Terça-feira, 21 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/6/11

Hoje é o Solstício de Verão! 'Bora lá trocar presentes, reunir a família, enviar cartões de boas festas e comer bacalhau, tal como se faz no outro Solstício - o qual dizem ser a única razão para os festejos daquela época -, caso contrário ainda nos vão acusar de descriminação solstícia e isso já se sabe: a descriminação é uma coisa muito feia!

 

Este Solstício pode ser mais quente mas pode vir na mesma aquele senhor barbudo e casacudo que festeja todos os Invernos o alinhamento dos astros. Ele e a rena dele, que isso dos animais também é coisa que não pode ser descriminada.


publicado por João Maria Condeixa às 11:10
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Domingo, 1 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/5/11

Escrevi este post na altura do seu enterro. Já lá vão 6 anos e acho que continua a ser dos melhores posts que alguma vez fiz:

 

Todo Teu. Assim se considerou João Paulo II perante Maria. Assim nos poderíamos considerar nós perante ele. Todo Teu. Todos Teus. Todo Nosso. Sim , porque ele não foi mais senão Nosso.
Pela primeira vez na história da Igreja Católica, cada nação, cada povo, cada religião, cada credo, cor ou sistema político pôde dizer que teve um pouco do Papa. Teve-o graças à união que ele concebeu. Teve-o graças à luz que ele germinou entre povos rivais. Teve-o graças aos alertas que enviou sem olhar a quem. Mas teve-o principalmente porque, como até então nunca visto, beijou a terra que cada um de nós percorre e mostrou a Humanidade que em Sua Santidade existia.
Revelou-se Humano, revelou-se sofredor, revelou-se simples na devoção e mostrou o quão fácil e necessário é fazê-lo. Revelou Deus e revelou Cristo através de Nossa Senhora.
Muitos há que dizem que ele, tal como Cristo, percorreu um longo calvário e não desceu da cruz, mostrando através do seu sofrimento a importância de Deus em nós. Eu acho que ele desceu. E sempre que desceu acariciou uma criança, tocou o coração de um rico ou confortou o coração de um pobre. Sempre que desceu deu o seu sorriso generoso, franco e bom àqueles que da alegria se tinham já esquecido.
Hoje todos o choram. Hoje todos relembram que à medida que a sua luz findava e que a sua voz e mãos trémulas davam a benção, crescia o seu espírito nos nossos corações. Hoje é o seu funeral e o mundo compreende agora as vezes que lhe falhou. Compreende agora que arquinimigos podem conviver no mesmo espaço se algo transcendental existir e lhes apaziguar a alma, bastando para isso corresponder aos ensinamentos que tão generosamente João Paulo II deixou e que no fundo eram simplesmente a mensagem de Jesus Cristo.
É isso que falta ao mundo, uma âncora. Uma referência superior. Um pilar sólido que preencha o lugar da mágoa, da dor, do ódio, da inveja, da ganância e que se reflicta em compreensão, serenidade, compaixão, solidariedade, amor e fraternidade.
Será para o resto da minha vida, este o significado de João Paulo II. O símbolo da denuncia de ideologias que neguem a importância de Deus. Foi isso que aconteceu com a Rússia, com o fim do comunismo e o mesmo se terá passado no pólo oposto aquando do aviso aos EUA e ao estilo de vida vincada e desumanamente capitalista. Sempre denunciando, sempre trabalhando para a posterior reconversão. É este o espírito que guardo na memória, o de alguém que tão humanamente demonstrou a importância de ter Deus nas nossas vidas como prioridade.
Mas apesar de reconhecer essa sua filosofia característica, penso nas vezes que lhe falhei. Nas vezes que o escutei e não segui. Nas vezes que duvidei e não me entreguei. Nas vezes que pensei que a sua imagem estaria comigo eternamente e adiei o nosso encontro. Hoje terá partido, mas felizmente a sua vida não fica por aqui, apenas está mais alto, mais longe, mais tímido, mas comigo na mesma.
Viveu com as mãos repletas de sonhos e obras concretizadas, mas partiu com a humildade de quem as levava vazias.
Agora, nada mais simples que nos despedirmos a rezar. Todos. Uma Igreja, um Mundo, por um Santo Padre que na sua morte cumpre o que sempre idealizou, a união. E no seio dessa gigantesca união de Igrejas, sempre um espaço para a despedida individual, para a despedida pessoal...
Eu despedi-me!


publicado por João Maria Condeixa às 12:30
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Terça-feira, 11 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 11/5/10

Isabel Moreira no Jugular, longe do registo de Palmira F. Silva, a reconhecer o respeito protocolar que um Estado laico deve ter se quiser preservar justamente a autonomia que o laicismo lhe confere:

 

Sei que há ateus, como eu, e católicos, até, que não concordam comigo, pois consideram que a referência a Bento XVI como “Sua Santidade” significa como que uma subjugação inadmissível, por parte de um Estado laico, a um significante que pertence e só pode pertencer à esfera religiosa.

