Terça-feira, 21 de Junho de 2011
por João Maria Condeixa, em 21/6/11

"Eu queria era fazer o exame de Biologia no CEJ!"


publicado por João Maria Condeixa às 14:50
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 9/2/11

Sobre a crise de gerações e a discussão que por aí anda sobre expectativas e heranças, em que uns se queixam de estar a deixar um país com mais estradas, pontes e letras do que aquele que recebeu - como se a tendência devesse ser ao contrário! - e outros se queixam do esforço que terão de fazer para ser um pouco mais que nada, talvez não seja má ideia ver a evolução dos alunos matriculados que se tem registado em Portugal nos últimos "30 anos":

Para quem é míope e não tem culpa da minha falta de jeito para colocar online gráficos desse excelente site que é o PORDATA passo a explicar: a geração que hoje se está a queixar de expectativas criadas e de ter viver num país com pés de barro é aquela que está a laranja. A geração do Ensino Superior, que explodiu pouco depois da entrada na UE e que foi desenvolvendo a mentalidade errada de que o canudo era a tábua de salvação, o emprego, o carro, a casa, o telemóvel topo de gama e o plasma que os paizinhos nunca tinham tido. Sim, essa mesma geração que agora tão convenientemente serve os propósitos do governo de combate ao desemprego ao perpetuar o seu percurso académico por entre pós-graduações, mestrados, doutoramentos e pós-docs que sabem que de pouco lhe servirá quando mais dia, menos dia, tiverem de enfrentar o mercado de trabalho, que em Portugal - também por culpa das opções políticas, mas não só - não acompanhou esse crescente de qualificação, queixa-se agora de ter sido enganada e defraudada.

 

Não assinou há 30 anos atrás nenhum contrato onde estivesse escrito que o seu futuro ia ser melhor, mas queixa-se. E muito embora se tenha deixado iludir e insista que tem direitos que nunca sequer lhe deviam ter sido encutidos - e esse é o seu maior mal - pode e deve queixar-se, pois essa sim, foi a melhor herança da geração anterior.

 

Se a geração "rasca", "500 euros","parva", "que vive em casa dos paizinhos", "à rasca" e outros tantos epítetos que lhe foram dando, se quer revoltar, pois que o faça. Deve é saber como. E uma das formas prioritárias deve ser denunciando o despesismo e compadrio que nos trouxe até aqui e que desperdiçou muitos dos fundos da UE, em vez de criar uma estrutura produtiva que desse sustentabilidade a Portugal. Deve ser isso que deve exigir e fazer. Pois se é verdade que não deve ter direito a herdar nada de mão beijada, também é verdade que não tem direito a herdar dívidas!

 

PS - o post vai longo, mas não queria deixar de alertar para a evolução que os primeiros ciclos têm vindo a sofrer - o decréscimo, como se vê no gráfico, tem sido acentuado - e para o GAP entre gerações que isso criará no futuro e que me parece não estar a ser acautelado.


publicado por João Maria Condeixa às 12:10
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Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/2/11
..."A necessidade do cheque-ensino ultrapassou já a sua função económica. Ultrapassou o seu desígnio de liberdade e de escolha. Chegou ao ponto de se tornar o único garante para algumas escolas de interior, bem como a única possibilidade para assegurar as bases sólidas no percurso de um indivíduo.

 

O cheque-ensino vale agora uma vírgula bem colocada, a tabuada bem aprendida, uma eventual escola não encerrada e um país com a possibilidade de escolher a via da exigência."...
Excerto de post escrito em 2007, por mim, aqui. Fico satisfeito quando vejo que para alguns de nós, ao contrário de José Sócrates, ainda que o mundo mude em 15 dias, há ideias que se mantêm.

publicado por João Maria Condeixa às 11:15
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Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 20/9/10

Em 2006 temi que pudessem acontecer passagens administrativas graças às Novas Oportunidades e ao "maiores de 23". Escrevi-o, ainda no meu primeiro blogue e, via Juventude Popular, tive oportunidade de alertar para esse facto. Hoje vejo que tinha razão e que o Tomás é que sabe! Mas filho meu vai queimar pestanas. Nem que tenha de ir para fora!


publicado por João Maria Condeixa às 09:15
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Domingo, 19 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/9/10

Lembro-me de estudar para os exames de 12º como se não houvesse amanhã. Lembro-me de ter tido uma ou outra crise de sonambulismo cómico, em resultado da ansiedade vivida. Lembro-me de me matar a várias disciplinas no meio de um calor que apertava - até isso este ano mudou -. Lembro-me de entrar para o exame, fumar dois cigarros com um grupo de amigos depois da prova - o cigarro do after sempre foi bom! - e depois ir a correr para casa preparar o próximo que seria daí por 48 horas.

