Segunda-feira, 21 de Novembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/11/11

 

Onde é que se puxa a tomada a um blogue? Onde é que ele está ligado para o eutanasiarmos?

 

Tem sido esta a pergunta insistente que tenho feito à cobarde atitude de manter algo que não é actualizado e que já só serve para acumular pó.

Tem sido difícil encontrar 10 minutos que seja para passar por aqui. Hoje leio mais do que escrevo. Mas tem sido mais difícil arranjar a vontade. E os blogues vivem dessa atitude voluntária - do latim "volunta", vontade - que cada autor dispensa para que a coisa se vá mantendo viva. Ora a minha vontade advém da necessidade de fazer algo diferente daquilo que me ocupa os dias. E se os meus dias estão ocupados com o que aqui me trazia, então há que encontrar um outro escape, a bem da sanidade mental. Acho que é a isso que chamam hobby.

 

Os meus hobbies são sempre uma espécie de algo que quero fazer quando for grande: mantêm-me por isso imberbe e sonhador q.b. mas também por isso me roubam muito tempo.

Manter um blogue sozinho é difícil. Mantê-lo por obrigação é penoso. A República do Cáustico entra assim num período de suspensão. Até que um dia destes haja mais fôlego.

 

Por agora vou ali ver o que há para pintar. Um dia vou ser pintor!

 

PS - faço-o no dia seguinte ao PSOE perder as eleições em Espanha, o que deixa alguns a vaticinar sobre o fim do modelo socialista. Desenganem-se. Não julguem que o socialismo deixou de ter fãs. Apenas deixou de ter fundos para os poder iludir..


publicado por João Maria Condeixa às 09:45
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 26/8/11

2 meses de governação pouco ou nada interessariam antigamente. O simples facto de hoje serem alvo de avaliação é sinal de que algo já está a mudar. É bom que este Governo se habitue a ser avaliado ao segundo, pois é na respectiva proporção que se pede que tome decisões. E que até hoje tem cumprido.


publicado por João Maria Condeixa às 14:58
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/8/11

O melhor indicador de cortes na despesa e na estrutura do Estado é a discussão ideológica. Quanto maior esta for, maior será o corte. Quanto mais se falar em Hobbes, Locke e Rousseau, mais profunda e estudada promete ser a coisa. Portugal deve ser o único país do mundo onde a receita para as finanças sai de um livro de ciência política.


publicado por João Maria Condeixa às 14:22
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Terça-feira, 16 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 16/8/11

"Na altura, também se falou de eu poder ter sido convidado - não vou dizer que sim nem que não, mas não o vou negar - para "chairman" da PT." Jorge Coelho em entrevista ao Diário Económico.

 

Alguém me explica o que está dentro de parêntesis sem ter de recorrer a igual rodeio?


publicado por João Maria Condeixa às 11:34
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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 27/7/11

Envolto em trabalho, não tenho tido muito tempo para teclar. Nem sequer para comentar a recente vitória de António José Seguro. Imagino que já muito tenha sido escrito - imagino, pois nem os outros consigo ler como gostaria - mas ainda assim não podia deixar de escrever uma coisa óbvia que serve para o passado e o futuro.

 

Os anticorpos que se levantam contra carreiristas políticos, mais concretamente, contra rapaziada das jotas, são, muitas vezes, pedradas atiradas bem alto que só mais tarde caem sobre telhados que se tranformaram em vidro. Explico, mas não sem antes ressalvar que, embora o percurso faça o Homem político, nem por isso assenta a todos da mesma forma, muito menos como mácula. Mas adiante:

 

Teve a sua piada ver que aqueles que acusaram Passos Coelho de jotinha carreirista, de estratega do silêncio e de paciência calculista - ao aguardar que a sorte lhe batesse à porta, sem que desse provas noutras áreas - tenham sido os mesmos que elegeram António José Seguro para líder do partido, cujos atributos conhecidos são, segundo dizem, semelhantes.

