Terça-feira, 8 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 8/3/11

 

Porque as datas se acumulam e me fazem lembrar o que de carnavalesco existem nestes dias internacionais. Porque é dia da mulher e porque com ele se celebra a igualdade de género e a bigodaça nos faz mais parecidos. Porque também é carnaval e é dia de máscaras. Porque este dia não é só das bonitas e das siliconadas. Porque "mulher" é o que está por dentro e é essa sua parte que é vítima de desigualdade.

 


publicado por João Maria Condeixa às 21:13
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Terça-feira, 1 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/3/11

 

 

A mulher foi feita para o corte e costura - não, femininistas deste mundo, não falo de lides domésticas, por isso escusam de me vir acusar de machismo -. Falo da língua viperina que gostam de desenrolar sobre os outros, sobretudo em grandes eventos, como foram anteontem os óscares. É uma questão de consultar facebooks, twitters e blogs - este aqui e este e este talvez sirvam de amostra - para percebermos que as mulheres do mundo estavam com os olhos postos na passadeira vermelha de "óliude" e uma vontade do tamanho da Oprah para dizer mal!

 

Nesse aspecto é curioso que uma mulher cujo marido nunca a leva além da taprobana marquise na reboleira, por preferir ficar estirado no sofá a coçar a micose em frente a um jogo do "Glorioso", ainda sinta autoridade estética para desfazer as construções de alta costura da Dior ou Lagerfeld que vão desfilando recheados de corpos com "pernas até ao rabo" ou "mamas em ranhura para o cartão multibanco".

 

Todas se atrevem a cortar sem olharem para si ou para as roupas da zara, seaside ou do chinês que têm em casa. Mas ainda bem! Aquilo dás-lhe alma e algumas fazem-no com muita graça. Chego ainda a pensar que a qualidade da viperinagem é proporcional aos teores em progesterona - o que explica alguma da qualidade que também reconheço nalguns gays que gostam de comentar estas coisas -, ou seja, quanto mais viperina, mais balzaquiana fica a mulher. Eu próprio, ao fazer este post, acho que ganhei alguns tiques. Mas já me passa...

 

A viperinagem é pois, uma característica feminina e que serve muito bem como creme anti-rugas a algumas. E outra coisa é também certa: já vi croquetes melhor embrulhados que a Nicole Kidman na noite dos óscares. Por isso, continuem..


publicado por João Maria Condeixa às 09:25
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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 12/10/10

A personagem era tipicamente lisboeta. Deitado na marquesa do "psicólogo" Bruno Nogueira, os bigodes que falavam para a televisão, interrompidos pelos tiques que o álcool foi criando, deitavam cá para fora um dos estereótipos do macho de Lisboa.

Sim, porque no Ribatejo e Alentejo há Marialvas, mas por Lisboa há uma espécie não classificada que vive escondida na Madragoa, Alfama e Castelo e que, embebida em vinho carrascão, tenta esquecer aquilo que por infelicidade nunca conseguiu ser: um verdadeiro filho da mãe.

 

Eu explico: dizia o tal lisboeta que apanhava da mulher sempre que chegava a casa. Que levava verdadeiras sovas. E que já não conseguia "levantá-lo", mas o que gostava na vida era que lhe trocassem a mulher de quarenta e tal anos por duas de vinte. Ainda que lhe batessem também.

 

Para este senhor, vítima de violência doméstica e de morte neuronal, a felicidade e o apogeu do homem atinge-se nos antípodas da realidade que conhece, ou seja, quando é ele a diminuir, de preferência, uma "gajé boa comó milho", que não envelhece e que o adora a cada berlaitada que leva. E que quando o vê, entre outros machos lá na tasca, vem submissamente perguntar o que quer ele para jantar, esperando depois levar o apalpão da praxe perante a plateia de amigos. E nada disso a apoquenta, pois sabe que tem em casa um tigre na cama com a glande mais proeminente que alguma vez a humanidade viu e que só isso lhe basta para compensar os desvarios do latino alfacinha.

