Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 29/8/11

Quando o filho contraria o pai corre o risco de ser deserdado. Quando o pai já pensava em deixar a herança a outros, a perda não é grande. Este sinal do PSD e de Passos Coelho não é uma afronta - tão pouco é o tremer da cooperação estratégica pois esta nem sequer foi declarada -.

É antes um marco na vida do PSD que veio confirmar aquilo que a constituição deste Governo já tinha indiciado: o cordão umbilical começa a ser desfeito.

 

Cabe agora a Cavaco Silva aceitar o facto com naturalidade para que na reforma possa gozar os netos.


publicado por João Maria Condeixa às 22:35
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Domingo, 19 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 19/6/11

 

PPC tem na sua primeira potencial derrota, a primeiríssima oportunidade para, declaradamente, se assumir  diferente de José Sócrates e do seu governo. Fosse no passado e uma má opção teria já sido disfarçada, desmentida e distorcida até parecer que nunca tinha sido tomada. Passos Coelho tem de ir a jogo com a decisão que tomou - ainda que eu a ache má e frágil - para que não restem dúvidas que estamos perante outro género político.

 

A Nobre cabe proceder com igual coerência, saíndo pelo seu pé, minimizando assim os prejuízos sobre o partido que o acolheu e recuperando alguma da credibilidade política do passado.

 


publicado por João Maria Condeixa às 18:34
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Sábado, 18 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/6/11

Este nosso estádio está cheio de velhos do Restelo que irão estranhar antes de entranhar. E por isso faltou compôr o ramalhete com um jogador reverencial. As claques reclamam mudanças, mas não gostam quando elas se fazem. As claques queixam-se de paternalismos, mas apavoram-se quando eles desaparecem. As claques pedem novos jogadores e tácticas - dizem mesmo que esse é um dos grandes males do país - mas amedrontam-se quando eles surgem. Para as satisfazer, faltou apenas esse pormenor na equipa. Alguém que não os fizesse temer a queda do céu sobre as cabeças.

 

Este é um onze inteiramente composto por rapaziada arejada e descomprometida de anteriores governos, corporações e, em grande parte, livre de partidarites - inflamação que é pior que uma ruptura do menisco -.

 

As ideias velhas já se tinham provado esgotadas e responsáveis pelas derrotas acumuladas. Esta rapaziada, que ainda não sofre de vícios - nem de estrelatos -, pode muito bem trazer as ideias que nos podem tirar do atoleiro onde nos acomodámos (talvez Nuno Crato e o eduquês sejam disso o melhor exemplo).

 

Além do mais, não herdando a camisola de ninguém, nem mesmo de Cavaco, é perfeita para implementar a táctica da Troika - pelo menos têm a desculpa para o fazer - e ousar ir mais além.

 

Falta ainda conhecer a equipa técnica, mas estou com vontade de os ver ir a jogo.


publicado por João Maria Condeixa às 18:00
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/6/11

O empregado de mesa acabou de me anunciar o governo todo em primeira mão. Disse-me todas as pastas, Secretarias de Estado e com sorte, se lhe tivesse perguntado, ainda me dizia os chefes de gabinete.

Nada mal para quem diz não ler notícias, nem ver televisão. Deve ter juntado peça a peça pelas conversas de café que ia ouvindo.

Em Portugal é assim, quem sabe, sabe. E o empregado de mesa, cunhado do taxista, é que sabe.


publicado por João Maria Condeixa às 14:50
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/6/11

Do governo, o que é do governo. Dos partidos, o que é dos partidos. Da Assembleia, o que é da Assembleia. Passos Coelho assumiu junto dos seus eleitores um compromisso que deve honrar, sem que o descarte, agora, para a esfera do governo. Parece-me uma boa leitura e sinal de bom entendimento entre os dois partidos, esta conclusão a que chegaram. E vai de encontro ao que aqui disse.


publicado por João Maria Condeixa às 13:06
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 13/6/11

Fernando Nobre passou do 25º lugar d'Os Grandes Portugueses para o lugar de pedra no sapato. Tivesse sido há uns anos e o seu nome para o lugar de Ministro dos Assuntos Sociais e Saúde não levantaria dúvidas e talvez até fosse aclamado por larga maioria. Mas, por responsabilidade do próprio que coleccionou um grupo de descrentes, anti-fans e desiludidos, hoje isso já não é possível.

 

Nobre mostrou-se um inábil político que fragilizou o conceito de independente. Chegou mesmo a diminuir a admiração de muitos pelo seu percurso profissional.

