Segunda-feira, 14 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 14/3/11

 

Contrariamente ao que muitos tentam fazer passar, a manif contou com um mar de gente quase tão impressionante como o tsunami do Japão. Gente de esquerda que farta da própria esquerda roubou as ruas aos comités e aos berloques e se misturou com gente de direita, de pullover aos ombros, que se borrifou nos conselhos conservadores dos paizinhos e achou que, também para eles, era hora de mudar e assim se juntou a outros que lá estavam, uns de cabeças rapadas e vestidos de preto, outros de rastas com ganzas no bucho, na mona e, para reserva -  sobre a orelha; Mais uns com filhos ao colo, outros ao colo dos filhos. Uns de megafone em riste, outros de máquina fotográfica em punho ou de cartolina estridente. Todos descontentes com o actual estado das coisas. A manif foi pacífica, espôntanea e fez história.

 

Mas, tal como não sabia por que rua seguir depois do Rossio, também foi difícil perceber que rumo queria para o dia seguinte: se por um lado se queixava do presente, destes políticos e das reformas que lhes estavam a propôr, por outro lado recuperou Vitorino ou Fernando Tordo, como símbolos, esses que também foram símbolos da outra revolução e do modelo que nos trouxe até aqui. Também eles enquanto caras de uma revolução teimam em dar o lugar a outros.

Se por um lado se queixava de que as novas ideias e o futuro, não têm espaço em Portugal e que este país não é para jovens, por outro lado recuperava motes anacrónicos do 25 de Abril e reclamava para si conquistas dos papás que não se coadunam com a globalização e a constante mutação dos dias de hoje. Mais um pouco e propor-se-ia a uma nova constituição. Igual à que temos, mas nova, pois claro!

 

É por ter ido ao baú que esta onda, do tamanho do tsunami do Japão, não foi mais devastadora. Vai deixar mossa, é verdade. Mas apenas neste governo, quando o que se pretendia era que deixasse mossa nas consciências e no Estado.

 

Eu, por mim, não quero um país socialista, nem socializante. Preciso de uma Avenida da Liberdade num país mais liberal. Falta que os outros definam que Estado querem, para que isto mude de facto.


publicado por João Maria Condeixa às 15:15
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Sexta-feira, 11 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/3/11

Com os reformados a juntarem-se agora à "geração à rasca", os protestos de sábado passam a um 2 em 1: manif + marcha lenta.

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publicado por João Maria Condeixa às 15:38
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por João Maria Condeixa, em 11/3/11

A manif de Sábado já mudou de nome. Passou de "geração à rasca" para "gerações à rasca", depois das novas medidas anunciadas hoje pelo governo.

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publicado por João Maria Condeixa às 15:21
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por João Maria Condeixa, em 11/3/11

Depois de Cavaco, Sócrates tem mais motivos para ir à manif. "À rasca" e com o lugar mais precário do momento, Sócrates já só pensa em chegar a casa para pintar a faixa com Teixeira dos Santos.


publicado por João Maria Condeixa às 11:03
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 9/2/10

E já há tantos dispostos a isso: 31 da Armada; 5Dias; Portugal dos Pequeninos, Vila Forte; Aventar; Insurgente; Clube das Repúblicas Mortas; Tradução Simultanea;  Vasco Campilho; Republica do Caustico; Blogue de direita; Blue Lounge; Cachimbo de Magritte; Cocanha; Corta-fitas; Golpe de Estado; Impensável; Impertinências; Impressões de um boticário de província; Inflaccionista; Intervenção Maia; Nortadas; Portugal Contemporâneo; Papa-Açordas; Centenário da República; Vida breve; Correntes; Terra portuguesa; O fio dos dias; Braga maldita; Anabela Magalhães; Cortar da direita; O estado da educação e do resto; Promova; The Braganza Mothers; Le rouge et le noir; Octavio V Gonçalves; ABC do PPM; Dedos em ristefliscorno; Democracia em Portugal; Vento Sueste; Kl@ndestino; Porta da Loja; Espumadamente; tasquinha; A curva da estrada; A casa dos discus; Palavrossavrvs Rex;  Pleitos, apostilhas e comentários; Profblog; Cláudia Köver; Delito de opinião; Gladius; Do Portugal profundo; Estado Sentido; CPGondarBomba Inteligente; Pensamentos desblogueados; Ofício diário; Em@; tasquinha; Um jardim no deserto; Adufe; O número primo; Hora absurda; O último pingo; A página do Mário; MUP; Don Vivo; Donatien alphonse françois; Oeiras local; Direito de opinião; Pérola de cultura; Gavajelly;

Trabalho de sapa roubado ao Gabriel Silva do Blasfémias. As assinaturas já passaram as 6000 e a lista continua a crescer... Já se pode pensar em ver discutido o assunto em plenário na AR!


publicado por João Maria Condeixa às 20:32
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Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
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