 

Não o entendo assim. Pelo contrário, parece-me que a razoabilidade na análise do que significa a autonomia constitucionalmente reconhecida às religiões permite, sem quebra da laicidade do Estado, antes recomenda, que este constate, no caso, o título que a Igreja Católica confere ao seu representante máximo, sem que, com isso, assimile, quando o nomeia, a santidade no sentido que a Igreja confere a Bento XVI.


publicado por João Maria Condeixa às 19:51
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por João Maria Condeixa, em 11/5/10

 

País estranho este que sente necessidade de comparar o número de pessoas presentes para ver o Papa ao número que estiveram domingo no Marquês. E isto é válido para ambos os lados: tanto para aqueles que sentem prazer em esfregar o sucesso da vinda de Bento XVI a Portugal na fronha laica, como para os laicos que se assemelham aos governos a contabilizar sindicalistas por baixo numa manifestação ou greve. 

 

Por muito que estranhem, a vinda de Sua Santidade não é uma concentração de motards passível de ser comparada com outra rival. Não se trata de números, trata-se de fé. E a força de um, presente numa Missa, deveria ser sentida de forma igual e merecer igual respeito, à força de um milhão presentes no Terreiro do Paço. Não devia ser preciso mais nada.


publicado por João Maria Condeixa às 15:53
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/4/10

 

E o que faz a Terra tremer? - perguntam os temerosos na sua mais perfeita ignorância -

Esqueçam a tectónica de placas e outras teorias que tenham aprendido nos livros ou aprofundado na faculdade. O que faz a Terra tremer é o adultério e estritamente aquele que é praticado por mulheres - o dos homens não só não provoca terramotos como ainda deve fazer bem ao ambiente, com certeza - .

A teoria é da exclusiva responsabilidade do clero Iraniano que vê nas mulheres adúlteras, e naquelas que mostram para além do que a burka permite, a causa para tal catástrofe natural:

"Many women who do not dress modestly ... lead young men astray, corrupt their chastity and spread adultery in society, which (consequently) increases earthquakes," Hojatoleslam Kazem Sedighi was quoted as saying by Iranian media. 

 

Pois que chegou o Verão e com os umbigos à mostra o treme-treme irá aumentar, está visto. E aquela região do globo a que uns chamam "Anel de Fogo" não é mais que uma coisa do Demo - talvez daí o nome - onde as meretrizes pululam e as pérfidas mentes buscam saciar as devassas fantasias. Eu, que não me sinto nenhum santo, pelo sim, pelo não, fico mais descansado em saber que o meu prédio é anti-sísmico - nome que nunca entendi, pois soa a repelente de terramotos, mas mais não é que um sistema que se limita a minorar o seu efeito -. 

Já noutras zonas da cidade as certezas não podem ser tão grandes: as construções não são deste género e nas esquinas vivem mulheres de "má-vida". Acautelem-se!


publicado por João Maria Condeixa às 16:03
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Segunda-feira, 29 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/3/10

Inequivocamente repleto de qualidade, o texto de António Marujo apresenta a solução para este momento vivido na Igreja sob a forma de uma purga assumida, aberta e despida de hipocrisia. Assim deveriam também reagir todos os membros, que outrora acusaram outros enquanto fingiam não assistir ao que se passava no interior, para de uma vez aproveitarem a oportunidade para limpar a casa destes vidros provenientes do telhado:

 

"Convém não esquecer que foi a preocupação pela defesa da honra da instituição que levou ao actual estado de coisas. Só uma atitude purificadora e aberta à mudança permitirá à Igreja recuperar a credibilidade perdida nesta crise. Os cristãos chamam a esse acontecimento ressurreição. E celebram-na no próximo domingo."

 

O Jacobinismo de outros que, representando 30 aqui e mais 70 pessoas acolá, só fechará a matraca e deixará de esboçar sorrisos pueris no dia em que não tiver razões para o fazer. Não que a purga desejável hoje, cure os males para toda a eternidade. Numa estrutura com a dimensão da Igreja e os seus propósitos, inquestionavelmente louváveis, só por cegueria intelectual se poderia lançar um "para nunca mais se repetir" e acreditar piamente nisso. Mas casos massivos como os da Irlanda deixariam de existir seguramente e tendo feito tudo ao seu alcance a Igreja poderia dormir muito mais tranquila sem temer que os telhados se partissem.   


publicado por João Maria Condeixa às 23:39
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