Domingo, 19 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 19/6/11

 

PPC tem na sua primeira potencial derrota, a primeiríssima oportunidade para, declaradamente, se assumir  diferente de José Sócrates e do seu governo. Fosse no passado e uma má opção teria já sido disfarçada, desmentida e distorcida até parecer que nunca tinha sido tomada. Passos Coelho tem de ir a jogo com a decisão que tomou - ainda que eu a ache má e frágil - para que não restem dúvidas que estamos perante outro género político.

 

A Nobre cabe proceder com igual coerência, saíndo pelo seu pé, minimizando assim os prejuízos sobre o partido que o acolheu e recuperando alguma da credibilidade política do passado.

 


publicado por João Maria Condeixa às 18:34
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Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 15/6/11

Do governo, o que é do governo. Dos partidos, o que é dos partidos. Da Assembleia, o que é da Assembleia. Passos Coelho assumiu junto dos seus eleitores um compromisso que deve honrar, sem que o descarte, agora, para a esfera do governo. Parece-me uma boa leitura e sinal de bom entendimento entre os dois partidos, esta conclusão a que chegaram. E vai de encontro ao que aqui disse.


publicado por João Maria Condeixa às 13:06
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Segunda-feira, 13 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 13/6/11

Fernando Nobre passou do 25º lugar d'Os Grandes Portugueses para o lugar de pedra no sapato. Tivesse sido há uns anos e o seu nome para o lugar de Ministro dos Assuntos Sociais e Saúde não levantaria dúvidas e talvez até fosse aclamado por larga maioria. Mas, por responsabilidade do próprio que coleccionou um grupo de descrentes, anti-fans e desiludidos, hoje isso já não é possível.

 

Nobre mostrou-se um inábil político que fragilizou o conceito de independente. Chegou mesmo a diminuir a admiração de muitos pelo seu percurso profissional.

 

Portugal não pode passar a ter um Ministro apenas para que seja aliviada uma pedra no sapato. Portugal precisa de mais.


publicado por João Maria Condeixa às 18:54
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Segunda-feira, 18 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 18/4/11

 

Ficámos a saber pela entrevista de ontem, que aprende rápido, que tem experiência em liderar equipas e gerar consensos. Um chorrilho de lugares comuns que qualquer gestor de recursos humanos está habituado a engolir em entrevistas de emprego. Faltou explicar que independência é essa que o faz pular de partido em partido sempre sob a prerrogativa de um conceito que vai desvirtuando ao ponto de já me estar a enjoar: a cidadania.

 

A forma como o usa para justificar uma independência que parece uma dependência ou para apregoar uma liberdade impoluta que para ser atingida por qualquer outro homem, obrigará este a nascer duas vezes, insulta a política e, indiscriminadamente, qualquer político. Pela forma como o faz, mais parece que qualquer outro que tenha tido contacto com o poder político, por ele terá ficado para todo o sempre conspurcado.

 

Desconfio deste tipo de moralistas e de homens romanticamente livres e mais ainda daqueles que se dizem mais livres que qualquer outro ser. Desconfio, sobretudo, quando os vejo, desesperadamente, a tentar chegar à prateleira de vasos que tanto criticam.


publicado por João Maria Condeixa às 14:30
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2011
por João Maria Condeixa, em 11/4/11

PSD recua e diz que afinal vai apenas candidatar parte de Fernando Nobre.


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por João Maria Condeixa, em 11/4/11

É mais independente Garcia Pereira com um partido do que Fernando Nobre sem nenhum.


publicado por João Maria Condeixa às 11:34
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por João Maria Condeixa, em 11/4/11

O maior problema dos independentes é o seu prazo de validade. Ou porque, desiludidos com o mundo da política, saem e vão à sua vidam, ou porque, iludidos com o mundo da política, entram num partido e fazem-se à vida!

