao portugueses, para poder continuar a adiar a dieta que se impõem e a gastar como tem vindo a ser habitual, para no fim do ano, rever os números do défice 4 ou 5 vezes seguidas, dizer que o mundo mudou numa semana, e com uma lata descomunal ainda vir defender que "está para nascer um Primeiro-Ministro que tenha feito melhor no défice" (José Sócrates, 2009).

 

Depois virão as agências de rating, o crédito será cortado, as empresas portuguesas ficarão de pés e mãos atadas e a economia distanciar-se-á ainda mais da média europeia. E um pouco mais disto, Portugal, e serás pó!