 

Este é o sonho dele. Como não o cumpre, nem em 1%, afoga-se no mosto fermentado do tinto. E como ele há ainda outros tantos que  também se dizem homens.


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Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 26/8/10

 

Quando Deus criou a mulher, deixou-a cair num caldeirão de mielina, tornando-a, para todo o sempre, refém de acelerados impulsos nervosos. A mulher é uma cisterna gigante dessa substância verde e viscosa que aparentemente é responsável pela boa condução das descargas eléctricas que fazem de nós ser pensantes, actuantes e sensíveis.

 

São as mulheres que, da mais perfeita paz de alma, conseguem saltar para a histeria completa ao verem uma barata ou um rato. São elas que, da mais banal conversa de cabeleireiro, conseguem criar uma nervosa e apaixonante - para um público feminino, pois claro! - novela que dura dias e deve ser partilhada pelo maior número de amigas. São elas que, nervosamente, se queixam de terem ficado sem três dedos de cabelo quando tinham pedido para cortarem dois - who cares about an insignificant finger, when you're bold? -. São elas que, histericamente, saltam de uma gargalhada para mergulharem num choro descontrolado ao verem a Anatomia de Grey. São elas que conseguem ir aumentando o tom de voz à medida que o ponteiro da velocidade sobe. São as mulheres que arranjam um nervoso miudinho que as faz ficarem vigilantes noite dentro a tomar conta dos filhos sem parecerem cansadas no dia seguinte. São elas que descomprimem os nervos, num enervante e irritante ambiente de compras. São elas que jamais lançam para trás das costas tudo o que de banal lhes acontece da vida, mas que das verdadeiras tempestades tendem a reagir como se nada fosse.

 

São estes defeitos e algumas destas virtudes, que lhes resulta desse divino banho de mielina. Hoje deu-me para escrever sobre isso.

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publicado por João Maria Condeixa às 17:25
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Sexta-feira, 23 de Julho de 2010
por João Maria Condeixa, em 23/7/10

Porque hoje é sexta-feira e na Rússia, terra-mãe desta menina, a onda de calor bate recordes de Kalinegrado a Vladivostoque.

 


publicado por João Maria Condeixa às 09:28
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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 28/6/10

Julia Gillard é a actual líder do Labor Australiano e a nova Primeira-Ministra do país. Ruiva, solteira e mulher, chegou ao poder sem quotas paternalistas a suportarem esta tripla conjugação minoritária. Por lá, por não ter filhos, foi apelidada, numa espécie de ataque desferido ao estilo de Francisco Louçã, de ser "deliberadamente estéril" e que por isso não poderia conduzir os destinos do país. Em Outubro vai a votos e a coisa promete.

 

Sem quotas, a Austrália é feminina nos quatro primeiros lugares cimeiros: no nome do país, na Rainha, na Governadora-Geral e na actual Primeira-Ministra. Aparentemente sem lóbis, nem engenharias feministas, elas chegam lá. As nossas quando um dia chegarem não terão suado metade, o que não augura muito da qualidade que possam vir a apresentar.


publicado por João Maria Condeixa às 12:00
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 7/6/10

No dia em que, pela primeira vez, casam duas lésbicas em Portugal, uma das notícias mais vistas no jornal i é o deste beijo entre Scarlett Johansson e Sandra Bullock. O filme não tem nada de explícito e nem sequer é original, antes pelo contrário, pois ao que parece, nos EUA a coisa pegou moda desde que a Madonna pregou um na Britney.

 

Assim não entendo, por um lado tanta curiosidade e por outro tanta vontade das estrelas em chocar o público, se para ver um beijo entre duas mulheres basta ir à conservatória mais perto de si.


publicado por João Maria Condeixa às 19:22
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 26/5/10

 

Os homens não choram! - dizem-nos os mais velhos, insistentemente, enquanto somos miúdos, tentando garantir elevados índices de masculinidade, de barba rija e de pêlos no peito. Pois cedo ficamos a saber que quem choram são as meninas, as flores de estufa e os maricas - julgo que esta última não tem conotação homofóbica -.