 

Portugal não pode passar a ter um Ministro apenas para que seja aliviada uma pedra no sapato. Portugal precisa de mais.


publicado por João Maria Condeixa às 18:54
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Terça-feira, 7 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 7/6/11

O rapaz do Massamá que, durante a campanha foi apelidado umas vezes de inexperiente, outras de carreirista, uniu o seu partido - o melhor cimento é o poder - e alcançou um feito merecedor de destaque: ganhou uma eleições em Portugal com um programa exigente, reformista e sem promessas idílicas.

É certo que beneficiou do desmoronamento de José Sócrates e do seu governo que numa espiral de descredibilização se mostrou menos preparado que o normal e das sondagens que davam empate técnico magnetizando no PSD o voto útil, mas também não deixa de ser verdade que conseguiu alcançar o sonho de Sá Carneiro.

 

Mas agora deve mostrar que pertence a uma nova geração capaz de romper com o bloco central e o compadrio e interesses onde o próprio PSD tem quota parte. Deve ser capaz de aproveitar para reestruturar o país incutindo uma nova cultura. Para isso, contará com um parceiro fiscalizador (o contra-poder sensato dentro do poder é tão útil quanto este) para equilibrar a acção, e com a cábula da Troika a orientar, seria bom que fizessem a póstroika que Portugal precisa.


publicado por João Maria Condeixa às 13:02
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Terça-feira, 31 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 31/5/11

Ou muito me engano ou o PSD começa a descolar nas sondagens a partir de amanhã.


publicado por João Maria Condeixa às 23:02
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Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 26/5/11

Descobri entretanto que os princípios desta proposta não são novos e são já aplicados, em certas circunstâncias, pelas Sociedades de Reabilitação Urbana:

 

Quando o proprietário, incumprindo a obrigação de reabilitar, não iniciar as operações urbanísticas compreendidas na acção de reabilitação que foi determinada, ou não as concluir dentro dos prazos que para o efeito, sejam fixados, a Lisboa Ocidental pode utilizar os instrumentos de execução nos termos referidos na resposta à Pergunta 2, nomeadamente, tomar posse administrativa dos edifícios, proceder à sua expropriação ou à sua venda forçada.

 

Só que a proposta desta JSD Socialista vai mais longe:

 

3. Benefícios Fiscais e Condições de Financiamento para Reabilitação de Imóveis -  apoiar os proprietários que pretendam recuperar imóveis, com a contrapartida de arrendamento dos mesmos a jovens, por um período não inferior a 10 anos e a preços controlados.

 

Se o proprietário já dificilmente tem condições financeiras para recuperar o imóvel - muito graças à lei de arrendamento e outros empecilhos que o Estado criou e que durante anos inviabilizaram que dali se retirassem rendimentos capazes de ir reparando o imóvel sem custos acrescidos para que não ficassem votados ao abandono e à ruína - assim, com as condições que pus a negrito, ainda pior, pois ficaria coarctado na capacidade de recolher dividendos para responder ao empréstimo e ao investimento feito.

 

O que a JSD propõe é obrigar o proprietário a fazer as obras e suportar parte do arrendamento ou caso contrário deverá vender o imóvel ao Estado. Melhorou bastante, não haja dúvida!


publicado por João Maria Condeixa às 14:20
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Quarta-feira, 25 de Maio de 2011

Não é justo, na zona do Chiado as casas estão cada vez menos degradadas! Aparentemente estão a ser revitalizadas, recuperadas e reabitadas. E a preços altíssimos a que as pessoas se dispõem a pagar. E eu queria uma!

 

Isto do mercado ditar por onde quer ir tem de acabar. Tínhamos quase tudo para aquela ser uma zona barata: complicámos a vida ao arrendatário, desincentivámos o arrendamento, burocratizámos e inviabilizámos qualquer obra de recuperação pelo proprietário e agora que a JSD tinha uma proposta trotskista para a venda forçada de imóveis degradados ou abandonados para arrendamento a jovens - acho que podiam ter ido mais longe e proposto mesmo a "okupação"! - percebemos que no Chiado já está tudo a ficar impecável e habitado! E eu queria lá uma! E das baratinhas...

 

Sobre isto, aqui está a melhor frase que encontrei sobre o assunto: "dá sempre jeito criar dificuldades para vender facilidades." por André Azevedo Alves.


publicado por João Maria Condeixa às 21:23
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Segunda-feira, 16 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/5/11

E como ontem era domingo e nem estava bom tempo nem nada, lá me fui enfiar noutra blogconf. Desta vez com Pedro Passos Coelho na vez de candidato a PM a responder às perguntas (in)cómodas da rapaziada da blogosfera. Isto é sempre assim: somos uns rebeldes na blogosfera, mas uns anjinhos no frente-a-frente.

