Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011
por João Maria Condeixa, em 2/9/11

Alberto João Jardim consegue ser oposição a si próprio, na mesma frase e várias vezes à semana. Sempre que aponta o dedo ao PS ou ao continente, dizendo que a situação se tornou insustentável por um comportamento despesista, fala contra si e o seu igual comportamento. Às terças, quintas e sábados critica aquilo a que se dedica às segundas, quartas e sextas sendo que o domingo é para o carnaval!

Não fosse empregar meio mundo e o poder já teria mudado. Mas pode sempre dizer que a coisa é semelhante nas autarquias do continente.


publicado por João Maria Condeixa às 09:38
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 6/7/11

Portugal por não ter gás não pode dar-se ao luxo de ter uma estrutura estatal como aquela que vi em Moscovo. Mais do que uma questão ideológica trata-se de uma postura pragmática de sobrevivência. Daí que a extinção e as fusões de alguns serviços sejam tão importantes e prioritárias.

 

Só que estas ao acontecerem lançam um custo sobre a taxa de desemprego - que pode subir - e sobre as responsabilidades sociais do Estado - que podem aumentar - num momento em que, já por si, toda a conjuntura alimenta a tendência destes dois factores. Mas não fazê-lo hipoteca ainda mais o futuro.

É preciso, portanto, coragem, mas também olho cirúrgico para que o corte não origine custos superiores, sejam eles financeiros ou de funcionamento. Mas estimando a gordura que temos, arriscaria a dizer que dificilmente atingiremos carne aos primeiros cortes, por isso força!


publicado por João Maria Condeixa às 19:28
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por João Maria Condeixa, em 6/7/11

Visto de longe, o Museu Tetryakov em Moscovo parece uma grande superfície capaz de concorrer com o Continente da Amadora ou o Jumbo de Gaia, mas sem terreno para estacionamento. Também não tem à porta a azáfama de entra-e-sai domingueira e a falta de sacos de plástico cheios de compras denuncia que ali não vamos encontrar lineares repletos de latas de atum.

 

Lá dentro está o recheio de um Museu de Arte Contemporânea bastante bom e surpreendente - não tão bom quanto o Pushkin, mas bom - e um exército de trabalhadores. Ora, era aqui que eu queria chegar, o resto foi latim acessório, desculpem!

 

Atrás do balcão do bengaleiro, 7 pessoas - 7! -aguardam a clientela que escasseia. De tal maneira que essas 7 pessoas se debruçam sobre o único molho de casacos que peço para guardar, como se de um bolo de chocolate numa creche se tratasse. Ao longo dos corredores outros tantos funcionários - quase tantos como o nº de ovos Fabergé do Kremlin - vão zelando pelos quadros e pelas estatísticas de desemprego moscovitas, que calculo que sejam reduzidíssimas. Lá fora, na rua, deixámos em cada esquina um varredor do Estado a limpar à vassourada aquilo que uma só máquina faria em vários quarteirões. Varre, com certeza, para debaixo do tapete, a ideia que todo aquele monstro poderá não ser muito sustentável. Só que a Rússia tem gás. E por isso vai continuar a marimbar-se. Mas país que não tem gás, não tem vícios. Hope you get my point.

 

(continua...)


publicado por João Maria Condeixa às 09:29
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Domingo, 3 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 3/7/11

...se extingue o cargo de director adjunto da Segurança Social. São 18 que deixarão de existir. É 1 milhão e cem mil euros que se passa a poupar.

 

Depois do imposto anunciado quinta-feira era natural que as pessoas dissessem que vinha aí "mais do mesmo", que já tinham visto isto antes e que "são sempre os mesmos a pagar". Afinal de contas foram anos seguidos a ver impostos resolverem coisa nenhuma e a precederem mais impostos sem que cortes na despesa se verificassem.

