Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/8/11

Substituam as lojas por árvores, os vândalos por pirómanos contratados, o betão pela floresta e digam lá se Portugal não sofre do mesmo mal a cada Verão que passa. Lá agravam a situação de todos pilhando as coisas dos outros. Cá agravam a situação de todos pegando fogo àquilo que também é seu.


publicado por João Maria Condeixa às 10:23
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2010

O país arde. Em parte porque o interior vai sendo cada vez menos apetecível para lá se viver, o que se reflecte, nalguns casos, no abandono das terras que se tornam pilhas perfeitas para pirómanos acalmarem os seus devaneios ou criminosos deflagrarem os seus infernos.

 

Enquanto isso, o Estado - aquele que já provou não ser capaz de substituir o privado na limpeza de biomassa - continua a despovoar o interior redireccionando fundos das regiões mais pobres para alimentar a modernização da Administração Pública em Lisboa:

"...em Junho deste ano, os fundos destinados ao Norte, Centro e Alentejo, e que serão contabilizados como se lá tivessem sido gastos, serão investidos na capital do País. [...] os fundos investidos em Lisboa já ultrapassam os 154 milhões de euros (um aumento de seis milhões em meio ano), sendo que a modernização da máquina da Administração Pública foi a que mais dinheiro recebeu."

O que o Estado gasta no combate a incêndios e apoiar os que foram vitimados pelas chamas, podia ser evitado se não fugisse ao comprometimento anteriormente firmado com o interior.

 


publicado por João Maria Condeixa às 15:45
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Sábado, 14 de Agosto de 2010

Até acredito que não seja essa a intenção do Luís Rainha ao escrever este post, mas a verdade é que denuncia - e bem - as consequências destes intervencionismos esquizofrénicos pontuais do Estado. Sempre a custo dos próprios, vamos tentando responder àquilo que o Estado, em determinado momento, para responder a um problema em concreto, sem qualquer plano a longo prazo, definiu ser a resposta: num momento mandou arborizar, senão expropriaria. Noutro momento, pensa em desmatar, caso contrário também expropria.

 

É no que dá estarmos tão pendurados no Estado. Em vez de, como noutros países, ser o privado a acautelar o bem comum, como por exemplo, a conservação da estrada à frente de casa, a manutenção dos baldios circundantes, etc. preferimos ter o Estado a invadir aquilo que é nosso e a ditar, ao sabor do vento, o que no momento lhe convém.

 

Em vez de ser a esfera privada a articular-se para construir a pública, temos, sempre sob o pretexto do objectivo nacional ,a liberdade individual a amolecer e a ser descascada.

 

As florestas também ardem por preferirmos que outro - o Estado - faça. E como é sabido: quem quer faz, quem não quer, manda!


publicado por João Maria Condeixa às 15:18
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/8/10

"A terra a quem a trabalha!". Foi este o mote em que a reforma agrária se refugiou, desvirtuando o conceito de propriedade, para reclamar para os trabalhadores o solo que não lhes pertencia.  Longe de querer discutir esse conceito, por saber, à partida, que jamais chegaríamos a um entendimento, a diferença, Tiago, é que hoje, aquele que se propõe a ficar com a terra, é justamente aquele que nela nada faz.

 

Um Ministro ao pretender que o Estado reclame para si as terras abandonadas dá a entender que não conhece a sua própria casa, nem as capacidades que tem para a arrumar. É que a bandalheira, que aqui denuncias, é muito maior por parte do Estado do que por parte dos privados. Basta ver aqueles que diariamente têm saído sacrificados, a apontarem o dedo ao seu vizinho "Estado" como co-responsável pelo cenário que agora vivemos, ao não cuidar daquilo que já é seu. Imagino o que seria se ainda tivesse mais.


publicado por João Maria Condeixa às 12:11
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 11/8/10

O Estado obriga os proprietários à desmatação e limpeza de biomassa como medida de prevenção a incêndios. Quem não o faça poderá incorrer numa coima por negligência. Enquanto os fogos lavravam, quantos foram aqueles que apareceram a queixar-se do seu vizinho - o Estado - por não ter limpo aquilo que lhe pertence e por isso ter favorecido o descalabro que está a acontecer país fora?

 

Bem prega Frei Tomás: faz o que ele diz, não faças o que ele faz.

 

E ainda assim, por incrível que pareça, o Estado prefere negociar com os presidiários uma playstation 2- que originou há semanas uma greve de fome - do que os aproveitar para a limpeza de matas, terrenos e florestas, com medo que os meninos partam uma unha e se queixem a Ana Gomes de viverem em Guantânamo.


publicado por João Maria Condeixa às 11:40
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Domingo, 8 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 8/8/10

 

Ontem Moscovo deitou-se assim. Por razões bem diferentes, Portugal, ou pelo menos Lisboa, onde hoje tive de apanhar a roupa encharcada que estava estendida lá fora, não acordou muito diferente. Contrastes do aquecimento global, mas na mesma um capacete que não nos deixa ver o Sol em Agosto.

 


publicado por João Maria Condeixa às 15:36
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