 

Acredito que José Sócrates ainda esteja a resolver os problemas técnicos da última que, se bem se lembram, acabou por não passar em directo. Esta, pelo que ouvi dizer, passou, o que era já de si um argumento aproveitável por PPC para atirar à cara do opositor, mas talvez não o tenha feito com medo que Catroga classificasse o assunto como "menor". Mas vamos ao que interessa e ao que me deixou intrigado na resposta que recebi:

 

O PSD pretende que um mesmo ministro - sem fusão de ministérios - tenha sob sua tutela directa as pastas da Agricultura, Pescas, Ordenamento e Ambiente. E um dos argumentos usados foi que assuntos conflituantes - o exemplo do Ambiente vs Agricultura não foi mal dado, pois de facto existe e é muitas vezes um grande entrave para qualquer das partes - poderiam passar assim a ser resolvidos por uma só pessoa. 

Ora vamos ao erros que encontro nesta lógica:

 

1) Com um Ministro a acumular funções, sem que exista uma fusão em concreto, pouco ou nada se poupa, pois o grosso da despesa continua a existir. Assim, sobrecarregou-se uma pessoa, um gabinete, mas em termos de ministérios tudo se manteve. Lá se foi o argumento da poupança.

 

2) Com um mesmo Ministro a gerir assuntos que entrem em conflito teremos sempre uma parte prejudicada, pois no Conselho de Ministros há espaço para a negociação e um Ministro pode encontrar o seu contrapoder. Mas se a decisão lhe cabe exclusivamente a si, isso não acontecerá e temo que saia, tendencialmente, um sector beneficiado, nem que seja por empatia, em detrimento de outro.

 

3) Qualquer um dos sectores tem especificidades únicas. Se nunca entendi porque raio se colocam as "Pescas" no Ministério de Agricultura não seria agora que entenderia que fossem agrupadas neste cluster ministerial junto com o ambiente e ordenamento do território. Alguém ficará esquecido.

 

4) Um Ministro da agricultura tem a seu cargo complicadas negociações a nível europeu e deverá acautelar as respectivas execuções. No momento em que se prova o atraso que o PRODER leva e o que isso tem custado ao tecido agrícola, sobrecarregar um Ministro não me parece a decisão mais acertada.

 

5) Por último e o ponto que interessa só a Sócrates: quem tomará conta das ventoinhas que fazem tão bem ao ambiente?

 

Obrigado ao Afonso pelo convite e ao Cachimbo de Magritte, Portugal dos Pequeninos, Adeus Lenine, Albergue Espanhol, O Diplomata, Miss Pearls e Corta-fitas pela companhia.


publicado por João Maria Condeixa às 14:20
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Domingo, 15 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/5/11

O PSD ressuscitou um morto político para tentar compensar a vantagem que Portas tirou do debate frente a Passos Coelho. Fernando Nogueira apareceu assim, sem ninguém saber muito bem donde e sem que consequências lhe possam ser imputadas, apenas para dar o recado a Portas de que "deverá baixar a bola!".

 

Quem está morto, não é atacado e ainda que o seja, dificilmente morre mais. Fantasmagoricamente desaparecerá como apareceu, agora que o serviço foi prestado.

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 20:20
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/5/11

 

Esta é a primeira Motion Graphics 100% Portuguesa sobre política. Espero que gostem. Vejam. Partilhem. Agitem, pois o momento merece!

 

PS - anda uma pessoa a trabalhar dois meses num vídeo para vir Catroga dizer "pintelhos" em directo na TV e abafar tudo num segundo. Mundo injusto!

PS II - será que vamos ter um pêlo púbico como capa de jornal?


publicado por João Maria Condeixa às 22:12
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/4/11

Da mesma forma que os joelhos da minha vizinha adivinham chuva, também os imperativos de consciência de Pacheco Pereira me fazem antever sempre qualquer coisa. Não sei muito bem o que é. Se soubesse abria um consultório astral e, em vez de uma bola de cristal, usava-o a ele. Mas algo está para acontecer sobre o PSD.

 

Só isso explica que só passado um mês de ter recebido esta estranha SMS, se tenha lembrado que tem consciência e que ela é livre. Pacheco Pereira ou prevê uma derrota social-democrata e está a distanciar-se ou quer alguma coisa e está a negociar ou, então, quis qualquer coisa e está a vingar-se, pois de resto, não conheço nenhuma consciência livre que trabalhe ao retardador!

 

PS - que fique claro, no entanto, que estou de acordo com ele quando diz que os portugueses deviam exigir saber o que aconteceu naquelas 48 horas, pois alguém está de facto a mentir. E para mentiras já nos bastava as de um..


publicado por João Maria Condeixa às 17:27
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/4/11

PSD recua e diz que afinal vai apenas candidatar parte de Fernando Nobre.


publicado por João Maria Condeixa às 14:46
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