 

Mas é por isso, e porque os contribuintes têm o tal limite de que falou Cavaco, que este Governo tem agora de mostrar que não está cá para continuar essa senda. Tem de mostrar que, ainda que tenha lançado este sacrifício sobre o subsídio de Natal, a sua principal vocação é cortar na despesa. No gordurento e seboso Estado.

 

O encaixe de 800 milhões resultante do imposto extraordinário é pequeno face às obrigações que Portugal contraiu. Mas irá coadjuvar os 1000 milhões que serão cortados na despesa, exercício que até agora não me lembro de ter visto praticado e que por isso vou passar a tentar enumerar. Depois dos cortes com os governos civis, este exemplo da extinção dos directores adjuntos da SS foi o segundo.

 

Espero, esperamos, que venham mais!


publicado por João Maria Condeixa às 21:06
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Sexta-feira, 1 de Julho de 2011
por João Maria Condeixa, em 1/7/11

Há uns anos, Guterres chamou-lhe um pântano e pirou-se. Depois foi Durão Barroso a dizer que o país estava de tanga e também acabou por sair. Sócrates, o profissional da desculpabilização, queixou-se do governo anterior, dos governos anteriores, da crise internacional, da oposição, do porteiro da AR, do pavão de S. Bento, enfim, de todos. Felizmente não conseguiu sair de fininho. Foi Portugal que o pôs na rua!

 

Face à herança recebida, este governo não abriu a boca. É mesmo outra geração e mais arejada. Pegou nas suas medidas e olhou para a frente, não perdendo tempo em culpabilizar o passado. É tempo de antecipar o futuro e não o ignorar - como até agora tinha sido feito -. Só assim se evitam derrapagens. Só assim se sai do buraco.

 

Mas falta agora começar a anunciar todos os cortes na despesa que permitam depois dar a folga que o contribuinte merece. Este passo de extinguir e começar já a vender o património dos governos civis é, espera-se, o primeiro sinal de muitos.


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Domingo, 10 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 10/10/10

Não tenho grandes dúvidas, mas deixo a outros a pergunta para que possam responder. Espero que as fotografias tiradas por Lisboa ajudem:

Junto à antiga feira popular a escolaridade é mínima, só pode. Há por lá estes dois outdoors, mais os dois seguintes:

E ainda antes de terminar a 5 de Outubro, estes quatro, com algum espaço entre si:

 

Mas é ao dobrar da esquina que a coisa se agrava. São precisos cinco seguidos para combater esse flagelo que as Novas Oportunidades vêm solucionar:

 

 

"Pelos vistos é mal da zona" - pensei eu. Vai daí lembrei-me que os autocarros também andam forrados com a mesma campanha Lisboa fora e como nada tinha para fazer fui ao seu encontro. Não os consegui fotografar, mas em compensação encontrei isto:

Isso mesmo, mais dois outdoors lado a lado para que a importância do programa não escape a ninguém. Só é pena que em cada um não esteja o valor em que a campanha promocional já vai: 5 milhões e meio de euros! Não há mesmo por onde cortar na despesa!


publicado por João Maria Condeixa às 10:59
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Quinta-feira, 7 de Outubro de 2010
por João Maria Condeixa, em 7/10/10

A Ana Margarida Craveiro deu-nos a conhecer, numa atitude de verdadeiro serviço público - isto, sim, é serviço público - o site onde podemos apanhar quase each and every penny gasto pela máquina estatal em ajustes directos. Parece uma slot machine em dia de sorte a debitar moedas.

Dirão que é normal, pois o Estado é gigantesco e as verbas gastas deverão ser proporcionais ao seu tamanho.

Se lhe dedicarem algum tempo verão que assim não é. Por exemplo:

 

No último ano, e por alto, só em gestão e manutenção da frota automóvel do IEFP gastaram 1.217.933,80 €. Devem ter sido para dar emprego a todos os mecânicos do país, só pode!