 

Os estigmas que se colocam condicionam os nossos próprios movimentos. Daí que, para a política, como para tudo na vida, sejam de evitar, mesmo que os hábitos de alcoviteirismo e maldicência falem mais forte. Quanto mais não seja porque nos podem vir parar estilhaços às pernas..


publicado por João Maria Condeixa às 15:06
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Sexta-feira, 22 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/7/11

Ouvir uma intervenção da Deputada Heloísa Apolónia preceder uma do Ministro Vítor Gaspar, é como passar da Júlia Pinheiro para o Mário Crespo.


publicado por João Maria Condeixa às 10:42
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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 8/7/11

O murro na mesa de Trichet resulta do compromisso que Portugal estabeleceu com a troika e da ousadia de ter ido "mais além". Ficou-nos bem essa proactividade e colhemos aliados importantes ao ponto de aparentemente se atravessarem.

 

Fosse a alternativa do BE ou do PCP a imperar e eu gostava de saber a que porta bateriam para tirar o país do "lixo" ou que caminho "orgulhosamente sós" seguiriam. 


publicado por João Maria Condeixa às 12:12
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Domingo, 3 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/7/11

...se extingue o cargo de director adjunto da Segurança Social. São 18 que deixarão de existir. É 1 milhão e cem mil euros que se passa a poupar.

 

Depois do imposto anunciado quinta-feira era natural que as pessoas dissessem que vinha aí "mais do mesmo", que já tinham visto isto antes e que "são sempre os mesmos a pagar". Afinal de contas foram anos seguidos a ver impostos resolverem coisa nenhuma e a precederem mais impostos sem que cortes na despesa se verificassem.

 

Mas é por isso, e porque os contribuintes têm o tal limite de que falou Cavaco, que este Governo tem agora de mostrar que não está cá para continuar essa senda. Tem de mostrar que, ainda que tenha lançado este sacrifício sobre o subsídio de Natal, a sua principal vocação é cortar na despesa. No gordurento e seboso Estado.

 

O encaixe de 800 milhões resultante do imposto extraordinário é pequeno face às obrigações que Portugal contraiu. Mas irá coadjuvar os 1000 milhões que serão cortados na despesa, exercício que até agora não me lembro de ter visto praticado e que por isso vou passar a tentar enumerar. Depois dos cortes com os governos civis, este exemplo da extinção dos directores adjuntos da SS foi o segundo.

 

Espero, esperamos, que venham mais!


publicado por João Maria Condeixa às 21:06
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/7/11

O Estado só tem de estar onde a sociedade não consegue. E nós estamos a fazer exactamente ao contrário: a sociedade só está onde o Estado não consegue. É uma total diferença que marca a esquerda e a direita hoje em dia.

 

Adolfo Mesquita Nunes numa entrevista clara no jornal i.


publicado por João Maria Condeixa às 14:30
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por João Maria Condeixa, em 1/7/11

Há uns anos, Guterres chamou-lhe um pântano e pirou-se. Depois foi Durão Barroso a dizer que o país estava de tanga e também acabou por sair. Sócrates, o profissional da desculpabilização, queixou-se do governo anterior, dos governos anteriores, da crise internacional, da oposição, do porteiro da AR, do pavão de S. Bento, enfim, de todos. Felizmente não conseguiu sair de fininho. Foi Portugal que o pôs na rua!

 

Face à herança recebida, este governo não abriu a boca. É mesmo outra geração e mais arejada. Pegou nas suas medidas e olhou para a frente, não perdendo tempo em culpabilizar o passado. É tempo de antecipar o futuro e não o ignorar - como até agora tinha sido feito -. Só assim se evitam derrapagens. Só assim se sai do buraco.

 

Mas falta agora começar a anunciar todos os cortes na despesa que permitam depois dar a folga que o contribuinte merece. Este passo de extinguir e começar já a vender o património dos governos civis é, espera-se, o primeiro sinal de muitos.


publicado por João Maria Condeixa às 11:19
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Quinta-feira, 30 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 30/6/11

Dêem uma folhinha de Excel com o cálculo dos custos de mão-de-obra aos que dizem que a redução da TSU não serve às empresas para ver se passam a perceber o que está em causa. Só para terem uma noção em quanto onera o Estado a empresa por trabalhador, antes de rejeitarem qualquer número que venha a ser avançado.

 

Isto já é antigo mas fica como exemplo:

 

A redução das contribuições para a Segurança Social em três pontos percentuais, nos trabalhadores com mais de 45 anos, permitirá às micro e pequenas empresas abrangidas (cerca de 200 mil) uma redução média anual de 331 euros por funcionário.


