Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/1/11

Agora que já acabaram as Presidenciais podemos voltar a discutir política?


publicado por João Maria Condeixa às 21:38
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por João Maria Condeixa, em 24/1/11

Não acredito que ninguém no seu perfeito juízo tenha votado em José Manuel Coelho com vista à sua eleição e tenho a ideia que a grande maioria dos votos de Nobre lhe foram atribuídos, não por lhe reconhecerem capacidades para o cargo, mas por personificar uma candidatura fora do sistema.

 

No fundo foram dois canais de votos de protesto que somados representam 18.6%, ou seja, 782 482 votos. Se a estes somarmos 4.26% brancos e 1,93% de nulos, ficamos com 1.028.000 votos de protesto, ainda que alguns nulos sejam de monárquicos. Um milhão e 28 mil eleitores (!) a reclamarem melhores políticos e políticas, o que num universo de 4.489.904 pessoas que foram votar representa 23%.

 

Com uma abstenção a bater recordes e a posicionar-se nos 53,37% e 23% de votos de protesto já descritos, não devíamos estar a falar no estado de saúde da democracia - como já é hábito e se tornou cliché - mas sim no estado de saúde político daqueles que trabalham sob a sua égide. É que a primeira está viva e recomenda-se, agora os seus protagonistas, esses, definham a cada acto eleitoral que passa. Sinal de que há uma geração por acabar. Só espero que não tenha feito escola..


publicado por João Maria Condeixa às 11:03
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Domingo, 23 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 23/1/11

Esta trapalhada toda com os cartões de cidadão traz-me à memória aquela história anedótica dos inventores que queriam criar qualquer coisa tecnológica que escrevesse debaixo de água. Enquanto uns puxavam pela cabeça e resolviam integrais, derivadas e equações complexas, outro foi pelo caminho mais fácil e lembrou-se do lápis. Sim, a grafite escreve debaixo de água, pasmem-se!

 

O recenseamento eleitoral e o método por nós utilizado lembra-me os primeiros cientistas. Sob o culto da burocracia tudo inventamos para complicar as coisas. Verdadeiro simplex - já que fazem tanta questão de darem nomes pomposos às coisas - seria aos 18 anos transformar automaticamente todo e qualquer cidadão em eleitores de pleno direito e dever - que já existe - e abdicar-se do cartão, nº de eleitor e registo de cidadão para esse efeito. Assim, com a mera apresentação do BI - ou Cartão de Cidadão - qualquer um poderia votar na sua área de residência.

 

Eu sei que assim estamos todos mais "contadinhos" e controlados e que estatisticamente o número de abstencionistas não é tão expressivo, mas esse é para o lado que durmo melhor. Ando farto de engenharias e sem paciência para burocracias. Acabe-se com o recenseamento, faxavor!


publicado por João Maria Condeixa às 19:34
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Sábado, 22 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/1/11

muito mesmo. Amanhã digo-vos o que acabei por escrever no boletim de voto.


publicado por João Maria Condeixa às 22:00
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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/1/11

O último cartucho de Manuel Alegre é exigir que Cavaco Silva esclareça se fugiu ou não à Sisa. Isto é conversa de quem se está a candidatar à Câmbra de Murgunhenha-de-Cima!


publicado por João Maria Condeixa às 16:42
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por João Maria Condeixa, em 21/1/11

Quando todos os candidatos rumam a Norte e às principais cidades - onde existem pessoas - à procura de votos na recta final, inversamente o PCP mergulha no Alentejo e por lá termina os seus dias.

 

Sabe que ali está o seu eleitorado e parte ao seu encontro para ver se não o deixa fugir. Aquilo que é uma bola de neve - o que é menos desenvolvido, não segura a população e por isso não concentra tanto a atenção dos políticos, o que, por sua vez, compromente ainda mais o seu desenvolvimento - resultou de uma opção trilhada há 30 anos e que espelha o estado a que o Comunismo conduz. Daí que onde ele hoje ainda existe, seja onde o atraso se mostra mais significativo

 

Prestem pois também atenção a este pormenor e não continuem nessa senda que é a morte do Alentejo e um prejuízo enorme para Portugal..


publicado por João Maria Condeixa às 12:29
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por João Maria Condeixa, em 21/1/11

 

Garanto-vos que programas como o Ídolos cumprem mais o seu propósito que as campanhas presidenciais. Quem chega ao fim, goste-se ou não, mostrou os seus dotes vocais. Enquanto que nas presidenciais - não se julgue que só estas é que foram assim - poucos são os momentos em que os candidatos mostram ao que vão.

 

Primeiro por tal não lhes ser pedido: nas ruas o eleitorado que se cruza com os candidatos transforma-os, pelos pedidos que lhes faz, em Super Primeiro-Ministros. Para o eleitorado há os Presidentes de Junta, os Presidentes de Câmara, o Primeiro-Ministro e, por fim, no topo da cadeia alimentar, o Presidente da República. Este é o organograma que traçam de Portugal sem distinções de responsabilidades e competências. A todos fazem, praticamente, os mesmos pedidos e reclamações.

 

Daí que os candidatos, cedendo à tentação de absorverem a atenção do eleitorado, falem daquilo que muitas vezes não lhes compete, esquecendo, por exemplo, temas que lhes deviam encher os dias como a manutenção da soberania do Estado e dos instrumentos financeiros que a estão a pôr em causa - não o FMI, mas, por exemplo, a necessidade de levar à Comissão um orçamento para aprovação prévia -. Poucos foram os temas que focaram e que lhes dizem directamente respeito: ou mandaram para o ar declarações de interesse gerais ou prometeram aquilo que não lhes compete.