 

Nos últimos 2 anos, só com o maravilhoso programa "Novas Oportunidades" em contas feitas por alto e à pressa, podendo apenas pecar por defeito, foram gastos na sua promoção 5 singelos milhões e 448 mil euros! 5 milhões e meio de euros para promover essa bela coisa que leva agora alunos à Universidade sem nunca terem completado o secundário. Maioritariamente gastos pela Agência Nacional para a Qualificação, que os portugueses nem fazem ideia que existe. Bonito, não é?

 

E como o meu tempo não é o deles, vou ali trabalhar para sustentar esta esponja financeira que uns mentirosos do regime dizem impossível de ser cortada..

 

PS - E como podem ver na ANACOM a festa foi rija (150 mil euros no aniversário)


publicado por João Maria Condeixa às 15:30
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Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 30/9/10

Com o PEC II, o PS tinha-se comprometido a controlar a despesa pública. Como não o conseguiu fazer, vai desviar o fundo de pensões da PT para cumprir a meta do défice e, posto isto, volta a pedir aos partidos da oposição que se deixem novamente enganar quanto às suas intenções para com a despesa e aos contribuintes quanto às suas intenções para com a receita. O problema na despesa não será tratado e a receita servirá para tapar os buracos que abriram e que irão continuar a abrir para tapar o sol com a peneira.

 

Acautelar tudo o que possa promover a destruição de emprego, do tecido empresarial e consumo privado fica para as calendas. E depois a outra é que era obcecada pelo défice.


publicado por João Maria Condeixa às 11:00
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Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
por João Maria Condeixa, em 29/9/10

Há quem lhe chame "spin". Há quem veja uma arte neste turbilhão de informação e contra-informação, sem perceber que o país precisa de um rumo e que os portugueses têm direito a conhecê-lo fora destas encenações, estratégias partidárias e agendas governativas. Ontem não havia por onde cortar na despesa, hoje tudo mudou e é prioritário reduzi-la. E o PS consegue vir dizer isto sem se rir, sem dar parte fraca, como se tivesse inventado a roda e os outros partidos nunca tivessem, sequer, aflorado o assunto.

 

Isto não crendo que terá sido um puxão de orelhas do Presidente da República que os terá feito arrepiar caminho. Para isso era preciso também acreditar no Pai Natal.


publicado por João Maria Condeixa às 15:55
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Domingo, 22 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 22/8/10

2 dias depois de ter sido revelada a derrapagem nas contas públicas, Sócrates garantiu que o seu controlo é uma prioridade.


publicado por João Maria Condeixa às 13:58
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Sábado, 21 de Agosto de 2010
por João Maria Condeixa, em 21/8/10

 

 

 

Infinitamente mais guloso do que endinheirado, o Estado continua a atafolhar-se de bolos depois de ter enganado os tolos!

 

A despesa pública dispara 40% acima do estimado no Orçamento de Estado - o que poderia hipotecar a meta de redução em 2% do défice até ao final do ano - mas isso não é matéria que preocupe Teixeira dos Santos. O Ministro diz saber que até lá poderá contar com a receita vinda do aumento do IVA, IRS e IRC para pagar essa derrapagem orçamental.

 

O que resultará, inevitavelmente, no costume: o governo pede mais ao portugueses, para poder continuar a adiar a dieta que se impõem e a gastar como tem vindo a ser habitual, para no fim do ano, rever os números do défice 4 ou 5 vezes seguidas, dizer que o mundo mudou numa semana, e com uma lata descomunal ainda vir defender que "está para nascer um Primeiro-Ministro que tenha feito melhor no défice" (José Sócrates, 2009).

 

Depois virão as agências de rating, o crédito será cortado, as empresas portuguesas ficarão de pés e mãos atadas e a economia distanciar-se-á ainda mais da média europeia. E um pouco mais disto, Portugal, e serás pó!


publicado por João Maria Condeixa às 13:33
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