Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 1/11/10

Cavaco sabe que não vai precisar de outdoors, nem de grandes campanhas, porque até à sua eleição, e graças a Sócrates e Passos Coelho, terá todo o tempo de antena do mundo. É só vê-lo a aparecer "todo o final de semana". E de entre aqueles dois, Cavaco sabe como sobressair na figura de salvador da pátria.


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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/10/10

 

Se antes de partir de férias já levava a ideia que o país cada vez mais se assemelhava a uma novela mexicana de baixo orçamento - até neste ponto a ideia bate certo - então agora que voltei não me restam dúvidas nenhumas. Desde o primeiro episódio - pouco interessa quantos se perdem pelo caminho - que se conhece o desfecho final, mas ainda assim insiste-se em acompanhar o "evoluir" da trama. O vilão e o herói sabemos quem são desde o momento em que o primeiro atraiçoou o coração da doce e frágil beldade - as coisas que eu chamo ao eleitorado - e o outro, ainda que tropegamente, ofereceu o seu ombro para lá irem chorar.

 

E como nas más novelas - há boas? - o bom da fita, pouco ou nada faz para derrotar o mau, pois isso seria manchar a sua conduta. E se há coisa que o bom da fita não pode fazer, é perder aquele arzinho angelical, calmo e pacífico, de quem sabe que no fim tudo será seu. Até esse momento, será o estupor do vilão que, tal como o Coyote, tudo fará para se auto-infligir e enterrar. E nisso, Sócrates tem mostrado valor.

 

Só que aqui, até ao momento em que o vilão regressa uma e outra vez do coma profundo até por fim lhe chegar a morte final, quem também vai sofrendo com as amarguras das suas decisões é este país. E se o herói não entende isso,  também não merece ficar com a beldade do enredo, pelo que se afigura que ela vá parar às mãos de António Borges. Que é aquela personagem da qual só se ouve a voz e se vê a mão, mas à qual os peões poderão todos vir a ter de responder.

 

PS- estar de volta da viagem ao Médio-Oriente significa que tentarei, nos próximos dias, deixar aqui o que por lá encontrei a cada recanto. Para já adianto só que ir sozinho para aqueles lados não é tão arriscado quanto pintam! Ainda que se apanhem uns quantos imprevistos pela frente. Até já.


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Quinta-feira, 22 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 22/7/10

Faz hoje 24 horas que disse aqui que a proposta de PPC, tal como tantas outras de Sócrates, iria retroceder praticamente até à estaca zero. Passado um dia está aqui e aqui a prova de que se iniciou a retirada.

24 horas neste país é uma eternidade.


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Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 28/5/10

As incertezas sobre quando serão chamados a governar e o estado em que encontrarão o país por essa altura, inibem quase por completo a euforia que o PSD possa sentir com estas sondagens. Neste momento a crise e e o agravamento que nela as eleições poderão causar são a desculpa perfeita para adiar esse momento até ao dia em que a curva económica se comece a inverter. Só aí a máquina laranja encherá o peito para reclamar o poder com a certeza que fará boa figura. Por enquanto, se puder evitar sujar as mãos no lodo, melhor. Resta saber quanto tempo, Sócrates, não tanto aquele que aumenta impostos - pois nesse aspecto PPC nem parece surgir como alternativa - mas aquele que diz hoje uma coisa e amanhã outra ou que hoje se vê envolvido num escândalo e amanhã noutra escuta ou sms, resistirá à falta de credibilidade e à imagem de desnorte que tem passado. 

 

Daí que realmente tudo isto se trate de uma dança. A imagem não poderia ter sido melhor escolhida: PPC não desejando deixar cair Sócrates, dará uns passos à frente e recuará outros tantos, ao mesmo tempo que alimentará a, cada vez mais fraca, possibilidade de Sócrates se manter no poder. E este agradece e sorri-lhe.

 


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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/5/10

 

 

Eu quero lá saber de pedidos de desculpas. Não me interessa se Pedro Passos Coelho se sente uma prostituta suja e usada, corrompida pelo peso do "sentido de Estado" - como lhe queiram chamar - e se sente na necessidade de se dirigir àqueles que enganou com sonhos de "mudanças de paradigma" e revolução nas funções do Estado e da sua organização. Eu quero lá saber se PPC é capaz de prometer o sangue que MFL não tinha na guelra, se depois se mostra como um flop, bem ao estilo de Sócrates: um prometeu 150 000 empregos e desculpou-se com a crise. Outro prometeu votar contra o PEC e acabou por ir buscar o mesmo bode expiatório. Nunca antes uma crise serviu para tantos. Até para Cavaco.

   

Eu quero lá saber se Sócrates me deve um pedido de desculpas por todas as mentiras, erros de análise, voltas e reviravoltas que tem dado às custas do contribuinte. Esse pedido de desculpas não me acrescentaria nada ao bolso, não me traria melhores perspectivas de futuro, nem, por não ser amigo deles, melhoraria a nossa relação.

