Segunda-feira, 10 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/10/11

Alberto João manteve a maioria mas nada permanecerá como antes. Sob medidas de austeridade, limitado nas acções por lhe irem apertar os cordões à bolsa, sem estar habituado a "reinar" com recursos limitados, Alberto João terá dificuldades em permanecer no seu posto.

Encontrará o CDS na oposição, motivado pelo seu melhor resultado de sempre, que capitalizou toda a descida de Alberto João e que se mostrou como partido responsável pela primeira derrota do PS, depois das legislativas. Aliás, os socialistas foram derrotados pelo CDS por ter sido este o único partido capaz de constituir a verdadeira alternativa responsável, denunciadora e capaz de vir a assumir-se no futuro. Por isso tanto cresceu o CDS. Já o PS, não tendo sido capaz de encarnar esse registo, transferiu os seus votos (5%) para o PTP, esse "fenómeno familiar". Quanto ao BE, pode-se dizer que viu descer um PAN de fundo sobre si, que lhe roubou o único deputado. Louçã não pode estar satisfeito.

 

Rematando, para Alberto João, pior do que perder votos, é ter perdido espaço para esbanjar dinheiro. Vem aí um futuro diferente.


publicado por João Maria Condeixa às 16:26
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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/10/11

O que Alberto João Jardim fez, o PS e José Sócrates e os últimos governos em Portugal também fizeram, indo para além das suas possibilidades, gastando para lá daquilo que produziam, hipotecando, sem olhar a um crescimento sustentável, o futuro que se avizinhava.

Com isto não pretendo defender AJJ - aliás, se interessados houver, bastará verem posts anteriores sobre a questão da Madeira para perceberem que estou longe de desculpar o senhor -  mas a verdade é que ele não fez o que outros não tenham também feito. Só que, como ouvi bastantes vezes em novo: "com o mal dos outros posso eu bem!". Portugal não pode continuar por este caminho, por muitos ou poucos, que o pratiquem. Por muito irrelevantes ou importantes que sejam os arautos keynesianos, Portugal não pode voltar a gastar para lá das suas possibilidades.

 

Mas a última palavra cabe ao povo, ao eleitorado. E o povo não gosta de ser contrariado e perante cavalo dado não olha o dente. Razão pela qual não estranhe, nem questione, o crescimento exacerbado, a parafernália de obras públicas, a pertinência do investimento. Conquanto for vendo obra feita, para ele, eleitorado, está tudo bem. Mesmo em casos limite, como foi o de Isaltino, em que o PSD lhe retirou - e bem - a confiança política e o eleitorado - mal - o reelegeu. O eleitorado tem um fetiche para o voto do betão. Mesmo que este lhe venha a sair caro.

 

O eleitorado prefere adiar sacrifícios e, como Alberto João Jardim, pagar mais tarde. Mesmo que isso represente uma factura bem mais cara.

Só que esse comportamento, seja no continente ou nas ilhas, já devia ter os dias contados faz tempo.


publicado por João Maria Condeixa às 12:15
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Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 2/9/11

Alberto João Jardim consegue ser oposição a si próprio, na mesma frase e várias vezes à semana. Sempre que aponta o dedo ao PS ou ao continente, dizendo que a situação se tornou insustentável por um comportamento despesista, fala contra si e o seu igual comportamento. Às terças, quintas e sábados critica aquilo a que se dedica às segundas, quartas e sextas sendo que o domingo é para o carnaval!

Não fosse empregar meio mundo e o poder já teria mudado. Mas pode sempre dizer que a coisa é semelhante nas autarquias do continente.


publicado por João Maria Condeixa às 09:38
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Sábado, 27 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/2/10

Aqueles que andam de catástrofe, em catástrofe, que vieram do Haiti para a Madeira e a exploram, incansavelmente, não deviam ter já feito as malas e partido para o Chile ou para o Japão?


publicado por João Maria Condeixa às 12:53
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