 

Ora se nem eleitorado, nem candidatos focam e valorizam os dotes para as ditas funções, talvez isso queira dizer algo sobre o confuso regime semi-presidencialista em que vivemos e que poucos parecem saber, ao certo, o que é.


publicado por João Maria Condeixa às 11:00
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 20/1/11

Nem os mercados são a tal coisa abstracta, nem a democracia deixou de existir por causa deles. Julgava que já todos tínhamos aprendido esta lição depois de repetida vezes termos tido que corrigir José Sócrates.

Daí que argumentar ou instigar medo com base nas consequências que as nossas decisões possam vir a ter sobre eles, me surpreenda e me faça discordar, sobretudo quando vejo que é alguém como Cavaco a dizê-lo - alguém que tem mantido alguma sensatez sobre o assunto.

Só que pelos vistos as eleições dão a volta à cabeça de qualquer um.

Não podemos entrar a pés juntos como tem feito Teixeira dos Santos, aka Paulinho Santos do governo, mas também não podemos ficar  seus reféns. E ameaçar nesse sentido é um mau princípio. Sobretudo para quem não tem necessidade de o fazer, pois com alguma segurança ganhará à primeira volta.

 

Hoje veio Fernando Nobre com a conversa do tiro na cabeça - ridícula, mas inocente -. Já o tiro nos pés foi dado por Cavaco Silva.


publicado por João Maria Condeixa às 17:38
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Terça-feira, 18 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/1/11

 

Se há coisa que o povo gosta é de discutir os políticos. Nada de políticas. A discutir o Homem é que o português está bem. Dos pêlos a mais que lhe saem pelas narinas e ouvidos, à decoração da casa que comprou no Algarve, sem esquecer as gravatas que usa, as galinhas com que se cruzou mundo fora, os dentes que não branqueia, o cabelo que lhe falta à frente, a profissão de operário que faz dele o candidato ideal, ainda que nunca mais a tenha exercido, a sofreguidão com que enfia bolo-rei na boca ou a forma como se declama si próprio e dispara purdeys sempre que vai às codornizes, tudo isto ao português interessa, suscita dúvida e gera discussão.

 

 

Por isso não percebo quando dizem que esta campanha está a ser desinteressante. Mais interessante para o português seria impossível. Discutiram-se livros de cheques, acções de empresas, publidade em revistas, fundos de maneio, contratos de promessa compra-e-venda, o vizinho deste e daquele e a prima do outro. Nada de política. Tudo acerca dos políticos. Foi uma verdadeira novela e isso, como prova o share televisivo, agrada aos portugueses. Vos garanto que seguiram cada episódio.

Por isso, apelidá-la de desinteressante é apenas um cliché a que os analistas se habituaram. A campanha, para quem gosta de política foi uma trampa, mas para o resto da malta foi do melhor. Até teve espaço para um tiririca lusitano!

Quanto ao voto, esse está decidido desde o primeiro momento: vai para aquele senhor de quem gostam mais!


publicado por João Maria Condeixa às 09:20
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 14/1/11

Como no outro dia ouvi o João Pereira Coutinho dizer: "os candidatos desconhecem a Constituição". Querem exemplo mais notório que este?

«Caso seja eleito Presidente da República e caso a direita vá para o poder, a revisão da Constituição “não passará” e acrescenta “comigo não irão por aí”» Tendo em conta que, segundo a própria Constituição, ”O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão constitucional isto quer dizer o quê?

 

in Blasfémias.


publicado por João Maria Condeixa às 11:17
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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 12/1/11

Acabei de ver o telejornal. Onde andou nos últimos tempos este Cavaco Silva candidato?


publicado por João Maria Condeixa às 21:22
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/1/11

A imagem de credibilidade e honestidade de um homem, cultivada e solidificada ao longo de anos, não se destrói por ataques indirectos ou estilhaços. Mesmo que por muito se insista. Só com ataques cirúrgicos, certeiros e fatais.

Tudo o resto, à imagem de um filme de ficção científica, são disparos inofensivos sobre um escudo reflector. E como se sabe, os ricochetes são imprevisíveis. Uma vezes, bem que mordem os calcanhares dos autores dos disparos.


publicado por João Maria Condeixa às 18:15
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por João Maria Condeixa, em 6/1/11

Ainda estou para perceber se esta campanha é para ocuparem o lugar do Vítor Constâncio, se o de Presidente da República.


publicado por João Maria Condeixa às 16:45
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Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 23/12/10

Desisto. Mudei de canal. Não gosto de Cavaco por várias razões, mas nenhuma se prende com a sua desonestidade. E ter que aturar as dores de um autarca quixotesco que, em vez de tantos erros, omissões e silêncios do actual Presidente da República, prefere trazer o caso da tenda e do concerto em Viana do Castelo como prova da sua falta de isenção e mácula, não é para mim. Tenho mais que fazer. Infelizmente Portugal tem demasiados Defensores Moura e eu estou farto de tanta bacoquice.


publicado por João Maria Condeixa às 22:15
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por João Maria Condeixa, em 23/12/10

Cavaco, por causa das SCUTS, a exigir que Defensor Moura peça desculpa aos portugueses por lhes ter mentido e os ter enganado. Então e estender essa exigência a José Sócrates?


publicado por João Maria Condeixa às 20:57
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