 

Hoje, no pós-socialismo-socrático tudo isso desapareceu. O homem conseguiu acabar com o inferno de gerações: faz-se um exame; não se fuma  tanto porque não há stress, nem provas no dia seguinte. Começa-se a estudar aos 23 para acabar antes dos 24 - o que poupa imenso e permite que até lá as famílias possam ter os seus júniores a trabalhar e a contribuir para o orçamento lá de casa -. E se formos bons a inglês - que não técnico, pois claro! - entramos na faculdade com uma média de 20 valores.

 

Quem sabe, sabe. E o Tomás sabe!

 


publicado por João Maria Condeixa às 20:59
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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 14/9/10

Quase aposto que este Natal vão passar o filme da Ministra da Educação. Entre a Mary Poppins e a Música no Coração.


publicado por João Maria Condeixa às 22:17
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por João Maria Condeixa, em 14/9/10

O emprego para a vida acabou. O curso que conduz a um emprego em específico, tal como ainda o conhecemos, também definha a cada ano. E isto assusta uma geração a quem obrigaram a atravessar o deserto da empregabilidade. Uma geração que pode estar perdida caso não entenda que não pode, nem deve, seguir os passos dos seus pais, ainda que estes os recomendem. Mas pensar, num momento em que o desemprego assombra cada esquina, em aumentar o grau de instabilidade, parece ser de loucos. Mas não é.

 

 

 


publicado por João Maria Condeixa às 11:39
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Quinta-feira, 2 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 2/9/10

Para quem, como eu, viu ontem José Sócrates, insistentemente, a fazer-se à fotografia numa pose ronronante com uma miúda pequena nos braços, aqui fica a mais justa das capas de jornal:


publicado por João Maria Condeixa às 17:23
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Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 19/8/10

Espectáculo: a Ministra da Educação definiu as escolas que vão fechar, antes ainda do Modelo e Continente lançarem as campanhas de regresso às aulas e dos professores serem colocados! Foi por pouco, mas conseguiu..


publicado por João Maria Condeixa às 16:41
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por João Maria Condeixa, em 19/8/10

O meu filho é um excelente aluno. É dos melhores a "Downloads da Web II" e "Copy Paste da Wikipédia III".

 

É ao que chegaremos, se o eduquês continuar a arranjar desculpas destas para dar suporte à cruzada estatística em que Portugal se enfiou.

Segundo a Agência Nacional para a Qualificação, fazer transcrições integrais da net para apresentar como portfólio no programa Novas Oportunidades "evidencia a capacidade do aluno em pesquisar a informação."  E por isso, toma lá meio 12º ano! Todo, nunca! Mas meio ou um terço de 12º, até é mais que merecido!

 

Eu era muito bom em "caligrafia minúscula", mas lembro-me que na minha altura essa capacidade não era reconhecida na faculdade.


publicado por João Maria Condeixa às 11:42
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Terça-feira, 3 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 3/8/10

Agosto é o mês do emigra voltar a casa e rever os familiares e amigos. Mas o emigra mudou. E em vez de voltar em "ótomóvel" de marca alemã com galhardete do clube local no retrovisor e "naperón" da Ti Clotilde na chapeleira, entra em Portugal por meios aéreos com "troller Sam&SóNight" e muito mais discreto. Já não tem a pretensão de fazer uma casa nas Beiras com o resto dos azulejos da fábrica local que faliu - até porque se sentiria humilhado pelos projectos de José Sócrates - e nem sequer tem vontade de pôr um leãozinho de pedra a guardar-lhe o relvado e o menino que é incontinente desde tão tenra idade.

 

Já não sente essa vontade porque o emigra já não é o mesmo que, entre os anos 60 e 70, partia "prá França" . O emigra de hoje, para além de ser de outro estrato social e económico, é cada vez mais alguém que nada tem a provar perante os outros quando vai para o estrangeiro. Aquele que hoje parte, fá-lo porque o país não o conseguiu segurar e não porque o país não o conseguia vestir ou alimentar. É sinal que estamos melhor que há 30/40 anos, mas também é sinal que a nossa mão de obra mais qualificada e a nossa massa cinzenta buscam, cada vez mais, ir trabalhar para fora por não termos tecido empresarial que os segure por cá.

 

Ora um país que vê fugir os seus cérebros, que não produz braços técnicos - só os importa - e que tem uma elevada taxa de desemprego de licenciados, ainda não percebeu que tem um plano desfasado da realidade?

 

Em Agosto tenho cá - ainda que seja espalhados pelo país - grande parte dos meus amigos. A maioria, mais próxima, está emigrada: Suiça, Angola, Brasil, Bruxelas, Espanha, Inglaterra, EUA. A eles e aos outros como eles: Bienvenue à votre terra!


publicado por João Maria Condeixa às 15:55
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Terça-feira, 29 de Junho de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/6/10

O Governo é uma bússola com um íman por cima. Em vez de indicar um rumo, roda, gira e rodopia num frenesim que não resulta em nada. E a cada gesto que faz, ou volta que dá, solta milhões de euros por desnorte.

