Quarta-feira, 1 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/6/11

Os partidos quase não falaram do memorando durante a campanha. Fugiram dele como o diabo da cruz, como se não tivessem de o executar. Foi de todos, sem excepção, a grande falha. Mas houve um partido que falou menos que os outros, ou antes, falou, mas sempre que o fez faltou à verdade, ou seja, é como se tivesse falado em valor negativo.

 

O PSD e o CDS, pouco falaram, mas quando o fizeram acrescentaram conhecimento esclarecendo o país e os portugueses. O PS, mais concretamente José Sócrates, sempre que o fez roubou-nos conhecimento,  ludibriando cada um de nós. Basicamente o que tem feito no governo até hoje sobre as contas públicas.

 

A pergunta é: e ainda tem o descaramento de pedir o voto aos portugueses?


publicado por João Maria Condeixa às 22:41
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Quarta-feira, 4 de Maio de 2011
por João Maria Condeixa, em 4/5/11

Do que pude ver do memo da troika - na diagonal pois vim experimentar as urgências de um hospital antes que tudo mude - fiquei com a nítida noção que não é um PEC IV mas que ainda que fosse, seria sempre areia a mais para a camioneta socialista refém de tantos interesses.

 

No PEC IV não falavam numa reforma administrativa do país e agora fala-se. No PEC IV não falavam em privatizações de empresas públicas e agora fala-se. No PEC IV não se falava em impostos e agora fala-se. Não se falava na uniformização do IVA. Não se falava em muito do que agora se fala pois o PEC era mais um remendo e não a cura!

 

Mas mesmo que se falasse, reitero o que sempre disse: o maior problema reside na execução. E como sabemos o défice do PS nesse aspecto é superior ao nacional!

 

E agora se não se importam vou tirar ali um raio-x..


publicado por João Maria Condeixa às 23:14
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por João Maria Condeixa, em 4/5/11

- Hoje para almoçar não temos arroz de pato, nem bacalhau à brás, nem costeletas do cachaço.

- Então tem o quê?

- Não há espaço para perguntas. Obrigado.

 

Se fosse consigo saía do restaurante, nunca mais lá voltava e pura e simplesmente mandava o empregado bugiar ou aguardava serenamente, uma e outra vez, que o servissem?


publicado por João Maria Condeixa às 11:52
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Quarta-feira, 6 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/4/11

Um pedido de ajuda externo tem custos certamente menores que aqueles que trazíamos de cada vez que íamos aos mercados financiar-nos. Para já hipotecámos em créditos apenas a geração que aí vem. Mais um pouco e teriamos recorrido ao fundo de estabilização financeira da Segurança Social, antecipando a sua insustentabilidade e hipotecando a geração de hoje e aquela que se prepara para "ir".

 

Por muito que custe uma ajuda externa, ela não se propõe a hipotecar o futuro e o presente desta maneira. E essa diferença importa.


publicado por João Maria Condeixa às 21:40
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Quinta-feira, 13 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 13/1/11

O que os socialistas parecem não querer entender é que, para além de uma crise financeira, Portugal atravessa uma crise de confiança que dificilmente se resolve com a permanência deste governo. Como os portugueses desconfiam da capacidade de concretização das medidas austeras apresentadas sem que existam derrapagens em paralelo, preferem que venha alguém que os leve ao inferno, mas que resolva o problema e não prolongue indefinidamente o sacrifício. Só por isso estão de braços abertos para o FMI.


publicado por João Maria Condeixa às 09:06
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Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/1/11

 

A mais recente teoria é que o FMI não pode vir por imperativos de soberania. Isto dito por alguns daqueles que engrossam as trincheiras dos  socialistas, responsáveis por, em 2010, termos passado a ser teleguiados ao retardador pela Europa, ganha especial comicidade.

 

Ainda para mais dizem-no como se a rapaziada do FMI fosse uma espécie de Filipes do Séc. XXI e estivesse numa de cá assentar arraiais indefinidamente. Ou pior ainda, como se fosse uma clonagem de incontáveis Junots que viesse pilhar o nosso querido país.

 

Mas é ao contrário, meus amigos, ao contrário. Quem se tem acomodado e despojado Portugal têm sido vós. Por isso é que eles vêm!


publicado por João Maria Condeixa às 16:25
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Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 10/1/11

Enquanto Portugal vai apurando o seu pedido de ajuda ao FMI numa panela de pressão - devagar, devagarinho, até a coisa apitar no limite da explosão - a Europa vai-se desdobrando, num acto solidário e no egoísmo legítimo de quem quer minorar o número de membros a reclamar ajuda, em declarações e desmentidos que visam ajudar o nosso país.

 

Mas e se Portugal não o conseguir evitar? Merkel e a Europa ficarão com a reputação de Teixeira dos Santos - que ignorava a crise e a desmentia - ou com a do ministro da propaganda de Saddam, o que não serve de modo nenhum a uma Europa que se quer sólida, mas também realista. E se não querem pôr os Europeus a pensar o que pensam os Portugueses de quem os dirige, então é mesmo aconselhável que não sigam por esse caminho.

 

Igualmente importante é o braço de ferro que se propõem a travar com os especuladores quando vêm em auxílio de países como Portugal, isto é: quando a Europa, contra os especuladores, se propõe a dar garantias e tranquilidade aos mercados, é bom que  se assegure que vence essa batalha, caso contrário poderá mesmo perder a guerra e no futuro ficar nas suas mãos.

