Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 29/8/11

Quando o filho contraria o pai corre o risco de ser deserdado. Quando o pai já pensava em deixar a herança a outros, a perda não é grande. Este sinal do PSD e de Passos Coelho não é uma afronta - tão pouco é o tremer da cooperação estratégica pois esta nem sequer foi declarada -.

É antes um marco na vida do PSD que veio confirmar aquilo que a constituição deste Governo já tinha indiciado: o cordão umbilical começa a ser desfeito.

 

Cabe agora a Cavaco Silva aceitar o facto com naturalidade para que na reforma possa gozar os netos.


publicado por João Maria Condeixa às 22:35
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 25/8/11

My name is Rico, Amé..Rico!


publicado por João Maria Condeixa às 22:01
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por João Maria Condeixa, em 25/8/11

Amorim diz não ser rico, mas antes trabalhador. Eu digo o mesmo. Só que ao contrário de mim ele pode acreditar totalmente na minha afirmação.

 

Mas se esta afirmação foi infeliz, todas as outras, nacionais ou estrangeiras, não o foram menos. Em vez de dizerem que sim e de se armarem em beneméritos de circunstância - pois se o quisessem mesmo ser já podiam ter feito avultadas doações sem que nada os impedisse - deveriam antes ter dito que não andam a gerar riqueza para alimentar vícios de ricos e que enquanto o Estado não aprender a conter a sua despesa, a gastar apenas o que tem, a aumentar a eficiência redistributiva e o retorno dos seus impostos, então não valerá a pena contar com eles mais do que já conta.  

 

Não o terem feito é darem espaço a que hoje sejam taxados os super-ricos, amanhã os muito-ricos, depois de amanhã os ricos-assim-assim and so on, até ao último da cadeia alimentar, sem que o Estado - esse que precisa de ser educado - emagreça tanto quanto se deseja!

 

Os ricos já contribuem proporcionalmente mais, de acordo com os seus rendimentos, para o sistema. A prioridade sim, deve ser a diminuição do Estado e das suas superfluidades e o combate à evasão fiscal. Só assim vamos lá sem que amanhã nos voltem a pedir mais e mais.


publicado por João Maria Condeixa às 11:09
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Quinta-feira, 24 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 24/3/11

Sabem o que eu vos digo? Que a maioria dos políticos portugueses e a comunicação social que os rodeia são impostodependentes. Não vivem sem pensar em impostos, estremecem no segundo em que se privam de uma boa discussão sobre o tema e têm erecções só de imaginar que vão mexer numa apetitosa taxa.

 

É um tema que os excita, bem sei, mas lamento informar que, tal como havia mais "vida para além do défice", também há mais soluções para além da subida de impostos. Podem não se conhecer as contas públicas - e admito que esse desconhecimento possa ser assustador e condicionar a apresentação de propostas - mas insistir, ainda para mais à primeira oportunidade, sempre na mesma solução, parece-me doentio.

 

Portugal precisa de um rehab fiscal. De alguém que esteja disposto a ir ao osso, a fazer uma cirurgia, em vez de tratar tudo com aspirinas pagas pelo contribuinte. Parem de imitar aquelas inspecções da tropa que tudo curavam com uma só receita: "tussa!" "diga 33!" "Duas aspirinas...próximo!"


publicado por João Maria Condeixa às 16:01
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Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 2/2/11

Enquanto as revoltas não dão a volta ao Mediterrâneo e chegam a Portugal para o povo começar a reclamar uma mudança de rumo - tenho essa leve esperança que isso aconteça antes da vinda do FMI - resta-nos ir assistindo com cara de muito parvos às diarreias que cada um vai tendo sobre o Egipto - também gosto do serviço público que a RTP está a prestar ao chamar-lhe Egito - e os seus restantes vizinhos.

 

É bom perceber que todos sabem imenso sobre aquela zona do globo e os regimes que por lá se respiram, quando até há bem pouco tempo a Tunísia era apenas uma estância de férias, o Egipto um enorme sarcófago a visitar - que muitos desconheciam ser uma ditadura - e a Jordânia e a Síria meros vizinhos de Israel, um com uma rainha gira e o outro com um armamento digno de registo.

