Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/10/11

O que Alberto João Jardim fez, o PS e José Sócrates e os últimos governos em Portugal também fizeram, indo para além das suas possibilidades, gastando para lá daquilo que produziam, hipotecando, sem olhar a um crescimento sustentável, o futuro que se avizinhava.

Com isto não pretendo defender AJJ - aliás, se interessados houver, bastará verem posts anteriores sobre a questão da Madeira para perceberem que estou longe de desculpar o senhor -  mas a verdade é que ele não fez o que outros não tenham também feito. Só que, como ouvi bastantes vezes em novo: "com o mal dos outros posso eu bem!". Portugal não pode continuar por este caminho, por muitos ou poucos, que o pratiquem. Por muito irrelevantes ou importantes que sejam os arautos keynesianos, Portugal não pode voltar a gastar para lá das suas possibilidades.

 

Mas a última palavra cabe ao povo, ao eleitorado. E o povo não gosta de ser contrariado e perante cavalo dado não olha o dente. Razão pela qual não estranhe, nem questione, o crescimento exacerbado, a parafernália de obras públicas, a pertinência do investimento. Conquanto for vendo obra feita, para ele, eleitorado, está tudo bem. Mesmo em casos limite, como foi o de Isaltino, em que o PSD lhe retirou - e bem - a confiança política e o eleitorado - mal - o reelegeu. O eleitorado tem um fetiche para o voto do betão. Mesmo que este lhe venha a sair caro.

 

O eleitorado prefere adiar sacrifícios e, como Alberto João Jardim, pagar mais tarde. Mesmo que isso represente uma factura bem mais cara.

Só que esse comportamento, seja no continente ou nas ilhas, já devia ter os dias contados faz tempo.


publicado por João Maria Condeixa às 12:15
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/2/10

Há uns meses atrás vi o primeiro espirro resultante de um vírus grave ser lançado por Guilherme d'Oliveira Martins - e não falo dessa patranha mundial do H1N1 em que a nossa Ministra da Saúde parece ser a única pessoa ainda crente -.

 

Falo de um vírus que ataca aqueles que de tanto defenderem o investimento público acabam por cair em extremismos sem sentido. O Presidente do Tribunal de Contas lá para meados de Outubro, ao estilo dos anos 30, defendendo o investimento público, dizia: "Mais vale fazer e fazer mal, do que nada fazer!"

Foi um espirro que praticamente passou despercebido mas que parece ter infectado umas quantas mentes humanas portuguesas que também elas agora indicam que o rumo a seguir é aquele onde se devem disfarçar a todo o custo as estatísticas de hoje, nomeadamente as do desemprego, para pagar - se conseguirmos! - amanhã. Onde foi parar aquela conversa da sustentabilidade?

 

Ao que parece o vírus chegou à Ordem dos Economistas e faz com que o seu Bastonário cometa destes dislates: "O fundamental, neste momento, é que haja investimento. Sob a forma de investimento público ou em articulação com o sector privado.. Já nem interessa se esse investimento é rentável ou não!"

 

Responderão o mesmo a cada projecto empresarial que lhes passa pelas mãos? É que eu estou cheio de ideias mas confesso que tenho algum medo (é mesmo isso, só medo) de arriscar!

 

via Albergue Espanhol e Balanced Scorecard


publicado por João Maria Condeixa às 16:55
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