Quarta-feira, 24 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 24/11/10

 

 

Cortes salariais: PS e PSD admitem excepções nas empresas públicas. Ou não tivesse o PSD que acautelar anos de "ora governas tu, ora governo eu" e a grande maioria das empresas municipais deste país que controla.

 

Viabilizar, em sentido lato, a possibilidade de excepção a um governo que derrapa, mente e abusa, insistentemente, não é ingenuidade - e mesmo que fosse, mais pedidos de desculpas não se aceitam -. Viabilizar, sem acautelar concreta e objectivamente todas as excepções é puramente servir o interesse partidário, peditório para o qual Portugal já contribui há 30 anos. Depois querem ser alternativa.


publicado por João Maria Condeixa às 09:44
link do post | Please be gentle

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 21/9/10

"Chefe" sempre me foi uma palavra estranha  e a proliferação do seu uso por taxistas e empregados de mesa quando deles se quer alguma coisa, nunca entendi.

 

Sempre achei que nunca definia nada sobre a pessoa a quem o cargo diz respeito a não ser que estava, hierarquicamente, acima de alguém. Nada diz sobre as suas responsabilidades, nem se desempenha bem as suas funções que tão pouco se percebem pelo epíteto quais são. Mas pelos vistos ganham bem.

 

Na TAP, uma das muitas empresas públicas, ganham, em média, 4,4 mil euros. E como são só 171 chefes - só na TAP. Há mais não sei quantas empresas públicas, em média, cada uma com outros 60 - isso representa por mês na dita empresa 752,4 mil euros pagos a pessoas cuja função, pelo simples nome de "chefe", não nos é dada a conhecer. Deduzo que não sejam nem taxistas, nem pasteleiros, nem cozinheiros ou empregados de mesa. Mas, pôrra, ganham bem! Gostava de saber o que por lá fazem tantos...

 

PS - fiquei a saber por aqui, que na CP e REFER também não se está mal e que a companhia é igualmente grande. Estas duas empresas, só em "chefes" totalizam, por mês: mais de um milhão e quinhentos mil euros!


publicado por João Maria Condeixa às 09:13
link do post | Please be gentle | (1)

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 30/7/10

 

Domingo desce o teor de sal no pão - lá se vai o sabor por imposição sanitária - e num futuro breve será o sal da minha carteira - do latim salarium - a desaparecer com a subida dos preços dos cereais para valores históricos a reflectir-se no pão.

 

O gigante Russo já tinha anunciado a seca e a previsão de menos 7 milhões de toneladas de trigo, mas a falta de produção na Comunidade Europeia, mais a retracção dos produtores que aspiram finalmente em conseguir o preço justo pelo cereal e a expectativa de se poder vir a repetir a venda de Trigo subsidiado à Rússia, carregando de nervosismo a bolsa de Chicago, está a fazer com que a entropia nos mercados entre no red-line e o preço venha a ser em grande parte suportado pelo consumidor. E eu aqui continuo, a comprar cereais no meio de todo este furacão que se avizinha. Já o Sal, esse fugirá pelos dois lados!


publicado por João Maria Condeixa às 18:50
link do post | Please be gentle

Terça-feira, 27 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/4/10

Não sendo daqueles de direita que ridicularizam as greves, a verdade é que também elas não me dão jeito. Nem a mim, nem ao país. Mas acho que a greve pode e deve existir como estratégia última de prossecução de objectivos e conquista de direitos.

 

Mas fosse o mundo como a esquerda o pinta e as greves seriam esmagadoramente mais frequentes no privado, pois esses "cães capitalistas, maiores a abusar dos mais fracos só assim perceberiam a falta que lhes faz mão-de-obra realizada e estimulada."

Mas não, a barbárie de greves espalhadas mundo fora vem sempre daqueles que contam com a ajuda dos sindicatos, dos partidos da esquerda, dos direitos e garantias adquiridos, no nosso caso, dos direitos de Abril, constitucionais, etc..

São sempre os trabalhadores do Estado, que têm a sua função mais protegida, incluindo aumento salarial analisado - na maioria, aumentado - anualmente, a paralisarem a sua entidade empregadora e, pelo peso que têm, a paralisarem outros trabalhadores e outras empresas alheias - tanto quanto possível - às suas reivindicações.

 

Têm dúvidas? Perguntem quantas greves existiram no privado por não haver, este ano, aumento salarial. Arrisco até mais: perguntem quantas greves existiram, por não haver, nos últimos dois a três anos, aumento salarial e ficarão a perceber o espírito que se vive de um lado - no privado - e do outro - no público -.


publicado por João Maria Condeixa às 11:18
link do post | Please be gentle

Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 12/4/10

 

Com 75 por cento das bilheteiras encerradas e cerca de 500 trabalhadores a aderir à paralisação, o sindicato que "defende" estes trabalhadores relembra, por pouco que seja o transtorno, às administrações deste sector, o quão importante é apostar num sistema de bilheteiras e fiscalização automáticas que permita dispensar, no futuro, toda uma classe. 

 

O Sindicato de Revisores da CP está em greve. Queixa-se do congelamento de salários e da "privatização das linhas mais rentáveis".

Há, hoje em dia, numerosos lugares com prazo de validade definido. É uma questão de tempo até que o "choque tecnológico" lhes saque o lugar com alguma naturalidade. Era pois, hora, de reformularem cassetes de outrora e passarem a exigir formação para uma preventiva reciclagem laboral. Que mantivessem os medos do passado, se assim entendessem, mas que acautelassem o futuro.

 

PS: experimentem ir para o privado para ver o que é congelamento salarial.


publicado por João Maria Condeixa às 11:54
link do post | Please be gentle | (1)

Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 3/2/10

Gostava de ver o estudo do FMI onde nos aconselham a redução generalizada de salários. Gostava de ouvir explicações, pois não sendo especialista como eles, tenho dificuldade em perceber como poderá responder um país a tal medida se o endividamento das famílias já se encontra num valor recorde e o crédito mal parado é assustador.

Ora se não há poupança e existem obrigações em demasia, como irão os portugueses responder às suas necessidades básicas e aos contractos com a banca se lhes presentearmos uma baixa de salários? Deixam de comer e morrem à fome ou deixam de pagar e morrem as financeiras?

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 12:29
link do post | Please be gentle | (3)


Real Constituição da República do Cáustico
Leia atentamente este folheto antes de tomar a constituição como sua.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
Em caso de emergência:
jcondeixa@hotmail.com
Posts recentes

Aí vai um cheque em branc...

Ser chefe compensa

Pão: sem sabor e mais car...

As greves, o privado e o ...

Já era hora de acautelar ...

Puxamos a manta e destapa...

Últimos comentários
Hmmm é pena que o blog tenha acabado :(
quanto mais a deleora só isto era um poste da edp ...
Cambada de antropomorfistas d'electrõesJá agora eu...
Durante uns bons anos - 5 pelo menos - tb fui ague...
Eutanasiar um blogue...eu sei o que custa manter u...
entrapolítico privado num tem né?Mas se todo o hom...
Oi muito thanx! amei re-ler essa publicação é engr...
é que não apanham pó....a desvantagem é que desapa...
mais comentados
Diário da República
2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


Temas

todas as tags

subscrever feeds