 

Fernando Nobre - talvez o futuro presidente da Assembleia da República - leva a coisa ao extremo, não se percebendo muito bem se continua um independente, se apenas um dependente. É que, contrariamente ao que hoje é dito, a política não vicia pelas mordomias ou vencimentos - por essa prisma até julgo que repele mais do que atrai - mas sim pelo poder. E para lá chegar, Nobre, tem-se tornado um mercenário sem igual, tão à luz daqueles que habitam os cenários terceiromundistas por onde andou com a AMI.


publicado por João Maria Condeixa às 11:09
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 15/12/10

Diz que ontem houve uma espécie de debate sobre as presidenciais. Nada de extraordinário e que não possa ser equiparado a uma discussão corriqueira numa qualquer praça de táxis deste país ou barbearia mais habituada a este tipo de assuntos - sim, porque as barbearias fazem-se pelo tipo de assuntos que tratam e não tanto pela forma como por lá se corta o pêlo -, mas ainda assim foi um debate, uma troca de palavras.

 

Mas também trocaram conceitos. Errados, mas trocaram:

 

O primeiro foi aquele velho conceito de que só quem viu pobreza, a poderá tratar. E quanto mais pobreza tiver visto, melhor será o seu desempenho. Os dois candidatos lá compararam as suas pilinhas mais paupérrimas, tendo-se chegado à conclusão que Fernando Nobre, por ter visto uma criança a correr atrás de uma galinha, não para a comer - veja-se a estupidez! - mas para lhe roubar o pouco alimento que ela levava no bico, era mais merecedor do cargo que o candidato do PCP - de seu nome, de seu nome...ai...aaahh...Francisco Lopes - que tudo o que tinha visto era um rapaz descalço e analfabeto filho de uma família que passava fome em Coimbra.

 

Meus senhores, se fôssemos abraçar esta vossa lógica politicamente correcta, enternecedora e romântica, teríamos já posto etíopes ou rapaziada do Chade a dirigir quase todos os países do mundo, mas, como sabem, tirando a contribuição para a construção de um vosso perfil mais humanista e sensível, essa solução não serve para mais nada! Por isso vejam lá se despem esses fatos com que vos vejo há 30 anos!

 

O segundo conceito, que se tem vindo a tornar cada vez mais banal ao ponto de qualquer dia a política ser a arte do vazio é o do "candidato do sistema". É um rótulo que já extrapolou a política, tendo chegado à bola, mas nem por isso deixa de ser uma tremenda falácia, embora colha cada vez mais simpatias.

Ser-se político, ser-se do "sistema", deveria ser um elogio e não uma arma de arremesso ou um telhado de vidro. Não se devia generalizar, com base no comportamento daqueles que da política retiram dividendos pessoais, abusam do poder ou que da política descartam quaisquer responsabilidades que não sejam louros, ao ponto de transformar o "ser-se político" numa pedra no currículo. Sob pena de um dia destes podermos apenas contar com pára-quedistas apanhados em qualquer esquina e empurrados, justamente por aqueles que se encontram perversamente nas máquinas partidárias e que importa combater.

Fernando Nobre tentou atirar com esta pedra a Chico Lopes. Chico Lopes tentou atirar-lhe com a pedra de volta. Mas nem um, nem outro, foi capaz de pensar que era ao expoente máximo da política que se estavam a candidatar e que, só por isso, lhe deviam algum respeito.

 

Faz, de facto, falta que alguém com tomates e mãos limpas - ah que imagem bonita! - possa dar um murro na mesa e afirmar com convicção que é político, tem um percurso reconhecido e que não está ali para papar grupos!

 

PS - relativamente ao resultado concordo com o Pedro Correia: ganhou Nobre.


publicado por João Maria Condeixa às 11:29
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Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010
por João Maria Condeixa, em 17/2/10

Fernando Nobre vai ser candidato à Presidência da República. Sempre tem mais hipóteses do que receber o Nobel da Paz. É que a AMI tem obra feita e não é bem uma agência meterológica, pelo que se estava a tornar difícil, para não dizer impossível, alcançar tão cobiçado prémio.


publicado por João Maria Condeixa às 18:24
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