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República do Caústico

As florestas também ardem por preferirmos que outro faça o que nos devia competir

14.08.10, João Maria Condeixa

Até acredito que não seja essa a intenção do Luís Rainha ao escrever este post, mas a verdade é que denuncia - e bem - as consequências destes intervencionismos esquizofrénicos pontuais do Estado. Sempre a custo dos próprios, vamos tentando responder àquilo que o Estado, em determinado momento, para responder a um problema em concreto, sem qualquer plano a longo prazo, definiu ser a resposta: num momento mandou arborizar, senão expropriaria. Noutro momento, pensa em desmatar, caso contrário também expropria.

 

É no que dá estarmos tão pendurados no Estado. Em vez de, como noutros países, ser o privado a acautelar o bem comum, como por exemplo, a conservação da estrada à frente de casa, a manutenção dos baldios circundantes, etc. preferimos ter o Estado a invadir aquilo que é nosso e a ditar, ao sabor do vento, o que no momento lhe convém.

 

Em vez de ser a esfera privada a articular-se para construir a pública, temos, sempre sob o pretexto do objectivo nacional ,a liberdade individual a amolecer e a ser descascada.

 

As florestas também ardem por preferirmos que outro - o Estado - faça. E como é sabido: quem quer faz, quem não quer, manda!

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