E é nessa lógica de seres abrutalhados e insensíveis que vamos, estoicamente, crescendo e ganhando sentido do papel do homem na sociedade. O problema é quando, passados uns anos da puberdade, nos deparamos com o discurso contrário: "És um insensível, um bruto! És frio, não tens sentimentos e não percebes nada do que me afecta! - dirão 98% das mulheres portuguesas aos seus respectivos, esquecendo que a culpa não é deles - não é nossa! - mas sim de uma formatação que recebemos quando crianças e que elas agora tentam mudar.

Há quem entenda este percurso? E há quem entenda este post?

 

Eu explico: É que Mourinho, essa máquina infernal de vitórias, de liderança e mau-feitio, ao que parece, também chora. E com isso - babem mulheres portuguesas - parece ter conseguido o melhor de dois mundos. "O homem é perfeito", dirão elas "e ainda para mais tem cabelos brancos que lhe dão imenso charme e também chora! Se ao menos o meu Manel fosse assim..."

 

E a verdade é que, com tanta reviravolta na educação e formação masculina e com tantas vitórias e pormenores do Mourinho, quem fica mal na fotografia é o homem mediano, essa espécie de grande qualidade que já vai sendo rara e que as mulheres vão desdenhando.

 

Restando-lhes, a esses, como a mim, o refúgio na sabedoria popular: quem desdenha, quer comprar! E o Mourinho é um mariquinhas pé-de-salsa!!! 


publicado por João Maria Condeixa às 16:41
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Sábado, 15 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 15/5/10

Não deixa de ser irónico que a docente responsável pelas disciplina de actividades extra-curriculares de Torre de Dona Chama - sim, eu sei onde fica e já lá estive - tenha sido afastada pelo exercício de uma dita actividade extra-curricular que exerceu com garbo, beleza e um sensual e genuíno par de mamas.

 

Ao que parece, o bom senso da senhora professora não existiu e não foi capaz de discernir que para manter o respeito dentro e fora da sala de aula - como a profissão o obriga - não poderia pousar tão publica e impudicamente numa revista da especialidade. Agora anda meio mundo intolerante, não à lactose proveniente das glândulas mamárias da menina, mas ao comportamento desviante da dita, mostrando-lhe que ela teve mais a ganhar esquecendo o bom senso e o respeito, do que se tivesse ficado recatada no seu canto de professora a prazo contratada pela autarquia. Não só o protagonismo conquistado com a coisa foi ao píncaros - alguém sabe quem vem na capa da dita revista?- como se arrisca a ganhar um eventual processo judicial por ter sido afastada sem justa causa de uma função que à data de celebração do contrato em nada impedia que fizesse um tipo de trabalho destes.

 

Melhor para si, só se fosse professora de Religião e Moral, pois por cá, a moral e os bons costumes quando desatam aos gritos e perdem a sensibilidade no ataque acabam por beneficiar sempre as suas vítimas. E quanto mais essas vítimas se puserem a jeito, melhor para elas próprias.

 

Quanto ao estado da educação em Portugal, fica aqui bem retratado: o respeito e autoridade docente foi há muito perdido. A noção do valor que podem acrescentar a uma futura geração, também. A importância que reconhecem à sua função foi ralo abaixo. A realização que não encontram no mundo do ensino é crescente. Estes, como outros valores importantes para uma profissão tão digna, ficaram perdidos nas lutas entre sindicatos e ministérios que ao longo dos anos têm vindo a "educar" o ensino em Portugal, esquecendo outros aspectos igualmente, ou mais, prioritários.