 

Deixem de se armar em especialistas e em Nuno Rogeiros de segunda categoria - o que tem mais piada é que a maioria até gozava com o seu excesso de opinião antes dele se recolher - e passem antes para os assuntos internos. Ou já se esqueceram que por cá as coisas também estão a arder e que este mês já se começou a sentir a redução salarial e o aumento de impostos, o corte no dinheiro disponível para o consumo e consequente falta de circulação de moeda que, em conjunto com a falta de crédito para as poucas empresas produzirem, rebentará com a nossa saudável economia, tudo para alimentar a monstruosidade de uma despesa que teimosamente continua sem querer emagrecer, enquanto o vosso PM apregoa as 7 maravilhas do seu reinado com todos os ministros de que dispõe aterefados a inaugurarem escolas na tentativa quase alcançada de fazer esquecer os protestos - mais um, but who's counting? - na educação?

 

Isso, preocupem-se muito com os de fora e qualquer dia temos um a imolar-se na Praça da Figueira e só aí é que se vão lembrar que por cá imperava a ditadura da mentira.


publicado por João Maria Condeixa às 09:10
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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/1/11

 

Não sei o que é pior para Portugal: se o aumento de impostos, se o conformismo estampado no rosto de cada um dos entrevistados nestes primeiros dias do ano. Dão-lhes merda para comer e eles queixam-se da falta de sal. Vão-lhes ao bolso e eles limitam-se a encolher os ombros e a dizer que o melhor é não fazer contas à vida. Ao microfone, no pouco tempo de antena que lhes dão, praticamente nenhum se queixou do saque via impostos. Resignados em frente à câmara, guardam a insatisfação, o desalento e a revolta para as conversas de café, de táxi, de cabeleireiro ou mesmo de casa - até porque a mulher é melhor saco de boxe que a menina bonita da televisão -.

 

365 dias a chorarem o voto errado, a escolha incorrecta, a insultarem os governantes e respectivas mãezinhas para naquele segundo abrirem o sorriso e dizerem um vazio: " pois, tem de seri. É a crise, né?".

 

Esquecem-se que os 5 cêntimos extra que hoje pagam por um café, sai-lhes do bolso, mas não vai para a caixa registadora do pasteleiro, nem para a do distribuidor do grão, nem mesmo para a do fabricante que o torra. Este dinheiro não servirá para estimular a economia, mas sim para alimentar a máquina estatal que ainda este ano lhes irá saquear mais, via IRS e deduções fiscais. Sim, a mesma máquina que em 2010 e em anos anteriores se queixavam de alimentar sem que dela sentissem vir qualquer retorno.

 

É quase trágico, que de um dia para o outro, com a passagem de ano, tenham esquecido essa injustiça e tão prontamente sorriam para câmara.


publicado por João Maria Condeixa às 11:30
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Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 31/12/10

 

(fotografia brasileira)


publicado por João Maria Condeixa às 19:27
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Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 4/10/10

Gosto da forma como os comentadores e cronistas em geral apelidam as medidas do governo de "draconianas". Fazem-no agora, como há 4 meses atrás e pelo que escrevem, pela falta de esperança que têm na coisa - como é normal e compreensível - preparam-se para fazê-lo novamente daqui a outros tantos meses.

 

A esta hora deve andar o senhor a dar voltas na tumba cada vez que usam o seu nome em vão. É que "às leis" não basta escrevê-las.


publicado por João Maria Condeixa às 18:27
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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 30/9/10

Com o PEC II, o PS tinha-se comprometido a controlar a despesa pública. Como não o conseguiu fazer, vai desviar o fundo de pensões da PT para cumprir a meta do défice e, posto isto, volta a pedir aos partidos da oposição que se deixem novamente enganar quanto às suas intenções para com a despesa e aos contribuintes quanto às suas intenções para com a receita. O problema na despesa não será tratado e a receita servirá para tapar os buracos que abriram e que irão continuar a abrir para tapar o sol com a peneira.

 

Acautelar tudo o que possa promover a destruição de emprego, do tecido empresarial e consumo privado fica para as calendas. E depois a outra é que era obcecada pelo défice.


publicado por João Maria Condeixa às 11:00
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/9/10

...não há uma única aplicação financeira com taxas de crescimento maiores que a do IVA.

