Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011
por João Maria Condeixa, em 17/10/11

No dia em que é anunciado um corte de 30% nos salários das Empresas Públicas, o Primeiro-Ministro é posto, por estas mesmas razões - pasme-se! - no "vermelho".

 

Pediram-se cortes, gritava-se pelos cortes, tardavam os cortes e eis que chegados a eles, berra-se contra os cortes! Por acaso já previa isto.

 

Da mesma forma que já previa que aqueles que vociferaram contra a TSU, passassem a ser dela os seus maiores adoradores. Queixam-se agora dela ter permanecido inalterada, esquecendo que, sem onerar a Segurança Social, foi encontrada uma solução que visa, tal como era pretendido, diminuir os custos de trabalho para as empresas. Em vez da descida da TSU ser convertida em carros novos para o "patronato" aumentou-se em meia hora o dia de trabalho conseguindo diluir os custos e aumentar a competitividade.

 

Nada poderá ficar como antes se querem que os cortes - como até aqui tem acontecido - não sejam mera maquilhagem. Ou se corta realmente na despesa com vista à consolidação das contas públicas ou se aumentam impostos ou então, não se respeita o acordo com a troika e aí nem salários se pagam por não haver dinheiro para isso.

 

Parte deste Orçamento de Estado, no que à despesa diz respeito - que devia ter sido feito no PEC I, em vez de com optimismo se ter preferido ignorar a crise e os erros de um país, o que agravou e muito a factura - é o que se mandou em Dezembro passado, por carta, ao Pai Natal. Não nos queixemos agora do que pedimos.


publicado por João Maria Condeixa às 22:52
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
por João Maria Condeixa, em 22/8/11

O melhor indicador de cortes na despesa e na estrutura do Estado é a discussão ideológica. Quanto maior esta for, maior será o corte. Quanto mais se falar em Hobbes, Locke e Rousseau, mais profunda e estudada promete ser a coisa. Portugal deve ser o único país do mundo onde a receita para as finanças sai de um livro de ciência política.


publicado por João Maria Condeixa às 14:22
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Quarta-feira, 13 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 13/4/11

Alegando ter retido o dinheiro do IVA para pagar salários aos funcionários da empresa metalúrgica "Oliva", João Cebola, foi condenado em 1996 por abuso de confiança. Foi o primeiro empresário português a ser detido por fuga ao fisco.

 

Longe de mim dizer que o que se passa no MAI é exactamente igual. Até porque num é o IRS e no outro foi o IVA.


publicado por João Maria Condeixa às 16:22
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Domingo, 27 de Março de 2011
por João Maria Condeixa, em 27/3/11

Não sei o que é pior: se é as pessoas não detectarem os erros ortográficos e o tom de um e-mail a ponto de desconfiarem da sua proveniência, se é, dando pela coisa, ainda assim admitirem que poderá ter vindo das finanças. Aqui fica o e-mail em causa:

 

“Caro(a) Cidadão

Encontra-se por liquidar o montante referente ao processo numero AS27183473. Pedimos que regularize a situação ou que nos forneça um contacto telefonico para quepossa-mos chegar á fala consigo.
Saiba os detalhes e referencia para pagamento do processo numero AS2718373 aqui http://www.e-financas.gov.pt/AS2718373.pdf. O não pagamento da mesma dará inicio aos mecanismos legais para boa cobrança.
Caso nao seja o portador desta dívida deverá reportar de volta para oscarmendes@min-financas.gov.pt”


publicado por João Maria Condeixa às 19:55
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/11/10

A pressão sobre aquela primeira peça de dominó era imensa. Há meses a fio que o PS aguentava um executivo trôpego, incompetente, desnorteado e descredibilizado sem que transpirasse uma gota de desunião. Sei bem que os empregos, cargos e favores, sobretudo em época de crise, são o cimento perfeito para que essa coesão permaneça, mas desta vez o PS estava a exceder-se a si próprio e a durar tempo de mais sem que uma voz crítica se destacasse.Como se nada à sua volta se passasse. Como se nem sequer Sócrates ou Teixeira dos Santos - pelo menos estes dois - estivessem a conduzir o país para o caos.

 

Mas esta semana o leilão e os juros da dívida pública acima dos 7% - aquela meta traçada por Teixeira dos Santos para, como com todas as outras, não respeitar - fizeram com que Vieira da Silva o viesse desautorizar. Ah, mas não é a primeira vez que o fazem! - dirão. É verdade. Mas foi a primeira vez que Teixeira dos Santos disse que atiraria a toalha ao chão, e que a partir desse número, recorreria ao FMI, rasgando o seu contrato de líder financeiro do país e que, por sua maior culpa, passaria essa responsabilidade para uma entidade terceira, externa, fazendo uma interregno à soberania de Portugal. E desautorizar um Ministro de Estado e das Finanças, quando este questiona as condições para se manter no lugar, varre por completo - interna e exteriormente - a solidez e credibilidade de um governo.

 

Ora isto foi o milimetro de mercúrio que faltava para a primeira peça de dominó cair. E aqueles socialistas que menos agarrados estão ao poder - por independência de carácter ou por estarem numa posição superior ao actual executivo - começam agora, paulatinamente, a soltar algumas discordâncias. Luís Amado, foi um dos primeiros. Outros somar-se-ão. Depois é esperar.


publicado por João Maria Condeixa às 15:30
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Sexta-feira, 16 de Abril de 2010
por João Maria Condeixa, em 16/4/10

 

Chega-se a casa, abre-se o correio a pensar que se tem de ir fazer o IRS até domingo e - zás! - lá dentro uma carta das finanças: "Estes gajos estão mesmo em cima de nós, Irra!" - Apre também é bonito, mas não me sai tantas vezes -.
Abre-se a carta e para espanto pessoal lê-se na primeira linha "É com agrado que...". Respira-se de alívio e deixamos de ler assim que  nos certificamos que não nos estão a pedir mais dinheiro.
As cartas das finanças são como os obituários: só lhes prestamos a devida atenção quando vemos algo que nos é familiar e por essa altura já são más notícias!

 


publicado por João Maria Condeixa às 20:22
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