 

Por isso esqueçam quem deve o quê a quem, e todos esses fait-divers que apareceram, e tratem de ouvir e ponderar a opinião daqueles que exigem um valente corte na despesa ao invés de um aumento de impostos paralisador da economia.

 

Imagem gentilmente roubada do magnífico We Have Kaos In The Garden

 


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Sexta-feira, 14 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/5/10

Programar e definir muito bem tudo por via da receita, esquecendo e, provavelmente, adiando, tudo por via da despesa. Já alguém ouviu Dupont & Dupont dizerem algo de concreto sobre a forma como irão combater a despesa?


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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/5/10

Por via do consumo interno: separe e aumente 3 escalões do IVA. Taxe ainda mais o rendimento ao mesmo tempo que assiste à subida da inflação, ou seja, do custo de vida. Corte disfarçadamente nas deduções fiscais - dizendo que não representam aumento de impostos - e verá o seu rendimento disponível ao final do ano entrar numa extraordinária redução. Não o tendo, não o poderá gastar e deixará de ser peça promotora de crescimento económico.

 

Apure tudo muito bem - ou deixe-se entrar em apuros caso aquilo que hoje lhe sobra seja à risca para pagar os créditos contraídos - e continue a votar naquele que há 15 dias lhe prometia não aumentar impostos ou naqueloutro que há 3 semanas se dizia capaz de votar contra o PEC ou reformular um Estado, acabando com institutos públicos em catadupa, gestores públicos sorvedoures, obras públicas sacrificadoras sem retorno e outros despesismos.

 

Enfim, aquele que se dizia capaz de resolver pela despesa este problema, mas que pondo o partido acima do país, manteve lugares, institutos e posições que no futuro lhe farão falta para ocupar e "emboysar" e que por isso se viu obrigado a aliar às Sócretinices do seu Primeiro!


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por João Maria Condeixa, em 13/5/10

Só pede desculpa quem fez asneira.E aumentar impostos é "a" asneira! Quebrar com uma promessa é (Só)cretinice!


publicado por João Maria Condeixa às 18:09
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por João Maria Condeixa, em 13/5/10

Um político quebrar uma promessa ainda antes de ser eleito.


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Terça-feira, 13 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/4/10

 

Pedro Passos Coelho é novidade e só por isso se entende esta euforia mediática para com as ideias apresentadas sob o síndrome de Clara Pinto Correia - mais conhecida pelos seus plágios do que pelas suas fotografias orgásmicas -. Agora a comunicação social atribui a invenção da roda - de todas, inclusive as quadradas - a PPC, libertando espantados "Ah, mas isso é impopular, sabe?", "Ah, mas isso para já?", "Ah, mas parece-lhe a resposta?", "ah, pois!!" a cada desabafo do líder laranja.

 

Há anos que o CDS-PP exige a retirada do Estado da esfera económica e do mercado e em vez do espanto, apenas lhe sobra um mix de vitupérios:"capitalistas!", "privatizadores do bem público!", etc... que servem igualmente sempre que o CDS-PP aborda (no pretérito era mais indicado, pois hoje em dia a ideia já vai estando generalizada) a falta de rigor no RSI, o fomento à subsidiodependência e a criação de um engano social. Para quem não se lembra de ser assim, aqui fica o registo no programa eleitoral apresentado:

 

"É mais virtuoso estimular um emprego que é uma oportunidade do que financiar a continuidade no desemprego.

As prestações sociais devem ser, para não se transformarem numa injustiça para o contribuinte, impermeáveis à fraude e ao uso indevido. Por isso mesmo, nestas medidas, teremos o cuidado de evitar abusos, seja o “falso desempregado”, seja o “falso contrato”."

 

Já sobre a CRP, o único partido que votou contra em 76, tem sido incansável nas revisões que se sucederam, com vista a atingir uma constituição mais liberta e abrangente no espírito. E também no programa eleitoral já existia esse compromisso de encontrar uma solução que sirva a todos:

 

Por conseguinte, numa altura em que já passaram mais de três décadas desde a aprovação do texto originário da Constituição da República Portuguesa e mais de duas desde a adesão de Portugal às então Comunidades Europeias, o CDS quer contribuir para a criação de um novo espírito constituinte e apela à emergência por parte dos actores políticos desse mesmo novo espírito, aberto e com visão rasgada, que permita – através da próxima revisão constitucional – alcançar uma Constituição democrática renovada e efectivamente ajustada aos desafios de Portugal no século XXI.