Temas: , ,

publicado por João Maria Condeixa às 17:55
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por João Maria Condeixa, em 29/9/10

Há quem lhe chame "spin". Há quem veja uma arte neste turbilhão de informação e contra-informação, sem perceber que o país precisa de um rumo e que os portugueses têm direito a conhecê-lo fora destas encenações, estratégias partidárias e agendas governativas. Ontem não havia por onde cortar na despesa, hoje tudo mudou e é prioritário reduzi-la. E o PS consegue vir dizer isto sem se rir, sem dar parte fraca, como se tivesse inventado a roda e os outros partidos nunca tivessem, sequer, aflorado o assunto.

 

Isto não crendo que terá sido um puxão de orelhas do Presidente da República que os terá feito arrepiar caminho. Para isso era preciso também acreditar no Pai Natal.


publicado por João Maria Condeixa às 15:55
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 24/5/10

Vejamos no que cortam os britânicos em vez de aumentarem os impostos:

Ao todo, afirmou o ministro das Finanças, George Osborne, serão poupados 6,5 mil milhões de libras (7,5 mil milhões de euros) em “despesas inúteis” no sector público mas meio milhão de libras (579 milhões de euros) será “reciclado” e usado noutras áreas. Por cá, temos Teixeira dos Santos e o bloco central. 


publicado por João Maria Condeixa às 15:50
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por João Maria Condeixa, em 24/5/10

Podíamos viver e enfrentar a crise, dar a volta por cima, cortando na despesa e sem necessidade de recorrermos a subida de impostos, como estão a fazer no Reino Unido os recém-chegados conservadores e democratas-liberais?

 

Poder, podíamos, mas não seria a mesma coisa. E como sabemos, peritos a manter-nos "nesta mesma coisa de sempre", são os partidos do bloco central. Porque para pagar as ideias socialistas dos meninos, estamos cá nós e é tudo uma questão de furos no cinto. 


publicado por João Maria Condeixa às 14:32
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Quarta-feira, 19 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/5/10

Graças a Deus - e a Tim Berners Lee - há a internet, caso contrário, o desperdício de papel nos jornais com a cobertura ao desnorte do governo seria uma das causas da desflorestação na Amazónia. Bem sei que a Europa muda muito no espaço de 3 semanas, mas o que se diz às 10h da manhã sobre rectroactividade nos impostos, não pode ser desmentido à tarde pelo Primeiro-Ministro, sob pena de acharmos todos que o governo está desnorteado e o país desgovernado!

Prendam aqueles que fazem declarações do tipo ejaculação precoce - daquelas que dão azo a correcções também elas feitas em cima do joelho - caso queiram manter alguma seriedade e credibilidade governativa. Mas lembrem-se que se o fizerem, provavelmente, não lhes sobrará ninguém.

 


publicado por João Maria Condeixa às 16:35
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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 13/5/10

Por via do consumo interno: separe e aumente 3 escalões do IVA. Taxe ainda mais o rendimento ao mesmo tempo que assiste à subida da inflação, ou seja, do custo de vida. Corte disfarçadamente nas deduções fiscais - dizendo que não representam aumento de impostos - e verá o seu rendimento disponível ao final do ano entrar numa extraordinária redução. Não o tendo, não o poderá gastar e deixará de ser peça promotora de crescimento económico.

 

Apure tudo muito bem - ou deixe-se entrar em apuros caso aquilo que hoje lhe sobra seja à risca para pagar os créditos contraídos - e continue a votar naquele que há 15 dias lhe prometia não aumentar impostos ou naqueloutro que há 3 semanas se dizia capaz de votar contra o PEC ou reformular um Estado, acabando com institutos públicos em catadupa, gestores públicos sorvedoures, obras públicas sacrificadoras sem retorno e outros despesismos.

 

Enfim, aquele que se dizia capaz de resolver pela despesa este problema, mas que pondo o partido acima do país, manteve lugares, institutos e posições que no futuro lhe farão falta para ocupar e "emboysar" e que por isso se viu obrigado a aliar às Sócretinices do seu Primeiro!


publicado por João Maria Condeixa às 21:16
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Leia atentamente este folheto antes de tomar a constituição como sua.
Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico, farmacêutico ou constitucionalista de família.
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