 

Um dos primeiros sinais desta esquizofrénica falta de estratégia deu-se com a distribuição daqueles geniais e luminescentes retroprojectores país fora, quando muitas escolas tinham ainda goteiras nos tectos ou eram parcas em aquecimentos que permitissem combater os gelados invernos do interior. Primeiro o supérfluo, só depois o necessário.

 

Não contente com essa falta de visão estratégica e de prioridades, o Governo promete agora deitar por terra o investimento de 3 milhões que fez em escolas de Norte a Sul e que figuram no rol de estabelecimentos a encerrar. A isto o povo chama "andar a brincar com o dinheiro dos contribuintes". Se o encerramento cego já não faz sentido, este tipo de desperdício devia ser punido. No mínimo ser considerado gestão danosa!


publicado por João Maria Condeixa às 15:32
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Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

Se a mentalidade estatístico-socialista se perpetuar no governo, filho meu pode ficar descansado que não vai precisar de estudar. Segundo as mais recentes intenções de Isabel Alçada, estudar vai deixar de ser uma aventura, para passar a ser um descanso: quem com 15 anos estiver no 8º ano poderá ingressar no 10º ano, bastando para isso, e por enquanto - no futuro se calhar nem isso - obter aprovação a um exame a realizar em Julho.

 

Por passos passará a ser assim: aos 15 faz-se um exame que, ou é pura ilusão ou então não é díficil, caso contrário preparava-se com a devida antecedência professores e alunos. Passados a esse exame ingressa-se no 10º ano esperando que as "Novas Oportunidades" nos levem até ao 12º. A partir daí e com o "Maiores de 23" entra-se no Ensino Superior com uma perna às costas. Depois é só pagar propinas, cabular um bocadinho aqui, copiar um bocado acolá e zás: sai um licenciado com o 8º ano!

 

Está visto, filho meu herda a dívida pública e um défice em conhecimento se estes socialistas continuarem no governo. E tudo por causa deste género de coisas que eles julgam resolver com tratamento estatístico: escolaridade média dos portugueses é a segunda pior da OCDE.


publicado por João Maria Condeixa às 12:31
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Sábado, 29 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/5/10

Vi-me, reconheço, mais identificado com aquela mãe - ainda que discordando em parte do discurso - que num sábado à tarde decidiu arrastar o filho para uma manif da CGTP que não era a dele, do que com as mãezinhas que foram arrastadas pelas histéricas filhas para o Rock in Rio às 5 da manhã, porque "as meninas pediram".

 

Prefiro mil vezes que criem um revolucionário - desde que tenha sentido político e não seja um anarca explosivo - do que um histérico-paneleirote que só suspira por um futuro melhor, em vez de lutar por ele.


publicado por João Maria Condeixa às 21:22
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Quarta-feira, 26 de Maio de 2010
por João Maria Condeixa, em 26/5/10

 

Os homens não choram! - dizem-nos os mais velhos, insistentemente, enquanto somos miúdos, tentando garantir elevados índices de masculinidade, de barba rija e de pêlos no peito. Pois cedo ficamos a saber que quem choram são as meninas, as flores de estufa e os maricas - julgo que esta última não tem conotação homofóbica -.

E é nessa lógica de seres abrutalhados e insensíveis que vamos, estoicamente, crescendo e ganhando sentido do papel do homem na sociedade. O problema é quando, passados uns anos da puberdade, nos deparamos com o discurso contrário: "És um insensível, um bruto! És frio, não tens sentimentos e não percebes nada do que me afecta! - dirão 98% das mulheres portuguesas aos seus respectivos, esquecendo que a culpa não é deles - não é nossa! - mas sim de uma formatação que recebemos quando crianças e que elas agora tentam mudar.

Há quem entenda este percurso? E há quem entenda este post?

 

Eu explico: É que Mourinho, essa máquina infernal de vitórias, de liderança e mau-feitio, ao que parece, também chora. E com isso - babem mulheres portuguesas - parece ter conseguido o melhor de dois mundos. "O homem é perfeito", dirão elas "e ainda para mais tem cabelos brancos que lhe dão imenso charme e também chora! Se ao menos o meu Manel fosse assim..."

 

E a verdade é que, com tanta reviravolta na educação e formação masculina e com tantas vitórias e pormenores do Mourinho, quem fica mal na fotografia é o homem mediano, essa espécie de grande qualidade que já vai sendo rara e que as mulheres vão desdenhando.

 

Restando-lhes, a esses, como a mim, o refúgio na sabedoria popular: quem desdenha, quer comprar! E o Mourinho é um mariquinhas pé-de-salsa!!! 


publicado por João Maria Condeixa às 16:41
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