E se a empresa se desafogar, pode até reencaminhar esse desafogamento para o empregado, pode conseguir recrutar mais ou melhorar a sua competitividade para se manter, como se costuma dizer, na mó de cima! Têm a certeza que isto não serve a ninguém?

 

Mas como não é uma descida "gratuita", deverá ser bem acautelado o outro lado prato da balança. E é isso que está em estudo. Por isso, antes de se porem tão veemente contra - como vi ontem à noite a JAD - deixem essa rapaziada estudar, que há quem esteja concentradíssimo nesse assunto, sócios!


publicado por João Maria Condeixa às 09:30
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Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 29/6/11

Este blogue é capaz de abrandar nos próximos dias para que outras responsabilidades ganhem balanço. Mas a postagem não fica por aqui, vos garanto.


publicado por João Maria Condeixa às 21:54
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 27/6/11

A diferença entre o governo antecipar um novo plano de austeridade, face ao que está a acontecer na Grécia, e a PECmania em que tinha caído o anterior governo que de PEC em PEC ia tentando remendar a situação, está em 4 simples pontos:

 

a) antecipação da crise - o PS trouxe-nos até este ponto, em grande parte por ter ignorado a crise internacional. Esse não pode ser o caminho, pelo que há que agir de imediato face aos sinais que se vão colhendo.

 

b) execução - um dos calcanhares de Aquiles do governo anterior foi a incapacidade de execução das medidas a que se propunha. Ao não executar, deixaram que o problema se fosse agravando e diminuiram a sua credibilidade, expondo Portugal, ainda mais, à acção externa.

 

c) vontade de resolver em definitivo - cada PEC, cada remendo. Nunca se ia mais longe ou mais fundo - não confundir isto com aumentar impostos -, pelo que o remédio nunca era santo. Quanto mais este governo antecipar e tiver a coragem de reformar, mais curativo será e mais rápida a recuperação.

 

d) Receita - a solução sempre foi única: aumentar impostos ou cortar prestações, sem que nada em paralelo fosse feito para controlar a despesa. Esta antecipação das medidas de austeridade recaem, essencialmente, sobre a reforma estrutural do Estado e o pacote de privatizações. O tal ir "mais longe, mais fundo". É bem diferente.


publicado por João Maria Condeixa às 10:08
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Quarta-feira, 22 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/6/11

Mais impressionante que uma Montblanc não deitar tinta, é um ex-Primeiro-Ministro não botar faladura. Sócrates ontem na cerimónia da tomada de posse entrou mudo e saiu calado e ninguém se espantou com isso. O ex-PM malhou uns acepipes e de resto andou colado às paredes para ver se ninguém dava por ele. O momento de maior exposição foi mesmo indirecto, por via das filmagens que faziam à actual primeira-dama e que, em segundo plano, o apanhavam a ele. De resto, poucos quiseram saber dele e foi para o lado que o senhor dormiu melhor. No fim, todos os outros ex-membros do governo se pronunciaram, mas Sócrates preferiu sair de fininho, quase pelas portas dos fundos - e olhem que as portas dos fundos no Palácio da Ajuda são lá muito ao fundo! -.

 

Esta estratégia não é inocente. Sócrates quer sair da memória dos portugueses o mais depressa possível e o PS saberá ser conivente com esta atitude daquele que, neste momento, é uma péssima lembrança dos socialista junto do eleitorado.

 

Mas mal estará a democracia portuguesa se tão depressa se esquecer daquele que tantas vezes lhe mentiu para que ela lhe fosse favorável.


publicado por João Maria Condeixa às 12:00
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Domingo, 19 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 19/6/11

 

PPC tem na sua primeira potencial derrota, a primeiríssima oportunidade para, declaradamente, se assumir  diferente de José Sócrates e do seu governo. Fosse no passado e uma má opção teria já sido disfarçada, desmentida e distorcida até parecer que nunca tinha sido tomada. Passos Coelho tem de ir a jogo com a decisão que tomou - ainda que eu a ache má e frágil - para que não restem dúvidas que estamos perante outro género político.

 

A Nobre cabe proceder com igual coerência, saíndo pelo seu pé, minimizando assim os prejuízos sobre o partido que o acolheu e recuperando alguma da credibilidade política do passado.

 


publicado por João Maria Condeixa às 18:34
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