 

Estes são dois exemplos, mas mais houve no discurso de domingo que foi uma autêntica adopção de uma visão que o CDS-PP nos tem trazido. É um óptimo sinal que assim seja. Não me sinto indignado, só estranho o espanto e a admiração, nada mais...


publicado por João Maria Condeixa às 19:05
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Segunda-feira, 12 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 12/4/10

"Você andará dividido". Assim rezaria o horóscopo para Portugal, caso existissem tamanhas patranhas também para países. Mas acertaria em cheio se assim viesse escrito, pois este será o estado de Portugal nos próximos tempos, a contar desde este último fim-de-semana.

 

Dividido entre aqueles que acham que José Sócrates ainda governa - embora os seus aparecimentos de gestão política, além de notoriamente desalentados, sejam cada vez mais raros - e os que acham que Portugal tem um novo Primeiro-Ministro - ainda que pouco ou nada tenha mostrado para merecer tal estatuto - .

Dividido entre aqueles que julgam que a justiça cumpriu bem o seu papel no caso Freeport, cujo fim se apregoa e que deixa JS de fora, e aqueles que acham existir muito fumo para não haver fogo. Dividido com a importância e destino das escutas no Face Oculta, com a violação do segredo de justiça, com a postura e isenção do Procurador Geral da República, de quem muitos pedem a cabeça, enquanto outros correm a defendê-lo em nome do Estado de direito. Dividido entre os casamentos homossexuais, as famílias tradicionais, os efeitos e qualidades do PEC e tantas outras coisas mais.

 

E é deste signo, de país dividido, que se alimenta o PSD. É dele que cresce e aparece unido, fazendo lembrar o Diabo que dormia de boca aberta debaixo da Amendoeira em flor à espera que caísse o fruto. O Diabo fartou-se da espera. O PSD não, mas quando o fruto cair queixar-se-á da dureza!


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Domingo, 4 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/4/10

O endeusamento mata cedo sobretudo porque daqueles que se endeusa se esperam super-poderes. E quando notamos que não os têm, reparamos que somos responsáveis pela sua morte.

É isto que Inês Serra Lopes faz no i e tantos outros que pela imprensa vão tratando a novidade "Pedro Passos Coelho" como se de uma espécie de super-herói se tratasse.


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Quarta-feira, 31 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 31/3/10

 

Enquanto o novo líder do PSD vai ajeitando a cadeira na São Caetano à Lapa, muito se escreve sobre ele. Na rua dizem que é bonito. Isso é-me tão relevante como as actividades lúdicas tidas por Clinton para a definição do seu mandato. Isto é, nada. Ainda assim, inegavelmente, essa qualidade física, por si, já lhe terá rendido simpatias, uns piropos mais ousados e quem sabe uns votos surdos, daqueles que não ouvem e que apenas ligam ao que vêem. Resumindo, o aspecto joga a seu favor.

 

Outros dizem que é parecido com Sócrates. Epíteto mais nefasto é difícil de encontrar, mas fazem-no por associação a um perfil "mais plástico". O que tendo em conta a incompreensível, mas real tendência de voto dos portugueses, pode muito bem ser uma mais valia, infelizmente. Mas aqui Sócrates, pese embora a sua desonestidade intelectual - ainda por avaliar em PPC -, leva vantagem. Aliás, no dia em que Sócrates cair será muito mais pelas patranhas e mentiras que foi largando pelo ar, do que pela falta de profundidade ou capacidade política.

 

Dizem que Pedro Passos Coelho irá unir o partido. Enganam-se! O que une o PSD é o poder e só quando o animal enfraquecido que estiver no governo aparentar sinais de último fôlego, é que, tal necrofagia na savana, se aproximarão todos para o festim numa grande reunião. Quem lá estiver no momento receberá o título de "O Unificador", pelo que estes 61% de Pedro Passos Coelho talvez sejam mais prenúncio da falta de saúde do governo PS do que representativos da união social-democrata conquistada pelo recém-eleito.

 

Dizem que quem ficou com o trabalho facilitado foi o CDS. Tenho a leitura contrária. Rangel arregimentava os mais velhos, os mais ortodoxos do PSD, com ele identificavam-se sobretudo aqueles que representam uma faixa etária e social mais fidelizada ao partido laranja. Sobraria, pois, espaço para o CDS-PP capitalizar votos nas camadas mais jovens, nas famílias recém-formadas, nos empresários mais recentes, naqueles que não estão enraizados na máquina e no espírito laranja. PPC, aparentemente, promete alcançar esse espaço, até porque o outro mercado - por muito que agora esperneie com a sua eleição - já lhe está assegurado clubisticamente. Resta perceber se a massa partidária lhe permitirá o distanciamento suficiente para construir uma alternativa efectiva aos Socialistas, como até aqui tem feito o CDS-PP, e assim seduzir os descontentes com o rumo que temos seguido ditado pelo bloco central. Não falo de ser apenas outra opção. Falo de ter outro projecto para Portugal. E para isso julgo que PPC nunca conseguirá autorização para construir.


publicado por João Maria Condeixa às 10:06
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Leia atentamente este folheto antes de tomar a constituição como sua.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
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