 

Disclaimer: esta não é uma opinião derrotista, mas sim a posição de quem quer ver Portugal resolvido e a Europa sem mazelas.


publicado por João Maria Condeixa às 12:16
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Terça-feira, 14 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/12/10

Quinta-feira passada no BCP não pagaram as reformas a quem lá as foi tentar levantar. Segundo o banco, por falha informática. Passados dois dias não deixavam levantar açúcar nos hiper e supermercados sem que existisse um racionamento, graças, segundo os responsáveis, aos biocombustíveis - aqueles que são sempre responsabilizados em anos de subida, mas nunca lembrados como preciosos sorvedouros em anos de descida -.

 

A desculpa utilizada é irrelevante quando aquilo que lhe poderá estar subjacente é a falta de crédito que poderá ter obrigado uns a juntar "uns milhões" durante mais um dia, ou outros a não conseguirem responder à procura. Poderão ser desculpas de um país que parece estar preso por fios e prestes a receber a faixa de bancarrota a qualquer momento.

Deve faltar pouco para, em frente a lineares de supermercados vazios, se verem donas-de-casa estéricas envergando cartazes dizendo: "FMI faz-me um filho!"


publicado por João Maria Condeixa às 12:36
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/11/10

A pressão sobre aquela primeira peça de dominó era imensa. Há meses a fio que o PS aguentava um executivo trôpego, incompetente, desnorteado e descredibilizado sem que transpirasse uma gota de desunião. Sei bem que os empregos, cargos e favores, sobretudo em época de crise, são o cimento perfeito para que essa coesão permaneça, mas desta vez o PS estava a exceder-se a si próprio e a durar tempo de mais sem que uma voz crítica se destacasse.Como se nada à sua volta se passasse. Como se nem sequer Sócrates ou Teixeira dos Santos - pelo menos estes dois - estivessem a conduzir o país para o caos.

 

Mas esta semana o leilão e os juros da dívida pública acima dos 7% - aquela meta traçada por Teixeira dos Santos para, como com todas as outras, não respeitar - fizeram com que Vieira da Silva o viesse desautorizar. Ah, mas não é a primeira vez que o fazem! - dirão. É verdade. Mas foi a primeira vez que Teixeira dos Santos disse que atiraria a toalha ao chão, e que a partir desse número, recorreria ao FMI, rasgando o seu contrato de líder financeiro do país e que, por sua maior culpa, passaria essa responsabilidade para uma entidade terceira, externa, fazendo uma interregno à soberania de Portugal. E desautorizar um Ministro de Estado e das Finanças, quando este questiona as condições para se manter no lugar, varre por completo - interna e exteriormente - a solidez e credibilidade de um governo.

 

Ora isto foi o milimetro de mercúrio que faltava para a primeira peça de dominó cair. E aqueles socialistas que menos agarrados estão ao poder - por independência de carácter ou por estarem numa posição superior ao actual executivo - começam agora, paulatinamente, a soltar algumas discordâncias. Luís Amado, foi um dos primeiros. Outros somar-se-ão. Depois é esperar.


publicado por João Maria Condeixa às 15:30
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 9/11/10

Esqueçam o post anterior. Já não vão ser atiradas quaisquer toalhas ao chão. Vieira da Silva já veio desmentir a meta dos 7% de Teixeira dos Santos para recorrer ao FMI. E eu já me devia ter habituado a objectivos que o Ministro das Finanças deixa por cumprir. Esta foi só mais uma derrapagem.


publicado por João Maria Condeixa às 15:27
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Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 5/11/10

Quando os mercados fazem tudo ao contrário do que nos diz Sócrates, numa reacção diametralmente oposta às suas palavras, dando ideia de que se Sócrates diz, então é porque vai suceder o contrário, não será isso também um sinal que nos querem dar de que este senhor já não tem credibilidade para governar?

 

Um dia depois de aprovarem o orçamento e de Sócrates vir dizer não ao FMI, os juros sobre a dívida pública atingem o seu recorde e hoje, dois dias depois, o próprio FMI fala da inevitabilidade da sua vinda.

 

É caso para dizer: sei por onde vou. Vou por onde ele não for!


publicado por João Maria Condeixa às 12:00
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Quinta-feira, 28 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 28/10/10

Está meio mundo apavorado com a vinda do FMI, não pela austeridade das medidas que ele possa trazer - essas, de uma maneira ou de outra terão de ser implementadas -, não pela perda de autonomia que isso possa significar - já hoje todas as decisões tomadas são reflexo de "conselhos" externos -, não pela perda de influência que isso acarrete, nem pela desconfiança que criará nos mercados - acredito que mais rapidamente reconquistariamos essa confiança com o FMI, do que com este impasse actual -, nem pela humilhação que a sua vinda possa significar.

 

O meio mundo está apavorado com o FMI por saber que caso ele venha, passarão a ser marionetas suspensas por fios sem margem de manobra para esticar o cordel na ânsia de ir buscar mais qualquer coisa para si e para os seus. É isso que os assusta: obedecer, sem poder tirar proveitos.


publicado por João Maria Condeixa às 15:42
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Quarta-feira, 27 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 27/10/10

Cavaco ontem apresentou a sua candidatura ou esteve a prestar contas em adiantado ao FMI? É que pelo auto-elogio, pareceu.


publicado por João Maria Condeixa às 15:35
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