 

PS - valorização confirmada hoje. Caché já terá subido.


publicado por João Maria Condeixa às 14:32
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Terça-feira, 20 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/4/10

 

E o que faz a Terra tremer? - perguntam os temerosos na sua mais perfeita ignorância -

Esqueçam a tectónica de placas e outras teorias que tenham aprendido nos livros ou aprofundado na faculdade. O que faz a Terra tremer é o adultério e estritamente aquele que é praticado por mulheres - o dos homens não só não provoca terramotos como ainda deve fazer bem ao ambiente, com certeza - .

A teoria é da exclusiva responsabilidade do clero Iraniano que vê nas mulheres adúlteras, e naquelas que mostram para além do que a burka permite, a causa para tal catástrofe natural:

"Many women who do not dress modestly ... lead young men astray, corrupt their chastity and spread adultery in society, which (consequently) increases earthquakes," Hojatoleslam Kazem Sedighi was quoted as saying by Iranian media. 

 

Pois que chegou o Verão e com os umbigos à mostra o treme-treme irá aumentar, está visto. E aquela região do globo a que uns chamam "Anel de Fogo" não é mais que uma coisa do Demo - talvez daí o nome - onde as meretrizes pululam e as pérfidas mentes buscam saciar as devassas fantasias. Eu, que não me sinto nenhum santo, pelo sim, pelo não, fico mais descansado em saber que o meu prédio é anti-sísmico - nome que nunca entendi, pois soa a repelente de terramotos, mas mais não é que um sistema que se limita a minorar o seu efeito -. 

Já noutras zonas da cidade as certezas não podem ser tão grandes: as construções não são deste género e nas esquinas vivem mulheres de "má-vida". Acautelem-se!


publicado por João Maria Condeixa às 16:03
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Quinta-feira, 8 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 8/4/10

O que eu mais gosto nas corridas TV da RTP. Por favor, não acabem com as noites do Campo Pequeno!


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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 6/4/10

 

Quanto a vocês, não sei, mas eu estou disposto a trocar o meu fashion adviser de magreza canichiana, voz afectada e tiques afeminados por esta mulher de gema e de peso, futura estilista portuguesa, que trata as outras por "gaija" e que crítica essa fonte secular de maus cheiro adolescente: o Áll Stáre! (favor ler com todas as letras e com o respectivo sotaque do Norte!)


publicado por João Maria Condeixa às 23:22
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Quarta-feira, 17 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 17/3/10

 

Chegou o Sol e as mulheres portuguesas redescobriram lá por casa aqueles óculos enormes que teimam em esconder-lhes a cara e a deixar na dúvida o sexo oposto quanto à beleza que estará por debaixo da dita máscara.

Passam por mim no trânsito, nos passeios, por todo o lado, carregadas de adereços, reflexos e madeixas que não lhes ficando mal, produzem, no entanto um som de quinquilharia andante e uma expectativa que na maioria das vezes não é correspondida "ao levantar do óculo".

 

Arranjem-se, produzam-se, mas tirem lá, sff, essa viseira que vos cobre a cara e que não me deixa apreciar o rimel que empasta as naturalmente belas pestanas que vos dão tanta vida! 

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publicado por João Maria Condeixa às 13:12
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por João Maria Condeixa, em 17/3/10

Em que(m) pensarão os holandeses se não há listas de espera?


publicado por João Maria Condeixa às 10:36
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Terça-feira, 16 de Março de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/3/10

A Igualdade faz-me rir. Provoca-me risos do nada, sobretudo quando resulta da fértil imaginação daqueles libertadores que, errando a década, se intitulam filhos fashion dos donos de Abril. Eles que já foram lá fora "ao estrangeiro", não por exílio, mas em turismo e que aqui e ali beberam das mentalidades mais modernas e dos cafés mais intelectuais, só podem viver na perpétua angústia de quem nunca alcança a moda que persegue. 

E como o que faz falta é animar a malta, hoje inventam-se as quotas na AR para as mulheres e amanhã pune-se nos ginásios quem as trate como tal.

Em vias de extinção fica o british gentleman que jamais arriscará uma multa para abrir uma porta ou ceder passagem ao sexo oposto.


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Leia atentamente este folheto antes de tomar a constituição como sua.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
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