Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 27/6/11

A diferença entre o governo antecipar um novo plano de austeridade, face ao que está a acontecer na Grécia, e a PECmania em que tinha caído o anterior governo que de PEC em PEC ia tentando remendar a situação, está em 4 simples pontos:

 

a) antecipação da crise - o PS trouxe-nos até este ponto, em grande parte por ter ignorado a crise internacional. Esse não pode ser o caminho, pelo que há que agir de imediato face aos sinais que se vão colhendo.

 

b) execução - um dos calcanhares de Aquiles do governo anterior foi a incapacidade de execução das medidas a que se propunha. Ao não executar, deixaram que o problema se fosse agravando e diminuiram a sua credibilidade, expondo Portugal, ainda mais, à acção externa.

 

c) vontade de resolver em definitivo - cada PEC, cada remendo. Nunca se ia mais longe ou mais fundo - não confundir isto com aumentar impostos -, pelo que o remédio nunca era santo. Quanto mais este governo antecipar e tiver a coragem de reformar, mais curativo será e mais rápida a recuperação.

 

d) Receita - a solução sempre foi única: aumentar impostos ou cortar prestações, sem que nada em paralelo fosse feito para controlar a despesa. Esta antecipação das medidas de austeridade recaem, essencialmente, sobre a reforma estrutural do Estado e o pacote de privatizações. O tal ir "mais longe, mais fundo". É bem diferente.


publicado por João Maria Condeixa às 10:08
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/3/11

Ide ler as 8 notas que o Adolfo Mesquita Nunes deixou sobre a rejeição do PEC:

8. Claro que os partidos têm também alguma responsabilidade na crise política, a começar pelo próprio PS, incapaz de se autonomizar de um Primeiro-Ministro em roda livre. Mas só o Governo tem responsabilidade no endividamento e no descalabro das contas públicas.


publicado por João Maria Condeixa às 10:15
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Sábado, 12 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 12/3/11

Um TGV vale quantas reformas?


publicado por João Maria Condeixa às 13:07
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/3/11

Com os reformados a juntarem-se agora à "geração à rasca", os protestos de sábado passam a um 2 em 1: manif + marcha lenta.

Temas: , ,

publicado por João Maria Condeixa às 15:38
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por João Maria Condeixa, em 11/3/11

A manif de Sábado já mudou de nome. Passou de "geração à rasca" para "gerações à rasca", depois das novas medidas anunciadas hoje pelo governo.

Temas: , ,

publicado por João Maria Condeixa às 15:21
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 31/12/10

2010 foi o ano em que o mundo mudou a cada 3 dias. O ano em que um governo já de si inábil no cumprimento de promessas eleitorais - José Sócrates disse-me que prefere o termo "objectivos" - passou a navegar sem rumo, sem cumprir sequer o que dissera 48 horas antes. Um ano cavalgado por PEcs sucessivos: um em Março, que rapidamente se mostrou insuficiente; outro em Maio, que teve a colaboração do PSD e que se propunha mais adequado à realidade difícil que Sócrates teimava em não ver, e por fim um terceiro, já mais austero - o PEC III - cujos resultados estão ainda por conhecer e que, tal como noutros anos, serão habilmente escamoteados ou adiados: ou já não se lembram das sucessivas revisões do défice orçamental no final de 2009?

 

2010 terá sido o ano em que Portugal passou a ser teleguiado por Bruxelas. Ainda que ao retardador!


publicado por João Maria Condeixa às 10:59
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Domingo, 18 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 18/4/10

 

 

 

A cobertura ao regresso atribulado de Cavaco a Portugal é maior que às suas presidências abertas, ou roteiros, como ele lhes gosta de chamar. Espero que chegue bem, mas muito honestamente não preciso de saber se já parou para esticar as pernas ou para um humano xixizinho. Tão pouco me interessa saber quantas vezes é que as crianças a quem deu boleia lhe perguntaram "já chegámos, pai Sr. Presidente?".

Preferia antes saber porque não se indignou mais com o rude e improtocolar registo de Klaus que zombou com ele, com as nossas contas públicas, com o nosso governo - por fácil que seja - enfim, com todos nós e no fim ainda se desculpou com uma patranha socialista, aka "PEC Salvador do Mundo", dizendo que "em 2013 teremos um défice de 2,3%, melhor que a própria República Checa". Não se defendeu, esqueceu-se de nos defender, e ainda deu ares de quem nos enfia - e ajuda a enfiar - barretes sempre que quiser!

O seu regresso atribulado é a paga por ter sido tão displicente.

 

Imagem extremamente adequada: "We Have Kaos In The Garden"


publicado por João Maria Condeixa às 19:18
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